Newsletter Ambiental 02/07/2008
Acesse o site do Prêmio Expressão de Ecologia
A
lguns dos melhores projetos ambientais em curso na região Sul procuram de alguma forma acertar as contas com um passado recente em que a cultura vigente afirmava que a exploração desmedida de recursos naturais era o caminho mais óbvio para o progresso. E o foco dos projetos não é apenas disseminar uma nova cultura de sustentabilidade. Têm a virtude de lançar mão de mecanismos engenhosos, conhecimento científico, poder
de mobilização e criatividade para fazer aparecerem resultados concretos.

É o caso, por exemplo, do programa de implantação e manejo de florestas em pequenas propriedades do Paraná, conduzido por um pool de agências estaduais e federais; governo do estado, por meio do Programa Paraná Biodiversidade, e do Instituto Ambiental do Paraná, da Emater e da Embrapa Florestas.

O projeto vencedor do Prêmio Expressão de Ecologia 2007 na categoria “Manejo Florestal – Setor Público” recebeu o título de “ Implantação e manejo de florestas em pequenas propriedades no estado do Paraná: um modelo para
a conservação ambiental, com inclusão social e
viabilidade econômica”.

A idéia geral do projeto é estimular a recuperação da mata atlântica em áreas de reservas legais nas propriedades, correspondentes a 20% das terras. Áreas que deveriam ter sido mantidas por força de lei, mas que a cultura exploratória ignorou completamente. Pelo contrário, “governantes, universidades, instituições de pesquisa, extensão rural e bancos incentivavam a substituição de florestas, oferecendo aos proprietários crédito, tecnologias e planos estratégicos de desenvolvimento da produção”, informa o case vencedor do Prêmio Expressão de Ecologia. Como resultado, terra arrasada: a cobertura florestal do estado não corresponde a sequer 5% de sua área, e ainda assim mal distribuída e fragmentada em meio a imensas lavouras, canaviais
e pastos.

Para mudar essa mentalidade e esse cenário, o projeto se vale da legislação que permite a introdução de espécies exóticas para a recuperação de matas nativas. Assim se está incentivando pequenos produtores a plantar principalmente eucaliptos, o que permitirá que obtenham renda. Em um primeiro momento essas árvores ocuparão 75% da área que comporá a reserva legal – o restante é plantado com espécies da própria região. Quando os eucaliptos forem retirados para a venda de madeira, darão lugar a árvores nativas. Após esse processso, esperam os idealizadores, novas fontes de renda deverão surgir com a venda de sementes de árvores nativas e comercialização
de créditos de carbono.

 
Udo Döhler Presidente
da Döhler
Iniciativas como a deste já consolidado Prêmio Expressão de Ecologia reconhecem o esforço dos vários setores da comunidade na direção de um ambiente mais limpo e saudável, que garanta o futuro de nossos netos, que promova a saúde de nossos concidadãos, que seja o veículo da paz e da harmonia entre o homem e seu meio. Entendo essa questão como a construção não apenas da consciência, mas do que chamo de cidadania ambiental – mais do que saber do problema, precisamos construir os agentes das transformações.
 
 
Inscreva seu projeto ambiental no 16º Prêmio Expressão de Ecologia até 15/08/2008. Para participar:
1 - Preencha ficha de inscrição on-line no site oficial da premiação

2 - Envie o arquivo digital do seu case (formato PDF
ou Word) por e-mail

3 - Encaminhe quatro cópias impressas do projeto para a sede da
Expressão
 
Veja o regulamento 2008 do Prêmio Expressão de Ecologia em três formatos:
Regulamento HTML
Regulamento WORD
Regulamento PDF
 
Foto Divulgação
   
Projeto no Paraná recupera reservas legais com o plantio de eucaliptos, que dão renda e incentivo ao produtor
     
   

“Não temos preconceito em usar uma árvore exótica para conquistarmos no longo prazo um objetivo conservacionista”
Erich Schaitza
Gerente geral do Programa Paraná Biodiversidade

     
O projeto está inscrito como um mecanismo de desenvolvimento limpo, permitido pelo Protocolo de Quioto. O seqüestro de carbono proporcionado pelas árvores plantadas poderá ser remunerado, e uma cooperativa de produtores já foi criada para gerenciar
esses “ativos”.

Os gestores do projeto admitem que a introdução do fator renda no programa serve como “isca” para dotar produtores de uma maior, digamos, consciência ambiental. Afinal, eles terão que alocar uma área de suas propriedades que hoje é utilizada para fins produtivos. A crença é de que as vantagens sejam percebidas ao longo do processo.
“Não temos preconceito em usar uma árvore exótica para conquistarmos no longo prazo um objetivo conservacionista”, diz Erich Schaitza, gerente geral do Programa
Paraná Biodiversidade.

Em sua etapa inicial o projeto envolve recursos do estado, do Banco Mundial e dos 187 pequenos produtores rurais participantes. Trata-se da fase piloto de um programa de pretensões muito maiores: mudar a paisagem da maior parte das 400 mil pequenas propriedades rurais do Paraná. “Queremos transformar isso em uma política pública”,
diz Schaitza.

Se o seu projeto também colabora com o Desenvolvimento Sustentável da região Sul, participe do 16º Prêmio Expressão de Ecologia e inscreva-se gratuitamente na maior premiação ambiental do Sul até o dia 15 de agosto de 2008.

Fonte: Anuário Expressão de Ecologia 2007

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LEIA MAIS SOBRE O PRÊMIO EXPRESSÃO DE ECOLOGIA

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