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Newsletter Ambiental |
03/03/2008 |
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m um período marcado por notícias que desenham um futuro intimidante para a sobrevivência do planeta e provocam um sentido mais urgente para o encaminhamento das questões ambientais, o 15º Prêmio Expressão de Ecologia será um dos principais eventos da Semana da Água, reunindo empresas, ONGs, ambientalistas, reitores, professores e autoridades preocupados com o tema, no dia 18 de março, em Jaraguá do Sul.
Trinta empresas, entidades, prefeituras e ONGs serão premiadas no Parque Malwee, uma exuberante reserva de Mata Atlântica, aberta ao lazer da comunidade, que preserva 35 mil árvores, possui 17 lagos, museu, restaurantes e quadras esportivas.
Entre os premiados, Wandér Weege, presidente da Malwee, recebe o título de personalidade ambiental, justamente por suas ações voltadas à preservação da água. A mudança de gestão industrial em sua empresa fez com que ela deixasse de captar 200 milhões de litros anuais do Rio Jaraguá e recentemente ele adquiriu mais duas reservas de Mata Atlântica, uma delas preservando mais de 30 cruciais nascentes de água. |
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CAMPEÕES DO MEIO AMBIENTE
Maiores vencedores do Prêmio Expressão de Ecologia (1993 – 2007) |
| Nove vezes |
| Coopercentral / Aurora |
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| Seis vezes |
| Agco |
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| Bosch |
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| Ceusa |
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| Embrapa |
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| Cinco vezes |
| Bunge Alimentos |
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| Copel |
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| Eliane |
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| Epagri |
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| Fundação O Boticário |
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| Prefeitura de Porto Alegre |
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| Quatro vezes |
| Café Iguaçu |
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| DSM Elastômeros |
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| Perdigão |
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| RGE – Rio Grande Energia |
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Nos 15 anos do prêmio, 1.208 cases de entidades e empresas do Sul foram inscritos e ele é certificado pelo Ministério de Meio Ambiente como o maior do país para entidades, ONGs, empresas e prefeituras. "Estimávamos que o prêmio teria uma vida útil de cinco anos. Imaginava-se que depois que as empresas tivessem obtido a ISO 14000 os projetos seriam corriqueiros e não mereceriam destaque", diz Antonio Odilon Macedo, coordenador do prêmio e diretor da Associação Brasileira de Consultores de Engenharia. "Mas a realidade mostrou-se bem diferente, como mostram fenômenos como o aquecimento global". De fato, pesquisa da Market Analysis no Brasil mostra que a preocupação que mais cresceu, de 2004 para 2007, foram as questões ambientais – de 2,4% para 13,2% – e já é a terceira maior dos brasileiros, logo após a segurança e quase empatada com
o desemprego.
E os projetos seguem em constante evolução, mexendo com a produção e gestão das indústrias, avançando para a busca do desenvolvimento sustentável e saindo dos muros das empresas para as comunidades, na forma de educação ambiental e preservação de áreas degradadas, e atualmente já atingem a proteção da biodiversidade. "O Prêmio Expressão de Ecologia ajuda não apenas na construção da consciência, mas do que chamo de cidadania ambiental – mais do que saber do problema, precisamos construir agentes das transformações", diz Udo Döhler, presidente da Döhler, que conquistou o título de personalidade ambiental no 7º Prêmio Expressão de Ecologia, em 1999.
“O número de inscritos demonstra que a conquista do reconhecimento é importante para as empresas. Isso melhora a imagem pública, aumenta a satisfação dos colaboradores e prova que a gestão ambiental vale a pena", diz o biólogo e professor da FURB Lauro Bacca, um dos mais conhecidos ambientalistas de Santa Catarina". De fato, os primeiros projetos premiados fizeram parte de grandes esforços conjuntos para resolver problemas antigos. Atualmente as empresas premiadas executam ações ambientais positivas de forma espontânea e não coagidos pela legislação.

"O setor privado avançou muito nas questões ambientais em Santa Catarina e hoje tem capacidade de desenvolver projetos em alto grau de efetividade", diz Miriam Prochnow, fundadora e conselheira da Apremavi, uma das mais profissionais ONGs catarinenses, sediada no Vale do Itajaí e ganhadora do prêmio com o projeto Planejando Projetos e Paisagens. Ele desenvolve e implanta projetos de propriedades rurais que associem conservação da Mata Atlântica com geração de renda e melhoria de qualidade de vida. Os reflorestamentos sem planejamento foram uma das principais causas do desmatamento em Santa Catarina num passado recente.
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| Em sua fábrica de tubos e conexões, além de ter a água dos outros como principal foco dos negócios, a Amanco desenvolve um plano de gerenciamento da própria água usada no processo produtivo. Com esse trabalho, cujo resultado foi uma redução de quase metade no consumo de água nos últimos cinco anos, a Amanco foi uma das vencedoras do 15º Prêmio Expressão de Ecologia. A empresa reduziu seu consumo de 1 metro cúbico por tonelada de produto fabricado para 0,29 metro cúbico.
“Na Amanco temos um firme compromisso com a gestão ambiental responsável. Envolvemos nas decisões gerenciais esse aspecto e estamos convencidos de que uma adequada gestão ambiental gera valor e reduz os riscos”, comenta a gerente técnica Regina Zimmermann. Na fábrica da empresa em Joinville (SC) os sistemas são fechados, permitindo a reutilização da água. Antes disso, havia perda de água por evaporação de 60 metros cúbicos por dia – volume que precisava ser reposto para o resfriamento dos moldes e peças. O novo sistema fechado, chamado Ecodry Gel, eliminou essas perdas. Outra vantagem é a pequena quantidade de produtos químicos necessários para manter a qualidade da água. Na fábrica de Suape (PE), a água passa por uma estação de tratamento de efluentes e é reaproveitada em sanitários, na irrigação de jardins e na limpeza de pisos. Isso gera uma economia de 1,5 mil metros cúbicos por mês, o correspondente ao consumo de 187 residências com quatro moradores. |
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