RECICLAGEM
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O INSUMO QUE
VEM DO CONSUMO
Nos anos 90 as indústrias se esforçaram para reduzir perdas na produção. Agora desenvolvem a logística reversa, que é o retorno de produtos, embalagens e materiais ao ciclo produtivo
Por Débora Horn
Após a coqueluche dos 5S (*) que contagiou as organizações ao longo da década de 1990, o início deste século trouxe outra letra para reinar no cotidiano do mundo corporativo: o R, de reduzir, reutilizar, reciclar. A filosofia dos 3R tem se mostrado uma aliada eficiente quando o objetivo é racionalizar o uso de recursos naturais. De acordo com dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), 62% das empresas brasileiras que implantaram projetos de gestão ambiental no final dos anos 1990 focaram suas atividades na redução de perdas e refugos de materiais e produtos. Atualmente a gestão de resíduos ganha novo fôlego, voltando-se à chamada logística reversa, ou seja, o retorno de produtos, embalagens e materiais ao ciclo produtivo.
Além da preservação do meio ambiente, o crescente interesse pelos resíduos pós-consumo está ligado ao surgimento de um novo nicho de negócios, que movimenta cerca de R$ 4 bilhões por ano no Brasil. Segundo a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) o mercado tem potencial para alcançar os R$ 10 bilhões anuais. Apesar da taxa de reciclagem crescer, em média, 30% ao ano no país, dados do Diagnóstico de Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos/2006, divulgados no último mês de agosto pelo Ministério das Cidades, revelam que os números poderiam ser maiores. Conforme o levantamento, o Brasil produz aproximadamente 150 mil toneladas de lixo doméstico por dia, mas recicla apenas 10% dessa quantidade.
(*) Diretrizes de Sistemas de Qualidade desenvolvidos no Japão:
Seiri (senso de utilização), Seiton (senso de arrumação),
Seiso (senso de limpeza), Seiketsu (senso de saúde e higiente) e Shitsuke (senso de autodisciplina).
Oportunidade perdida
Mais que bilhões de reais por ano, joga-se fora a oportunidade de transformar passivos ambientais em ativos. De acordo com uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), anualmente cerca de 10 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos têm destinação desconhecida e, provavelmente, inadequada. Em contrapartida, os elevados índices de reciclagem de determinados materiais provam que a situação pode ser revertida.
Exemplo disso é o segmento de latas de alumínio, que movimentou cerca de R$ 1,7 bilhão em 2006. Segundo a Associação Brasileira do Alumínio (ABAL), no mesmo ano o país reciclou 94,4% do total de latas comercializadas em território nacional – o número se refere apenas às latas destinadas ao acondicionamento de bebidas. Esse índice garantiu ao Brasil, pelo sexto ano consecutivo, a liderança na reciclagem de latas de alumínio entre os países em que a atividade não é obrigatória por lei – em segundo lugar está o Japão, com 90,9%.
Entre as vantagens da reciclagem de latas está a redução do volume de resíduos depositados em aterros sanitários e o ganho energético. Segundo o Compromisso Empresarial pela Reciclagem (Cempre), a reciclagem de uma tonelada de latas consome 5% da energia necessária para produzir a mesma quantidade de alumínio pelo processo primário. Assim, cada lata reciclada economizaria energia elétrica suficiente para, por exemplo, manter um televisor ligado durante três horas. Com as novas tecnologias de reciclagem, já é possível que uma lata de bebida seja exposta no supermercado, vendida, consumida, reciclada, transformada em nova lata, envasada, vendida e novamente exposta na prateleira em apenas 33 dias.
Para o diretor do Núcleo Interdisciplinar de Meio Ambiente e Desenvolvimento da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Ciro Alberto de Oliveira Ribeiro, o sucesso brasileiro nesse segmento também guarda uma faceta triste. “Infelizmente, os índices de reciclagem brasileiros não se devem a uma política, mas consolidam um quadro social deplorável, pois há milhares de pessoas catando latinhas para sobreviver. É um problema social favorecendo uma política de reaproveitamento, que nada tem a ver com políticas públicas”, afirma. Segundo a Abrelpe, 58% do total de latas recicladas no país é coletado por catadores, organizados ou não em associações e cooperativas.
Ainda tímido se comparado ao das latas de alumínio, o índice brasileiro de reciclagem de embalagens longa vida atingiu 24,2% em 2006, valor acima da média mundial (16,6%) e mais próximo da média européia (30%). Primeira empresa de embalagens do Brasil a receber a certificação ISO 14001, a Tetra Pak, de Curitiba (PR), vem contribuindo para o avanço brasileiro na área, por meio de ações que fortalecem a cadeia da reciclagem.

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Elisa Prado, da Tetra Pak, e |
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material para reciclagem:
escoamento |
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sustentável
das embalagens |
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Coleta reciclada
Em parceria com a Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Estado do Paraná (SEMA), a empresa desenvolve um projeto para garantir o escoamento sustentável das embalagens que fabrica. Para isso, a primeira estratégia adotada foi aumentar a eficácia de programas de coleta seletiva já existentes e oferecer suporte aos que viessem a ser implantados nos municípios paranaenses. “A SEMA indicou 22 cidades onde foram desenvolvidas 10 ações para promover a coleta seletiva e a reciclagem de embalagens longa vida”, afirma Elisa Prado, diretora de comunicação corporativa da Tetra Pak.
A escolha dos locais onde as ações seriam desenvolvidas teve como base um diagnóstico realizado no estado, pelo qual os municípios foram classificados conforme a estrutura que possuíam para a coleta seletiva e a destinação final dos materiais recicláveis. A partir desse diagnóstico, equipes técnicas da Tetra Pak e da SEMA traçaram estratégias para incentivar o trabalho das cooperativas de catadores, apoiar iniciativas locais para a comercialização de embalagens, desenvolver novas empresas recicladoras no Paraná e promover ações de educação ambiental.
Para complementar o projeto, neste ano a empresa lançou o portal Rota da Reciclagem (www.rotadareciclagem.com.br), que informa os pontos de entrega ou venda de embalagens em vários estados brasileiros. No site, o usuário digita o próprio endereço e visualiza um mapa com a localização mais próxima de cooperativas, pontos comerciais ou postos de entrega voluntária das embalagens. Em seis meses, o portal contabilizou mais de 30 mil acessos.
Múltiplas aplicações
Por meio da reciclagem, as embalagens entregues se transformam em novos produtos. Depois de separadas das camadas de plástico e alumínio, as fibras que compõem a embalagem podem ser utilizadas na confecção de caixas de papelão e de material gráfico. O plástico extraído no processo de reciclagem transforma-se em peças como vassouras, cabos de pá e coletores. Se triturado e prensado juntamente ao alumínio, dá origem a chapas similares ao compensado de madeira, utilizadas pela construção civil e pela indústria moveleira.
No último mês de agosto, a Tetra Pak e o governo do Paraná apresentaram os principais resultados do projeto, entre eles o aumento das organizações voltadas à coleta seletiva das embalagens longa vida – de 55 para 155 – e a expansão em 8% do volume de embalagens encaminhadas para a reciclagem, passando de 991 toneladas para 1.078 toneladas por trimestre. “O projeto promove a sustentabilidade de toda a cadeia de reciclagem, ou seja, todo mundo ganha com ele: as cooperativas, os catadores, a comunidade e as demais organizações envolvidas”, afirma Elisa.
Segundo o professor da UFPR, Ciro Ribeiro, a parceria entre poder público e iniciativa privada pode alavancar a reciclagem, desde que a sociedade seja conscientizada. “A educação ambiental deve ocorrer em vários níveis: nas escolas, nas empresas, nas organizações comunitárias. Mas não basta conscientizar. É preciso criar mecanismos para que o aprendizado se transforme em ação”, afirma.

Fonte: Ministérios das Cidades
Defasagem legal
Uma das formas de estabelecer esses mecanismos seria por meio da legislação sobre o tema. Porém, quando se trata de marcos regulatórios, a área de resíduos sólidos figura entre as mais defasadas do Brasil. A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) tramita em Brasília desde 1991, sem perspectiva de aprovação. Resultado de mais de 15 anos de discussões, a última versão do projeto de lei preconiza a distribuição da responsabilidade entre cidadãos, empresas e poder público na busca pela destinação adequada dos resíduos.
Entre as principais propostas estão o aumento de incentivos fiscais e tributários para a reciclagem e o aperfeiçoamento do sistema de logística reversa, estabelecendo o compromisso do fabricante de dar destino adequado aos resíduos do produto ao final do ciclo de consumo. “A política de a empresa colocar um produto no mercado e ser responsável por sua retirada é uma das saídas mais viáveis para o problema dos resíduos urbanos. Se as fabricantes de refrigerante executassem programas sistemáticos para recuperar todos os PETs, por exemplo, o índice de reciclagem desse material, que hoje beira os 50% , seria muito mais elevado”, afirma o professor.
Se não é fácil convencer empresas a recuperar garrafas plásticas, imagine quando o produto pesa mais de 50 quilos e contém componentes altamente prejudiciais ao meio ambiente. Esse tem sido o desafio da Whirlpool Corporation, líder mundial em eletrodomésticos da linha branca, dona das marcas Brastemp e Consul no Brasil. Na unidade de Joinville (SC), o processo de logística reversa foi impulsionado em 2006, após uma resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que determinava às operadoras de energia a utilização de um percentual de seu lucro líquido em programas de eficiência energética.
Desse total, 0,25% deve ser utilizado em ações voltadas à população de baixa renda, que têm se concretizado na melhoria de instalações elétricas e na substituição de eletrodomésticos, em especial de geladeiras. “Com isso passamos a oferecer refrigeradores de baixo custo e de alta eficiência energética para substituir os antigos, que, por sua vez, precisam ser retirados do mercado”, explica o assessor de meio ambiente da Whirlpool, Paulo Vodianitskaia.
Há cerca de um ano, a empresa negocia com operadores de energia elétrica a substituição gradativa e o processo de logística reversa dos refrigeradores. Para abrigar os equipamentos recolhidos pelo programa, a Whirlpool ampliou uma unidade de reciclagem já existente em Joinville, mas que antes desmontava apenas os refrigeradores retirados do mercado por apresentarem defeitos. Com os mecanismos de troca incentivada, a unidade cresceu e trouxe novos desafios à empresa. “Até então nós sabíamos montar refrigeradores. Desmontar exige novo aprendizado e evoluções conceituais. Evoluímos no conceito de ecodesign, por exemplo, de forma que os produtos tenham sua desmontagem futura facilitada”, afirma Vodianitskaia.
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Chegada de refrigeradores velhos
para reciclagem na Whirlpool:
tecnologia de desmontagem |
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Eder Mesquita:
areias de fundição
representam 70%
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do volume de resíduos
gerados na produção |
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Asfalto de areia
Resíduos de fundição
podem ser usados em
rodovias, e estuda-se a
aplicação na agricultura
A busca por certificações na área ambiental tem sido um fator decisivo para a redução e a reutilização de resíduos industriais. Na Tupy, de Joinville (SC), o processo de obtenção da ISO 14001 deu início, em 2000, a um rigoroso levantamento de todos os resíduos gerados pela empresa, entre os quais se destacaram as areias utilizadas na moldagem de peças fundidas, que são descartadas após o processo fabril e depositadas em aterros industriais. Na empresa catarinense, 70% do volume de resíduos gerado na produção é formado pelas chamadas “areias de fundição” – são, em média, 20 toneladas depositadas por mês no aterro próprio da empresa. “Devido ao volume significativo, começamos a estudar destinos mais adequados para esse resíduo e descobrimos que em outros países as areias de fundição eram aplicadas na produção de asfalto e na agricultura, por exemplo”, explica o gerente de meio ambiente da Tupy, Eder Mesquita.
Busca de alternativas
Há cinco anos, a química industrial Raquel Pereira Carmim, que integra a equipe de gestão ambiental da empresa, iniciou uma pesquisa para encontrar alternativas de utilização das areias de moldagem na produção de asfalto. O estudo deu origem à tese de doutorado da pesquisadora, defendida neste ano na Universidade Federal do Paraná (UFPR), que comprova a não existência de toxicidade na mistura asfáltica que agrega os resíduos de fundição. Assim, a reutilização das areias de moldagem não traz riscos de contaminação do solo e dos lençóis freáticos, além de reduzir a extração de areia do meio ambiente e diminuir os custos de construção de rodovias.
Em setembro deste ano, o Conselho de Meio Ambiente do Estado de Santa Catarina (Consema) assinou uma resolução que autoriza o uso de areias na composição de concreto asfáltico e em peças de concreto sem função estrutural, como lajotas para calçadas e meio-fio. “Comprovamos tecnicamente que o resíduo tem condições de utilização. Agora esperamos que as usinas de asfalto compreendam que essa é uma matéria-prima disponível e abundante, passando a utilizá-la”, afirma Mesquita. Em outra frente, a Tupy firmou uma parceria com a Epagri para pesquisar a aplicação das areias de moldagem na agricultura, em substituição a adubos usados na recuperação de solo. Segundo a empresa, estudos semelhantes foram desenvolvidos na Suécia e na Finlândia, com excelentes resultados. |
Adeus ao gás CFC
A unidade de reciclagem funciona ao lado das linhas de montagem normais da fábrica. Na desmontagem dos aparelhos antigos, a primeira e mais delicada ação é a retirada do gás refrigerante, na maioria das vezes composto por CFC, com alto potencial de efeito estufa e de degradação da camada de ozônio. “Após a retirada, esse gás é vendido para uma unidade regeneradora, que o purifica para que possa ser usado em outro refrigerador antigo que venha a sofrer reparo”, explica Vodianitskaia. Mas, pondera, esse tipo de reúso do CFC só é permitido pela legislação até o final do ano que vem. A partir de 2010, todo gás retirado de refrigeradores antigos deverá ser destruído.
Os componentes do refrigerador são separados por uma tecnologia desenvolvida internamente, de forma que ocorra uma separação eficiente entre a espuma de poliuretano, que é o isolante térmico, e o gabinete metálico do refrigerador. Uma parte dessa espuma pode ser usada como isolante térmico e acústico na construção civil.
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Mostra de resultados do projeto desenvolvido
pela
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Assembléia Legislativa de SC: meta
de separação |
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correta de lixo é de 90% |
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Uma questão cultural
Alesc implantou coleta seletiva de lixo com projeto de conscientização, após fracassar em outra tentativa
Não foi preciso baixar uma lei para melhorar a gestão de resíduos sólidos na Assembléia Legislativa do Estado de Santa Catarina. Foi por meio de um projeto, o Consciência Limpa, lançado em julho de 2007, que se alcançou uma mudança de cultura organizacional na sede do Legislativo catarinense. Com o mote “Reduza, Reutilize, Recicle” e por meio de palestras e material de divulgação, a Alesc conseguiu mobilizar servidores públicos e funcionários terceirizados, e reciclou 55 toneladas de papel, uma tonelada de metal, sete toneladas de plástico e uma tonelada de vidro. Antes da iniciativa, todos os resíduos eram depositados em lixo comum. “O projeto consolidou a coleta seletiva, que ocorria esporadicamente e sem nenhum tipo de planejamento e acompanhamento”, afirma o coordenador de recursos materiais da Alesc, Luiz Fabro, que idealizou o projeto.
Não é a primeira vez que a Assembléia tenta implantar a coleta seletiva. Por isso, um dos primeiros passos foi diagnosticar os fatores que levaram outras iniciativas ao fracasso. O monitoramento tornou-se a peça-chave: duas vezes por dia, funcionários percorrem as salas para verificar se o lixo está depositado corretamente nos coletores. As metas são reavaliadas a cada três meses e mostram evolução. No primeiro trimestre do Consciência Limpa, a meta de separação correta do lixo era de 70%. Atualmente, esse número atinge os 90% em cada setor.
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Necessidade de incentivo
Os metais e materiais plásticos que resultam dessa separação são vendidos a recicladores, todos cadastrados e com licença ambiental, e os materiais que não podem ser reciclados são destinados a aterro industrial – cerca de 10% do material, como lã de vidro, espuma de poliuretano e PVC de fios elétricos. “Se ações como essa ocorressem com mais freqüência, a reciclagem seria muito mais eficiente. Mas as empresas precisam de incentivos para que a logística reversa tenha viabilidade econômica”, analisa o professor da UFPR.
De acordo com o executivo da Whirlpool, a venda de um novo produto viabiliza o processo de reciclagem dos antigos. Por isso a empresa vem negociando parcerias com o varejo para promover campanhas de troca incentivada. Em 2006 foi realizado o primeiro teste desse tipo: uma promoção das Lojas Colombo oferecia R$ 100 de desconto na compra de um refrigerador novo para o cliente que entregasse à loja o equipamento antigo, encaminhado à Whirlpool. Ao todo, foram destinados à reciclagem 608 refrigeradores em 2006. “Entendemos que a rede varejista tem um papel fundamental no sistema de logística reversa e esperamos que essa parceria se expanda”, afirma Paulo Vodianitskaia.
Se depender das metas de eficiência energética estabelecidas pelo governo federal, ela deve mesmo se consolidar. Em setembro, o Ministério do Meio Ambiente anunciou um programa para substituir 10 milhões de refrigeradores antigos por equipamentos mais eficientes, nos próximos 10 anos.
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