19º Prêmio Expressão de Ecologia
INSCRIÇÕES VÃO ATÉ 14 DE OUTUBRO
REGULAMENTO - FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO


NÃO DEIXE SUA ORGANIZAÇÃO DE FORA!
As inscrições para o Prêmio Expressão de Ecologia encerram-se no dia 14 de outubro, quando o júri irá reunir-se no resort Costão do Santinho, em Florianópolis. Este ano as inscrições poderão ser apenas eletrônicas, sem necessidade de material impresso. Os vencedores serão premiados no Fórum de Gestão Sustentável de 2012. Será uma edição histórica, pois o Prêmio estará completando 20 anos. Ele foi inspirado pelo Rio-92, Conferência da ONU sobre meio ambiente que inaugurou uma nova era ambiental no planeta. No próximo ano acontecerá a Rio + 20, outra conferência ambiental da ONU que promete ser um novo divisor de águas.

Com arquivo de 1.674 cases, certificado pelo Ministério do Meio Ambiente como o principal do país em seu segmento, o Prêmio Expressão de Ecologia é o maior mapa da trajetória do desenvolvimento sustentável empresarial nestas duas décadas. E a exemplo do que aconteceu quando o Prêmio completou 10 anos, quando foi lançado o livro Onda Verde, a Editora Expressão prepara o lançamento do Livro Verde do Sul para 2012, no Fórum e na Rio + 20.

O Livro Verde do Sul narrará essas duas décadas de história e mostrará a evolução dos cases ganhadores nesse período. Quando o Prêmio foi lançado, começava a questionar-se a capacidade de expansão do sistema global de negócios. O conceito de economia de baixo carbono foi rapidamente absorvido no ambiente empresarial em razão da constante inquietação da sociedade global com as mudanças climáticas e suas consequências.

Na década de 80 as empresas começam a deixar de ser as vilãs do meio ambiente, depois de décadas atirando produtos tóxicos nas águas dos rios, devastando florestas para usar a madeira em sua produção, eximindo-se dos malfeitos de seus fornecedores que poluíam águas dos rios com agrotóxicos e dejetos suínos, avançavam sobre a Mata Atlântica com motosserras, contaminavam o ar, os aterros municipais, desperdiçavam água, energia e outros insumos, mineradoras causavam chuva ácida e cenários lunares, inviáveis para a vida humana, animal, vegetal e para a flora aquática. Um roteiro de terror.

O Prêmio acompanhou a construção das primeiras e enormes Estações de Efluentes pelas empresas, a pressão de clientes estrangeiros por uma produção mais limpa, os sistemas de gestão ambiental, com a contratação de consultores ambientais e dos primeiros departamentos ambientais nas empresas, o surgimento de cursos ambientais, as ISO 14000. A e a criação de órgãos ambientais estaduais, municipais e nas federações das indústrias.

Se o Prêmio tinha  personalidades ambientais como os ativos ambientalistas José Lutzemberger e Magda Renner, alguns empresários passaram a merecer o troféu também, como Carlos Odebrecht, criador da Câmara de Meio Ambiente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina; Udo Döhler, da Döhler, e Wander Weege, da Malwee, que tornaram-se referência no universo empresarial.

Reciclagem, cuidados com todo ciclo dos produtos, preservação de recursos naturais, patrocínio de programas de educação ambiental, como o Prêmio Embraco de Ecologia. A legislação ambiental tornou-se mais rigorosa. As madeireiras brasileiras, como Irani ou Klabin, esta a maior ganhadora do Prêmio Expressão de Ecologia, com inovações, tornaram-se referências mundiais. As companhias de energia que começaram a atuar no Sul nesse período, como Tractebel, Baesa e Enercan, passaram a ter nova postura ambiental na construção de barragens, monitoramente de flora e fauna e apoio às comunidades de entorno. As ONGs tornaram-se mais profissionais e passaram a ter atuação menos "xiita" e a criar programas para as empresas. Surgiram os Comitês de Bacias Hidrográficas para monitorar as águas dos rios. Os consumidores tornaram-se mais exigentes com a maneira como os produtos eram fabricados.

O livro Onda Verde, lançado
quando o Prêmio Expressão de
Ecologia completou uma década

O Livro Verde do Sul narrará essa história. Houve grande avanço no setor energético, especialmente no Brasil, com o biodiesel. A Alemanha vai desativar suas centrais nucleares. A indústria automobilística busca novas tecnologias ambientais. Há a questão chinesa, com a inclusão de centenas de milhões de novos consumidores, fábricas e automóveis que fizeram a poluição disparar ali. Mas o fato é que 20 anos após a Rio-92 e duas décadas de estudos intensivos sobre as mudanças climáticas, a humanidade começa a entender a necessidade de racionalizar o uso de recursos naturais e de reconhecer o valor dos serviços prestados pela natureza. Amplia-se, dessa forma, a preocupação com a sustentabilidade ambiental para além dos efeitos do aquecimento global, incorporando-se, aos poucos, a necessidade de uma abordagem abrangente sobre os limites dos recursos naturais e sobre os impactos das atividades humanas nos ecossistemas.

No ambiente de negócios, essa ampliação é traduzida pela crescente absorção do conceito de economia verde, que engloba e vai além do conceito de economia de baixo carbono. É visível no mercado a movimentação de inúmeras empresas com pesquisas e desenvolvimento de tecnologias e produtos de baixo impacto ambiental, buscando posicionar-se estrategicamente no mercado de produtos verdes, que está em ascensão.

 

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