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Linha de produção da AGCO e |
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embalagens retornáveis (abaixo): |
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diminuição na geração de resíduos |
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AGCO
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• Foco no uso racional de recursos:
uso de gás natural, reciclagem e
reaproveitamento de resíduos.
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• Pressão sobre fornecedores resultou
em mudanças de embalagens de peças,
que passaram a ser retornáveis,
evitando a geração de resíduos.
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• Sistema de reúso da água permitiu
economia de 70% do insumo.
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Ações simples
Há mais de uma década a AGCO vem adotando mecanismos cujo foco central é a eliminação do desperdício e o uso racional dos recursos. O gás natural substituiu a eletricidade em vários processos. A reciclagem e o reaproveitamento dos resíduos passaram a ser encarados como ponto de honra. Um dos melhores exemplos da ação sustentável da empresa se verifica no manejo dos recursos hídricos. O reúso da água, desenvolvido a partir de 2005, permitiu que a AGCO atingisse o considerável índice de 70% de economia na utilização desse insumo, por meio de ETEs (Estações de Tratamento de Efluentes) isentas de produtos químicos, nas quais são utilizadas plantas aquáticas na remoção da matéria orgânica. O aproveitamento da água da chuva graças a modernas unidades de captação e a implementação de programas permanentes de redução do consumo tornam o caso exemplar.
Algumas vezes as ações são bem simples. No final dos anos 90, aconselhada por pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), a companhia reduziu a pressão das pistolas de pintura e passou a monitorar a viscosidade da tinta, atitudes que resultaram em significativa redução no consumo do produto. A exigência de que os fornecedores parassem de enviar seus materiais em caixas de papelão e adotassem contêineres retornáveis, outra medida prosaica, porém só viável devido ao poder de pressão que uma companhia do porte da AGCO tem sobre a cadeia produtiva, levou a uma enorme diminuição na geração de resíduos sólidos, além de reduzir os custos em ambas as pontas do processo.
Duas Terras
O fato de fabricar produtos destinados a quem ganha a vida explorando a terra ajuda a reforçar a necessidade de adotar práticas sustentáveis, considera Marília Maya, diretora de recursos humanos para a América do Sul da AGCO. Marília entende que chegou a hora de a empresa, contemplada sucessivas vezes com o Prêmio Expressão, aprofundar o conceito. “Vamos conceituar sustentabilidade e responsabilidade social, pois, embora já tenhamos feito muita coisa boa nesse sentido, ainda há muito a ser feito”, argumenta. A questão da sustentabilidade, de fato, está diretamente relacionada à responsabilidade social. “Se você chega a uma comunidade que não tem o que comer para falar sobre consumo sustentável, parece um crime”, lembrou com propriedade, durante a Eco 2008, realizada em Brasília, a bióloga e filósofa Michele Sato, docente e pesquisadora das universidades federais de Mato Grosso e de São Carlos.