Se o Projeto Trainee receberá o prêmio especial entre as 30 empresas, entidades, ONGs e prefeituras da Região Sul premiadas, outras ações paranaenses também destacaram-se. É o caso do Programa Paraná Biodiversidade, coordenado pela Secretaria do Planejamento do Paraná, que envolve um pool de agências estaduais e federais, como IAP, Emater e Embrapa. A idéia geral do projeto é estimular a recuperação da mata atlântica em pequenas propriedades, pois a cobertura florestal do estado não corresponde nem a 5% de sua área. Ele estimula os produtores rurais a plantarem árvores exóticas, nos 20% da propriedade que legalmente deveriam ser de reservas florestais, mas que estão arrasadas. Quando os eucaliptos forem retirados como madeira, gerando renda, serão plantadas árvores nativas e novas fontes de renda como venda de sementes e comercialização de créditos de carbono, segundo o Protocolo de Quioto.
Paraná Biodiversidade - Cerca de 200 produtores estão envolvidos no projeto que tem a ambição de mudar a paisagem da maior parte das 400 mil pequenas propriedades rurais do Paraná. "Queremos transformar isso em uma política pública, em uma estratégia para o futuro que alie viabilidade econômica, correção ambiental e inclusão social", diz Erich Schaiza, gerente geral do Projeto Paraná Biodiversidade.
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Plantação de árvores em sistema de fomento mantido pela Klabin: 5.500 agricultores envolvidos
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Outro case premiado, o da Klabin, em manejo florestal, adota a mesma estratégia. Ela atua em sistema de cooperação com milhares de pequenos produtores rurais paranaenses. A Klabin oferece mudas de genética avançada, a última palavra em técnicas de produção, avaliza financiamentos e compra as árvores, gerando boa renda aos agricultores - um hectare de eucaliptos bem cuidados pode render quase mil reais por mês, mais que as outras culturas comuns da região. A introdução da silvicultura protege o solo de erosão, evita assoreamento de rios, regula o fluxo de água e evita corte de nativas para uso de lenha. Os reflorestamentos sem planejamento foram uma das principais causas do desmatamento do Sul em um passado recente.
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Parque Malwee será palco da entrega dos troféus aos vencedores do 15º Prêmio Expressão de Ecologia
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Evento Ambiental - Em um período marcado por notícias que desenham um futuro intimidante para a sobrevivência do planeta e provocam um sentido mais urgente para o encaminhamento das questões ambientais, o 15º Prêmio Expressão de Ecologia reunirá empresas, ONGs, ambientalistas, reitores, professores e autoridades preocupados com o tema no Parque Malwee (foto), uma exuberante reserva de Mata Atlântica, aberta ao lazer da comunidade, que preserva 35 mil árvores, possui 17 lagos, museu, restaurantes, quadras esportivas. Cimento Itambé, Parque Nacional do Iguaçu, Café Iguaçu, Instituto BS Colway e Vale do Ivaí Açúcar e Álcool são as outras empresas paranaenses premiadas, que receberão troféu durante o evento que será realizado no dia 18 de março de 2008.
Aquecimento Global - Nos 15 anos do prêmio, 1.208 cases de entidades e empresas do Sul foram inscritos e ele é certificado pelo Ministério de Meio Ambiente como o maior do país para entidades, ONGs, empresas e prefeituras. "Estimávamos que o prêmio tivesse uma vida útil de cinco anos. Imaginava-se que depois que as empresas tivessem a Iso 14.000 os projetos seriam corriqueiros e não mereceriam destaque", diz Antonio Odilon Macedo, coordenador do prêmio e diretor da Associação Brasileira de Consultores de Engenharia. "Mas a realidade mostrou-se bem diferente, como mostram fenômenos como o aquecimento global". De fato, pesquisa da Market Analysis no Brasil mostra que a preocupação que mais cresceu, de 2004 para 2007 foram as questões ambientais - de 2,4% para 13,2% - é já é a terceira maior dos brasileiros, logo após a segurança e quase empatada com o desemprego.
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Obs. 1: três conquistas do Unibanco não contaram para nenhum dos três estados
Obs. 2: em 1993 o prêmio era restrito a Santa Catarina
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"O número de inscritos demonstra que a conquista do reconhecimento é importante para as empresas. Isso melhora a imagem pública, aumenta a satisfação dos colaboradores e prova que a gestão ambiental vale à pena", diz o biólogo e professor da FURB Lauro Bacca, um dos mais conhecidos ambientalistas de Santa Catarina". De fato, os primeiros projetos premiados fizeram parte de grandes esforços conjuntos para resolver problemas antigos. Atualmente as empresas premiadas executam ações ambientais positivas de forma espontânea e não coagidos pela legislação.
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