Newsletter Ambiental 14/03/2008
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15º Prêmio Expressão de Ecologia, que acontecerá no Parque Malwee, em Jaraguá do Sul (SC), a partir das 10h30 da próxima terça-feira, dia 18 de março, será o maior encontro de ambientalistas, ONGs, especialistas da área de meio ambiente de empresas, órgãos ambientais estaduais e municipais, institutos, presidentes e executivos de companhias, reitores e professores universitários ligados ao tema na região Sul. Grandes estrelas da ecologia sulista, como Míriam Prochnow, fundadora da ONG Apremavi, uma das mais atuantes e profissionais da região Sul, especializada em Mata Atlântica, e Lauro Bacca, professor da FURB e fundador da mais antiga ONG de Santa Catarina, a Acaprena, considerado o decano dos ambientalistas catarinenses, serão alguns dos presentes.

Carlos Kreuz, diretor geral da Fatma, um dos mentores do novo Código Ambiental Catarinense; Adão Laslowski, do Instituto Ambiental do Paraná - IAP ; Maísa Guapyassu, analista de projetos ambientais da Fundação O Boticário, a maior "agência de fomento" de projetos ambientais do Brasil - já patrocinou mais de 1.100 deles -; Maria Izabel Sandri, presidente do Comitê de Água da Bacia do Vale do Itajaí; o reitor da Univali, José Roberto Provesi, que receberá o troféu pelas tecnologias inovadoras que sua universidade aplica ao meio ambiente, e Jorge Luiz Pegoraro, chefe do Parque Nacional Iguaçu, serão outros nomes representativos no evento.

 
Carlos Odebrecht, Vice-presidente do Conselho Admin. da Karsten
Considero o Prêmio Expressão de Ecologia de grande importância, pois além de ter mostrado, incentivado e premiado os melhores trabalhos realizados no Sul, na área de preservação e recuperação ambiental, mostra a imprescindível necessidade de preservar e melhorar o ambiente que nos cerca com conscientização, trabalho
e envolvimento.
 
 
Foto: Divulgação
 
Troféu do Prêmio Expressão de Ecologia: criação de Elke Hering
   

Presidentes de grandes empresas, que irão receber o troféu (foto) ou têm alto interesse no tema, como Luiz Tarquínio, da Tupy; Mario Lanznaster, da Coopercentral Aurora; Harry Schmelzer, da WEG; Vicente Donini, da Marisol, e Wilfredo Brillinger, da Prosul, farão companhia ao anfitrião Wandér Weege, que receberá o troféu de Personalidade Ambiental por suas ações pela preservação da água na região de Jaraguá do Sul.

ONGs e instituições como Ecosul, Gato-do-Mato, Amigos do Meio Ambiente, de Carazinho (RS); BS Colway, Embrapa, Anima e Ecopower também participam do prêmio ambiental certificado pelo Ministério do Meio Ambiente como o maior da região Sul. Nos 15 anos do prêmio, 1.208 cases de entidades, empresas e órgãos governamentais do Sul foram inscritos. "Estimávamos que o prêmio tivesse uma vida útil de cinco anos. Imaginava-se que depois que as empresas tivessem a ISO 14000 os projetos seriam corriqueiros e não mereceriam destaque", diz Antonio Odilon Macedo, coordenador do júri e diretor da Associação Brasileira de Consultores de Engenharia. "Mas a realidade mostrou-se bem diferente, como refletem fenômenos como o aquecimento global". De fato, pesquisa da Market Analysis no Brasil mostra que a preocupação que mais cresceu de 2004 para 2007 foram as questões ambientais - de 2,4% para 13,2% -, que já é a terceira maior dos brasileiros, logo após a segurança e quase empatada com o desemprego.

Foto: Divulgação
Turma de trainees em formação: especialistas em meio ambiente

ONGS PROFISSIONALIZADAS - A Fundação O Boticário receberá o prêmio especial. No seu relacionamento de mais de uma década com dezenas de organizações ambientais, principalmente ONGs, percebeu que a gestão, planejamento estratégico, renovação de lideranças e até uma compreensão mais global das questões sociais, ambientais e organizacionais eram os pontos fracos dessas entidades. Nas empresas também havia lacunas na formação de profissionais ambientais. A Fundação O Boticário criou então, em 2003, o Programa Trainee em Meio Ambiente para profissionalizar uma área carregada de boas intenções, mas também de muito amadorismo. "Observamos fragilidades nas organizações através dos projetos que apoiamos e nosso programa ajuda cada organização ou empresa a encontrar seu modelo", diz Maria de Lourdes Nunes, diretora da Fundação
O Boticário.

Foto: Divulgação
Observação da natureza na reserva Figueira Branca, da Bunge: santuário é banco de sementes
para viveiro de mudas

O case vencedor da Bunge, de recuperação da mata ciliar do rio Itajaí-Açu nas proximidades de sua sede, em Gaspar (SC), mostra como uma gigantesca empresa pode usar sua capacidade de mobilização em favor do meio ambiente. Lançado em 2005, em parceria com a FURB, ele expandiu sua área inicial de 14 mil para 51 mil metros quadrados, envolvendo a comunidade e produtores rurais, avançando sobre áreas públicas e particulares. Montou cinco unidades de pesquisa, educação ambiental e divulgação dos métodos para estimular a comunidade a se engajar na recuperação da mata. Dá apoio técnico a agricultores que construíram junto ao rio e foram multados, mas não conseguiam fazer a vegetação que replantaram vingar. "Argumentamos com sucesso que a erosão leva embora o maior patrimônio deles: a terra", diz o coordenador do programa, Alexandre Uhlmann.

  A fiscalização integrada desenvolvida nas bacias do Sinos e do Gravataí é um dos destaques do SIGA/RS. Mensalmente, os trechos pré-estabelecidos são vistoriados por equipes compostas por representantes de órgãos ambientais do estado e dos municípios, polícia ambiental e até mesmo da fiscalização tributária.
   
Do Rio Grande do Sul, um pioneiro em ações ambientais no país, vem outro case exemplar. Das 230 cidades brasileiras certificadas para dar licenciamentos ambientais para empreendimentos de impacto local, 176 são gaúchas. Como os órgãos estaduais e federais não contam com funcionários suficientes para fiscalizar esses empreendimentos, que vão de padarias a postos de combustíveis e imóveis, a Constituição de 1988 abriu espaço para essa crucial municipalização, que não foi adiante por falta de vontade política. Implantado pela Secretaria de Meio Ambiente do Rio Grande do Sul em 2003, o Projeto SIGA impulsionou a municipalização ambiental gaúcha, transformando-se numa grande rede de integração entre estado, municípios, associações, sindicatos e universidades para gestão compartilhada das políticas e planos ambientais e de fiscalização. Mais de 3 mil técnicos
e gestores ambientais foram treinados e distribuídos nos municípios pelo projeto.
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