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Newsletter Ambiental |
19/12/2008 |
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última newsletter ambiental do ano destaca a matéria sobre o Prêmio Expressão de Ecologia publicada no
Anuário de Ecologia 2008. Agradecemos a todos que nos prestigiaram, semanalmente, durante o ano inteiro acompanhando as principais ações ambientais desenvolvidas na região Sul. Voltaremos a publicar nossa Newsletter Ambiental a partir da segunda quinzena de janeiro. Desejamos um feliz natal e um ótimo 2009.
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Com recorde de inscrições, Prêmio Expressão de Ecologia se afirma como um meio de aproximação entre empresas, ONGs e setor público, que realizam cada vez mais parcerias entre si
uando entrou nas dependências da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina, em dezembro de 1995, em Florianópolis, o então ministro do Meio Ambiente, Gustavo Krause, não ficou indiferente ao enorme cartaz que reproduzia a capa da revista Expressão dedicada ao Prêmio Expressão de Ecologia, o mote do evento. A chamada era: Empresários X Ambientalistas: o que mudou na cabeça deles e o que ainda falta para o entendimento. O ministro aprovou a abordagem acrescentando que gostaria de ver, um dia, a manchete empresários “E” ambientalistas, sugerindo uma soma de esforços em lugar do antagonismo, ainda que mudanças de atitude de ambas as partes já se fizessem notar, conforme demonstrava a matéria. Dois anos depois, em 1997, Krause prestigiou a cerimônia de entrega do Prêmio Expressão de Ecologia no Palácio Piratini, sede do governo gaúcho. Na ocasião, em meio às principais lideranças políticas e empresariais do Sul do país, foi homenageada a ambientalista Magda Renner.
Ao contrário de Krause, houve quem questionasse o espaço oferecido a ambientalistas pelo prêmio (que também concedeu a distinção de Personalidade Ambiental ao gaúcho José Lutzenberger em 2002, in memorian). É que desde sua concepção, o prêmio buscou reconhecer os esforços de empresas em se adequar aos novos paradigmas ambientais que se impunham – um esforço nem sempre reconhecido por ambientalistas e ONGs. O tempo, entretanto, demonstrou que a abordagem escolhida foi acertada. Tanto que a distinção mais importante de 2008 é justamente para o Diálogo Florestal, uma iniciativa que reúne empresas do setor florestal e ambientalistas na busca de entendimento para atingir um objetivo comum, a conservação do meio ambiente. A experiência emoldura uma nova fase de relações, em que há um reconhecimento mútuo da legitimidade do ponto de vista alheio e impera a boa vontade para a construção de uma agenda comum. |
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Acesse grátis a versão eletrônica do Anuário Expressão de Ecologia 2008 |
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Miriam Prochnow, fundadora e conselheira da Apremavi |
O Prêmio tem sido um instrumento importante de aproximação entre ONGs e empresas porque dá publicidade às boas iniciativas ambientais desses setores e oportuniza momentos de convívio e debate, aspectos fundamentais para a construção de qualquer parceria. |
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Número de projeto inscritos
em 16 anos do Prêmio
Expressão de Ecologia |
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Capa da revista Expressão n° 61, de 1995: promovendo a aproximação |
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MAIORES VENCEDORES DO
PRÊMIO EXPRESSÃO DE ECOLOGIA |
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O Diálogo Florestal simboliza um amadurecimento para o setor que o sociólogo Antônio Odilon Macedo, coordenador do júri do Prêmio Expressão de Ecologia, denomina de “democracia ambiental”. Além do prêmio concedido ao Diálogo, empresas e ONGs que participam da ação também obtiveram reconhecimento específico. O caso mais interessante é o do Programa Matas Legais, pois se trata justamente de parceria entre a empresa Klabin e a ONG Apremavi, de Rio do Sul (SC), que é anterior à fase regional do Diálogo. A Klabin venceu ainda em outras duas categorias, o que a tornou a empresa mais premiada em toda a história do Prêmio Expressão (veja o quadro ao lado).
Convívio e debate
Expressão percebeu toda essa movimentação de modo pioneiro e, mais importante, contribuiu para aproximar os dois lados. Para Miriam Prochnow, fundadora da Apremavi e ex-presidente da Rede de ONGs da Mata Atlântica, o prêmio “oportuniza momentos de convívio e debate, aspectos fundamentais para a construção de qualquer parceria”. O diretor de licenciamento urbano da Fatma (Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina), Luiz Antônio Garcia Corrêa, afirma que o prêmio criou um espaço de equilíbrio nesse território nem sempre pacífico que é o do meio ambiente, ressaltando também a abertura para as ações ambientais do setor público. “No Prêmio, cada um pode se manifestar sem discriminação ou constrangimento. Ele congrega diferentes pontos de vista, desarma espíritos e contribui para que importantes entendimentos sejam firmados”, diz Corrêa, que é
um dos jurados.
Enquanto o Prêmio Expressão de Ecologia se consolida como um fórum de idéias e ações ambientais, um recorde de participação é registrado. Em 2008 foram inscritos 164 cases, que somados aos dos 15 anos anteriores perfazem um total de 1.372 ações ambientais relevantes praticadas na região Sul submetidas ao crivo da premiação. Neste anuário, ao final, estão resumidas todas as ações inscritas em 2008. Elas foram organizadas de acordo com suas categorias de inscrição, sendo que algumas foram redirecionadas para categorias mais pertinentes ao objeto do case. O prêmio passou a compreender 19 categorias, que representam as principais frentes ambientais trilhadas por empresas, ONGs e setor público. O Diálogo Florestal, que acabou merecendo um destaque especial no ano, exigiu uma nova categoria em que pudesse ser enquadrado: Ação Ambiental Especial. Outras duas novas categorias foram criadas: Inovação Tecnológica e Política Ambiental.
Acesse o Anuário Expressão de Ecologia 2008 e leia esta matéria na íntegra.
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Mais informações no site do Prêmio Expressão de Ecologia:

Leia as Newsletters Ambientais publicadas sobre o Prêmio Expressão de Ecologia |
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