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Os perfis dos premiados como Personalidade Ambiental, ao longo das
edições do Prêmio. A trajetória da combativa
ecologista gaúcha Magda Renner, com influência até
na presença do tema na Constituição brasileira.
E os empresários catarinenses Udo Döhler, Carlos Odebrecht, Carlos Schneider e Wandér Weege, os pioneiros na preocupação ambiental
na região. Na 10ª edição do Prêmio
Expressão, o título de Personalidade Ambiental prestou
uma homenagem póstuma ao gaúcho José Lutzenberger,
um dos pais do movimento ecológico no Brasil. E em 2008, na 16ª edição da premiação, a homenagem foi para o professor Ademir Reis, sucessor do padre Raulino Reitz na recuperação de áreas degradadas e documentação das plantas que habitam as florestas de
Santa Catarina. Em 2009 e 2010, homenagem póstuma aos renomados empresarios Bruno Hering e Aury Bodanese pelo notável empenho na preservação do meio ambiente.
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Personalidade
Ambiental 2010
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Além de montar um império cooperativista em SC, Bodanese destacou-se na luta constante pela preservação do meio ambiente entre as cooperativas |
Aury Bodanese
Numa homenagem póstuma, o empresário Aury Luiz Bodanese, uma das mais importantes lideranças cooperativistas do país, fundador da CooperAlfa e da Coopercentral Aurora, ambas com sede em Chapecó (SC), foi escolhido como Personalidade Ambiental do 18º Prêmio Expressão de Ecologia.
Além de incentivar a produção pecuária e de cereais na região Oeste de Santa Catarina, onde o empresário se estabeleceu na década de 50, chamam atenção seus esforços e luta constante pela preservação do meio ambiente entre as cooperativas, cujos resultados podem ser vistos nos tempos atuais.
Bodanese idealizou a Aurora, um dos maiores conglomerados industriais do Brasil e referência mundial na tecnologia de processamento de carnes, com 13 cooperativas filiadas, mais de 68 mil associados e mais de 13 mil funcionários.
Além de montar um império cooperativista em Santa Catarina, Bodanese fundou e presidiu a Federação das Cooperativas Agropecuárias de Santa Catarina (Fecoagro), participou da Organização das Cooperativas Estado de Santa Catarina (Ocesc) e de outras entidades representativas do setor.
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Personalidade
Ambiental 2009
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Bruno Hering: leitura
para
os operários e
fundação
de cooperativa |
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Bruno Hering
Bruno Hering foi escolhido pelo júri de Expressão não apenas por ser considerado o pioneiro do reflorestamento brasileiro, mas também por ser um homem à frente de seu tempo no amparo cultural e social aos seus funcionários. Por sua influência, no começo do século XX, em 1905, a Hering adquiriu – e sempre preservou – uma gigantesca área vizinha à fábrica do Bom Retiro, em Blumenau (SC).
Bruno criou uma biblioteca para os operários da fábrica. Como a frequência era baixa,
ele próprio passou a ler histórias para os funcionários. Fundou a primeira cooperativa
de Blumenau e participava ativamente da vida social da cidade. Colaborava com
a Volksverein, (Sociedade do Povo), que originaria o Sindicato Agrícola, e com a Kulturverein
(Sociedade Cultural), que difundia a cultura junto aos trabalhadores.
Bruno Hering implantou os princípios do que se conheceria um século mais
tarde como Responsabilidade Social Empresarial, ou RSE. Isso, associado à qualidade do
produto, uma obsessão do irmão Hermann, constituiu precocemente o tripé da sustentabilidade
na Hering, envolvendo economia, meio ambiente e sociedade. Em 2010, a companhia completou 130 anos de existência. |
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Personalidade
Ambiental 2008
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"É uma questão de compromisso e ética: utilizar o conhecimento que temos para salvar o planeta" |
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Ademir Reis
O professor-doutor e biólogo do Departamento de Botânica da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC Ademir Reis foi escolhido como Personalidade Ambiental do 16º Prêmio Expressão de Ecologia. Ademir também é diretor-técnico do Herbário Barbosa Rodrigues, de Itajaí (SC), dando continuidade ao trabalho do renomado ambientalista padre Raulino Reitz, premiado pela ONU pela qualidade das pesquisas botânicas e os serviços prestados em prol do meio ambiente. Além de ser considerado o sucessor de Raulino Reitz na documentação da flora catarinense, Ademir Reis ajudou a desenvolver a nucleação, uma técnica inovadora para recuperar áreas degradadas. Seu valioso trabalho na conservação da biodiversidade, em especial na florística e ecologia das nossas florestas, foi justamente reconhecido pela coordenação do Prêmio Expressão de Ecologia. |
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Personalidade
Ambiental 2007
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Wandér Weege
Personalidade ambiental escolhida pelo júri do 15ª Prêmio Expressão de Ecologia, o empresário Wandér Weege é o presidente da Malwee Malhas, de Jaraguá do Sul. Ações ambientais conduzidas por Weege ao longo do período de existência do prêmio podem se consideradas pioneiras, e até mesmo visionárias. Há 10 anos, em 1997, a Malwee foi uma das vencedoras graças à construção de um aterro para dispor os resíduos resultantes de seu sistema de tratamento de efluentes líquidos. De lá para cá a empresa sempre aperfeiçoou seu sistema de gestão ambiental, que é dotado dos equipamentos e técnicas mais modernos, e venceu novamente o prêmio em 2002 e em 2004. Dentre as várias outras conquistas da Malwee destaca-se a recuperação de até 45% dos efluentes gerados nas fábricas. Com isso ela deixa de captar 200 milhões de litros de água por ano no Rio Jaraguá.
Mas a sintonia entre a malharia e o meio ambiente começara ainda antes de todo esse processo. Um capítulo à parte da trajetória ambiental da companhia é a constituição do Parque Malwee, uma exuberante reserva natural de 1,5 milhão de metros quadrados a apenas oito quilômetros do centro de Jaraguá do Sul. Ele foi criado em 1978, quando o pai de Wandér, Wolfgang Weege, estava à frente dos negócios – Wandér assumiria a direção da empresa em 1987. Antes disso, em 1982, o parque foi doado aos funcionários da empresa, ainda que as despesas de manutenção sejam bancadas pela Malwee, assim como várias das melhorias apresentadas. |
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Personalidade
Ambiental 2003
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Miguel Krigsner
O empresário Miguel Krigsner foi escolhido como Personalidade
Ambiental do 11º Prêmio Expressão de Ecologia.
Diretor-presidente do grupo O Boticário, Krigsner foi indicado
pela comissão julgadora a receber a homenagem em função
de sua conduta ambiental coerente com o desenvolvimento econômico
sustentável, que tem disseminado através das ações
da sua empresa e nas entidades de classe das quais faz parte. Entre
essas ações, a comissão julgadora destacou
a criação e a atuação exemplar da Fundação
O Boticário de Proteção à Natureza,
a manutenção da Reserva do Salto Morato, em Guaraqueçaba,
litoral do Paraná; a liderança à frente das
questões ambientais no âmbito empresarial do estado
do Paraná, os trabalhos de educação ambiental
que O Boticário mantém junto às comunidades
onde atua, os três prêmios Expressão de Ecologia
que O Boticário recebeu nos últimos 10 anos, além,
de todas as outras inúmeras homenagens, prêmios e destaques
que a empresa e a Fundação O Boticário receberam
pelo seu envolvimento com a questão ambiental. |
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Personalidade
Ambiental 2002
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José Lutzenberger
Numa homenagem póstuma àquele que é considerado
o maior ambientalista brasileiro, o 10º Prêmio Expressão
de Ecologia concedeu o título de Personalidade Ambiental
ao ecologista gaúcho José Lutzenberger. Engenheiro
agrônomo, em 1971 ele abandonou uma carreira de 13 anos como
executivo da Basf para denunciar o uso indiscriminado de agrotóxicos
nas lavouras do Rio Grande do Sul e tornar-se um dos pais do movimento
ecológico no Brasil.
Um dos fundadores da Associação Gaúcha
de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan), uma das
primeiras entidades ambientalistas do país, Lutz, como era
conhecido, lutou em defesa do meio ambiente até sua morte,
em 14 de maio de 2002. Um dos exemplos dessa luta foi seu enfrentamento,
a partir de 1974, à fábrica de celulose norueguesa
Borregaard, que tornava insuportável o ar na região
da Grande Porto Alegre.
Após a venda da fábrica a controladores
brasileiros, Lutz participou do projeto para sua salvação,
ajudando a torná-la um exemplo de preservação
ambiental e a provar que é possível conciliar produtividade
e respeito à natureza. Outros vários projetos foram
liderados pelo agrônomo e nos anos 90 ele acabou sendo envolvido
em duas experiências de risco, quando foi ministro do Meio
Ambiente do governo Collor e, depois, consultor do governo do Amazonas
em um programa de exploração racional da floresta.
Arrependido ao perceber que havia sido usado, Lutz
decidiu dedicar-se exclusivamente à empresa Vida Desenvolvimento
Ecológico, que produz adubo a partir de resíduos industriais,
e a sua ONG, a fundação Gaia, que continua ativa,
sob comando de suas filhas, Lilly e Lara. Além de ao longo
de sua vida ter sido homenageado como doutor honoris causa de universidades
européias, Lutzenberger conquistou em 1988 o The Right Livelihood
Award, considerado o "Nobel Alternativo". |
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Personalidade
Ambiental 2001
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Carlos Schneider
Presidente da maior fabricante nacional de porcas e parafusos, a
Ciser, o empresário joinvilense Carlos Schneider foi agraciado
com o título de personalidade ambiental nesta 9ª edição
do Prêmio Expressão de Ecologia. Um reconhecimento
ao seu trabalho de preservação das nascentes do rio
Quiriri, um dos responsáveis pelo abastecimento da cidade.
Neto do pioneiro alemão Karl Friedrich
Schneider, que chegou a Joinville em 1881, Carlos Schneider assistiu
durante grande parte de seus 76 anos ao processo de destruição
da natureza na cidade que é um dos principais pólos
econômicos do Sul. Um processo que o estimulou a partir para
a aquisição de áreas junto às nascentes,
as quais hoje são santuários intocados de natureza
exuberante. E a continuação desse trabalho está
garantida em família, já que sua filha, Sibylla, preside
a ONG Vida Verde, que foi um dos vencedores do 9º Prêmio
Expressão, com os projetos "Boa Vista - Joinville Abraça
Este Morro" e "Parque Ambiental Caieiras". |
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| Personalidade
Ambiental 2000
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Carlos Odebrecht
Presidente da Karsten, centenária indústria
têxtil de Blumenau, Carlos Odebrecht nasceu e cresceu no Vale
do Testo, na divisa com Pomerode. A partir da observação
do que se fazia em países europeus, nos anos 80, passou a
liderar os projetos voltados para a diminuição do
impacto ambiental da indústria, entre eles a construção
de uma estação de tratamento de efluentes líquidos.
Em 1988, quando a Karsten instalou a sua primeira Estação
de Tratamento de Efluentes, a descarga poluidora da fábrica
era equivalente à de uma cidade com 18 mil pessoas. Depois,
essa descarga caiu para o equivalente a apenas 3.500 pessoas. Fora
dos muros da empresa, o empresário foi um dos principais
incentivadores da Câmara de Qualidade Ambiental da Federação
das Indústrias do Estado de Santa Catarina, criada em 1987.
No comando da entidade por vários anos, ele procurou incentivar
o empresariado catarinense a investir no controle da poluição
industrial. |
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| Personalidade
Ambiental 1999
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Udo Döhler
O empresário Udo Döhler, presidente
da Döhler, de Joinville, foi conhecer de perto os programas de
controle ambiental nas fábricas da Basf e Bayer, na Alemanha.
Era 1987 e ele ficou impressionado ao ver uma centena de residências
sendo desocupadas e demolidas, e a terra literalmente lavada para
descontaminação.
Daí em diante, promoveu um profundo
diagnóstico sobre a agressão ambiental causada pelas
atividades da Döhler, que culminou com a certificação
ISO 14001. Ele foi um dos primeiros empresários de Joinville
a encampar a idéia da construção de um aterro
para resíduos sólidos industriais a ser compartilhado
por várias empresas. Mas não esperou que ele saísse
do papel: construiu um aterro próprio da Döhler, o primeiro
de Santa Catarina, o que lhe valeu o prêmio especial do júri
do Prêmio Expressão de Ecologia em 1996. O empresário
também percebeu que era preciso atingir a comunidade. Assim
nasceu, em 1995, o Vamos Trabalhar sem Destruir a Natureza, um programa
de educação ambiental feito junto às escolas
de 1º grau. |
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| Personalidade
Ambiental 1997
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Magda Renner
Uma das vozes mais respeitadas no Rio Grande
do Sul quando o assunto é meio ambiente, Magda Renner começou
a atuar na preservação ambiental antes mesmo de surgir
a palavra ecologia. Isso aconteceu a partir do início de seu
trabalho na ONG Ação Democrática Feminina Gaúcha
(Adfg), na qual ingressou na década de 60.
Em 1972, após assistir a uma palestra
do ecologista José Lutzenberger, fundador da Agapan (Associação
Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural), a
nora de A. J. Renner - um dos maiores nomes da indústria
gaúcha - iniciou efetivamente sua militância pela causa
ambiental. Sua atuação contabiliza episódios
como a luta contra a maré vermelha que atingiu o litoral
gaúcho na década de 70, e contra os aterros de lixo
nas ilhas do rio Guaíba. Nos anos 80, engrossou passeatas
que alertavam sobre os problemas decorrentes da instalação
do pólo petroquímico de Triunfo, o que acabou contribuindo
para que o grupo de empresas seja hoje modelo de responsabilidade
ambiental. Também foi decisiva sua atuação
no lobby ecológico durante a elaboração da
Constituição de 1988. |
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Editora Expressão
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