O Prêmio Expressão de Ecologia foi criado em 1993 pela Editora Expressão, um ano após a Conferência Mundial do Meio Ambiente no Rio de Janeiro - Eco 92 - quando multiplicavam-se as barreiras comerciais não-tarifárias que cobravam dos exportadores uma correta postura ambiental.
A Comunidade Européia oficializava o selo ecológico, sem o qual nenhum produto podia ser exportado para aquele cobiçado mercado - o Sul tem forte vocação exportadora e seus três estados costumam estar entre os cinco maiores
exportadores brasileiros.

Na década de 80, a maioria dos empresários brasileiros reagia mal às exigências ambientais, que aparentemente apenas aumentavam seus custos. Mas a pressão das comunidades e as multas dos órgãos ambientais eram fortes fatores de coerção.

 
  Primeira edição do Anuário Expressão
de Ecologia
   

Desde sua primeira edição, em janeiro de 1990, a revista Expressão já detectava o fator verde como uma forte tendência em seu universo e foi a primeira revista de economia e negócios brasileira a dar uma chamada de capa sobre os programas de recuperação ambiental de algumas empresas. Quando decidiu criar o Prêmio Expressão de Ecologia, em 1993, buscou criar um projeto que não fosse uma entrega política ou comercial de prêmios, nem se esgotasse em almoços festivos e pouco úteis. Os premiados devem ser empresas com gestão ecológica exemplar. Em função disso, sob comando de seu coordenador Antonio Odilon Macedo, secretário-geral do comitê nacional de ecologia da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental, buscou sempre contar com um corpo forte e representativo de jurados.

 
Troféu criado por Elke Hering
   

A idéia do prêmio era divulgar as ações ambientais das empresas e incentivar que outras seguissem o mesmo caminho. Os organizadores estimavam que o prêmio se esgotasse em cinco anos, quando os melhores cases fossem premiados. Porém, o Prêmio Expressão de Ecologia surpreendeu e além de tornar-se o maior do país no segmento empresarial, mesclou-se com o aumento de conscientização dos empresários e novas ações ambientais explodiram, como educação ambiental, gestão, manejo florestal, reciclagem, aterros industriais, maior mobilização de prefeituras e ONGs. Houve uma grande evolução na qualidade dos trabalhos apresentados pelas empresas.

Em dezenove anos de realização, o prêmio registrou 1.803
cases inscritos, das principais empresas, ONGs, prefeituras e entidades da região Sul . Ao contrário da previsão inicial, o prêmio bate recordes de inscrições a cada ano e seus
eventos de premiação tornaram-se ponto de referência
da comunidade sulista.

   
 
  Empresários renomados participam do evento de premiação
   
   

Em 1997, o jurado que representava a Confederação Nacional da Indústria (CNI) no júri do Prêmio Expressão, usando o know-how adquirido, ajudou a criar e tornou-se coordenador do Prêmio CNI de Ecologia. A importância do prêmio crescia. Dezenas de empresários, ministros de meio ambiente, senadores, governadores, prefeitos, ambientalistas e jornalistas tornavam cada evento um palco para debates sobre o tema. Porto Alegre, Florianópolis, Blumenau, Joinville e Jaraguá do Sul já foram sedes de concorridas premiações. E a cada ano, as edições do Anuário Expressão de Ecologia retratam as principais tendências e novidades do setor ambiental.

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