Bacca também constatou que, além da questão ambiental estar sendo inserida com mais propriedade na área social, o tema ganha cada vez mais espaço no planejamento estratégico das organizações participantes. “Em muitos casos a questão ambiental está deixando finalmente de ser considerada assunto periférico para começar a participar um pouco mais ao centro dos debates e ações”, conclui o biólogo.
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Jurados do 17º Prêmio Expressão de |
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Ecologia reunidos em Florianópolis: |
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edição 2009 contou com a participação |
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de 150 projetos ambientais  |
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Fotos: Cláudio Silva |
A jurada Isolete Dozol, consultora ambiental e mestre em gestão ambiental pela UFSC, destacou a profundidade e fundamentação dos projetos avaliados na categoria Gestão Ambiental. “Os projetos participantes nessa categoria expressam a realidade empresarial quanto ao meio ambiente: algumas empresas cumprem leis e normas, outras mantêm gestão administrativa e algumas propõem uma ou algumas ações ambientais descoladas de um plano de gestão ambiental”, afirma Isolete. A jurada também enfatizou a grande qualidade dos projetos de pesquisa e inovação tecnológica, mas sugere aos participantes que enfoquem os benefícios ambientais quando o projeto traz também uma inovação tecnológica, pois o foco deste prêmio é o meio ambiente. “Projetos que são resultados de pesquisa, portanto de um nível importante, não conseguem ser bem demonstrados quanto ao ganho ambiental”, reflete a consultora ambiental.
Outro jurado a destacar os projetos da categoria Gestão Ambiental, Carlos Henrique Orssatto, engenheiro agrônomo, doutor em Engenharia e gerente de pesquisa e desenvolvimento da Imoto, revela que começam a surgir ações na linha da ecoeficiência, que está na interface da gestão com a inovação tecnológica, superando a fase das tecnologias limpas. Mas segundo a avaliação de Orssatto é necessário estimular a utilização de energias alternativas.
Orssatto revelou também que nos cases avaliados na categoria de Gestão Ambiental transparece ainda um descolamento entre as ações efetivas – ou efetivamente realizadas – e a estrutura administrativa e gestão. “Ao que parece existem esforços para realizar algo, mas ainda restrito a um setor da empresa. Em poucas empresas essas ações refletem o pensamento da direção por meio das suas políticas verdadeiramente disseminadas através da estrutura”, constata o jurado.
Por outro lado, o jurado Halem Guerra Nery, analista em planejamento e logística e presidente do Instituto Ambiental Ecosul, destacou as virtudes dos trabalhos apresentados e a grande responsabilidade do júri em escolher as melhores ações ambientais participantes. “A exemplo dos anos anteriores, os projetos desta 17º edição são da maior qualidade para a preservação das espécies e dos recursos naturais da região Sul. Isso certamente torna a tarefa dos jurados mais complexa e aumenta suas responsabilidades na avaliação e indicação dos premiados”, revela Nery.
Já o jurado Cláudio Dilda, assessor técnico do Samae/Caxias do Sul-RS, ex-presidente da Fepam/RS e ex-secretário de meio ambiente do Rio Grande do Sul, também notou a evolução dos trabalhos apresentados. “Nas categorias avaliadas percebem-se avanços importantes a partir, inclusive, de iniciativas que extrapolam a obrigação de fazer por força da norma legal”, afirma Dilda. “Também se percebem intenções e tentativas nem sempre convincentes, mas válidas no contexto de processo”, conclui o ex-secretário sobre a avaliação dos projetos inscritos no 17º Prêmio Expressão de Ecologia.
Para Túlio Antônio de Amorim Carvalho, engenheiro agrônomo, consultor da CaixaRS e coordenador de patrimônio natural da AMA/Guaíba-RS, os projetos apresentados refletem o comprometimento das organizações participantes com os problemas ambientais sulistas. “Não há dúvida sobre a relação causa e efeito quando se analisa os procedimentos de gestão ambiental no setor empreendedor da região Sul e os resultados apurados no Prêmio Expressão de Ecologia, durante os 17 anos de existência”, afirma o jurado.
Os jurados Victor Hugo de Lazzer, consultor de meio ambiente da CIC/Caxias do Sul-RS; Márcio Schneider, doutor em engenharia ambiental e diretor-executivo da Tecnoamb, e Mariano Duran, engenheiro florestal e assessor técnico do IAP, formaram um dos grupos do júri para avaliação dos trabalhos. Segundo os três jurados, a categoria Recuperação de Áreas Degradadas concentrou as empresas mais fortes e conhecidas nesta edição do Prêmio Expressão de Ecologia, mas grande parte das ações é motivada apenas pelo cumprimento da legislação ambiental.
Por outro lado, a categoria Reciclagem surpreendeu positivamente e os cases apresentados demonstram iniciativas voluntárias na solução dos problemas de destinação de resíduos além do que é exigido pela legislação. Com nove projetos inscritos dos três estados do Sul, com temas que variam desde o desmatamento evitado a programas para o controle de espécies invasoras, a categoria Conservação de Recursos Naturais apresentou projetos com excelente qualidade, que mereceram elogios desse grupo de jurados. |