Personalidade Ambiental
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Wandér Weege é a Personalidade Ambiental 2007 porque além de produzir sem poluir ele protege a biodiversidade, tem forte atuação comunitária e é referência no
meio empresarial |
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“O Prêmio Expressão de Ecologia fomenta o desenvolvimento de políticas voltadas para a manutenção dos recursos naturais. Participar desse processo de mudança de hábitos e de visão em relação à maneira como interferimos no meio ambiente é uma proposta digna que deve merecer o apoio de todo ser humano.”
Wandér Weege
Presidente da Malwee |
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Trajetória marcante
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personalidade ambiental do ano, escolhida pelo júri do 15ª Prêmio Expressão de Ecologia, é o empresário Wandér Weege, da Malwee Malhas, de Jaraguá do Sul. Ações ambientais conduzidas por Weege ao longo do período de existência do prêmio podem ser consideradas pioneiras, e até mesmo visionárias. Há 10 anos, em 1997, a Malwee foi uma das vencedoras graças à construção de um aterro para dispor os resíduos resultantes de seu sistema de tratamento de efluentes líquidos. De lá para cá a empresa sempre aperfeiçoou seu sistema de gestão ambiental, que é dotado dos equipamentos e técnicas mais modernos, e venceu novamente o prêmio em 2002 e em 2004. Dentre as várias outras conquistas da Malwee destaca-se a recuperação de até 45% dos efluentes gerados nas fábricas. Com isso ela deixa de captar 200 milhões de litros de água por ano no Rio Jaraguá.
Mas a sintonia entre a malharia e o meio ambiente começara ainda antes de todo esse processo. Um capítulo à parte da trajetória ambiental da companhia é a constituição do Parque Malwee, uma exuberante reserva natural de 1,5 milhão de metros quadrados a apenas oito quilômetros do centro de Jaraguá do Sul. Ele foi criado em 1978, quando o pai de Wandér, Wolfgang Weege, estava à frente dos negócios – Wandér assumiria a direção da empresa em 1987. Antes disso, em 1982, o parque foi doado aos funcionários da empresa, ainda que as despesas de manutenção sejam bancadas pela Malwee, assim como várias das melhorias apresentadas.
Áreas preservadas
Hoje o Parque Malwee preserva cerca de 35 mil árvores – algumas delas raras –, possui 17 lagos e cerca de 15 quilômetros de estradas integradas ao meio ambiente. A comunidade é beneficiária direta da estrutura, pois conta com restaurantes, praças esportivas, churrasqueiras coletivas, museus e uma casa de cultura popular. Mais de uma centena de grupos de estudantes da região conhecem anualmente o parque.
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Parque Malwee: natureza protegida e benefício à comunidade de Jaraguá do Sul |
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Parque Malwee (acima) é utilizado para |
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educação ambiental e estação de |
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tratamento reduz consumo de água |
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Por conta do parque, que completa 30 anos em 2008, a Malwee conseguiu neutralizar suas emissões de gases do efeito estufa, declarando-se carbono zero a partir de um inventário feito com base nos parâmetros do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change). Mas isso não quer dizer que Weege tenha parado por aí. Recentemente ele adquiriu duas reservas de mata atlântica. Numa delas, o Pico Malwee, de 2,5 milhões de metros quadrados, está sendo implantado projeto de recuperação e ampliação de espécies nativas. A outra área, a chamada Reserva de Fontes e Verde, é um verdadeiro santuário ecológico porque preserva mananciais – nela há mais de 30 nascentes de água, além de fauna e flora exuberantes.
Por todas essas ações a Malwee é não só reconhecida na sociedade em geral como possui reputação elevada entre os principais executivos da região Sul. Na pesquisa “As empresas mais respeitadas do Sul”, realizada pela Editora Expressão e pelo Instituto Mapa, a Malwee destacou-se como a mais respeitada de Santa Catarina em Responsabilidade Social e Ambiental. “O futuro é hoje, quando o assunto é o cuidado com o meio ambiente. Precisamos todos juntos conscientizarmo-nos de que a responsabilidade pelo que vai acontecer com o amanhã é de todos nós”, afirma Wandér Weege.
Galeria verde
Os demais escolhidos Personalidade Ambiental
pelo Prêmio Expressão de Ecologia |
1997 – Magda Renner
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Começou a atuar na preservação ambiental antes mesmo de surgir a palavra ecologia. Em 1972, após assistir a uma palestra de José Lutzenberger, iniciou a militância. Nos anos 80 liderou passeatas que alertavam sobre os riscos do pólo petroquímico de Triunfo (RS), o que contribuiu para que o complexo seja hoje modelo ambiental. Teve atuação decisiva no lobby ecológico durante elaboração da Constituição de 1988. |
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1999 – Udo Döhler (Döhler)
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Após conhecer programas ambientais na Alemanha em 1987, promoveu profundo diagnóstico sobre a agressão ambiental causada por sua indústria em Joinville, que culminou com a ISO 14001. Encampou a idéia de um aterro compartilhado por várias empresas, mas não esperou que ele saísse do papel: construiu um próprio, o primeiro de Santa Catarina. Em 1995 criou um programa de educação ambiental de amplo envolvimento comunitário. |
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2000 – Carlos Odebrecht (Karsten)
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Odebrecht nasceu e cresceu no Vale do Testo, na divisa de Blumenau e Pomerode. Pela observação do que se fazia em países europeus nos anos 80, passou a liderar projetos voltados à diminuição do impacto ambiental da indústria. Foi um dos principais incentivadores da Câmara de Qualidade Ambiental da Fiesc, criada em 1987. À frente da entidade por vários anos, incentivou o empresariado catarinense a investir no controle da poluição. |
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2001 – Carlos Schneider (Ciser)
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Presidente da maior fabricante nacional de porcas e parafusos, a Ciser, de Joinville, o empresário mereceu o reconhecimento ao seu trabalho de preservação das nascentes do rio Quiriri, um dos responsáveis pelo abastecimento da cidade. Ele assistiu durante grande parte da vida ao processo de destruição da natureza na cidade, e partiu para a aquisição de áreas junto às nascentes, as quais hoje são santuários intocados de natureza exuberante. |
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2002 – José Lutzenberger (in memorian)
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Agrônomo, em 1971 abandonou carreira na Basf para denunciar o uso indiscriminado de agrotóxicos e tornar-se um dos pais do movimento ecológico no Brasil. Fundou a Agapan e lutou pelo meio ambiente até morrer. Um exemplo foi seu enfrentamento à fábrica de celulose Borregaard, que poluía Porto Alegre. Doutor honoris causa de universidades européias, conquistou em 1988 o The Right Livelihood Award, o
“Nobel Alternativo”. |
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2003 – Miguel Krigsner (O Boticário)
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Diretor-presidente do grupo O Boticário, recebeu a homenagem por sua conduta ambiental coerente com o desenvolvimento sustentável, que tem disseminado pelas ações da sua empresa e nas entidades das quais faz parte. Destacam-se a criação da Fundação O Boticário de Proteção à Natureza, a manutenção da Reserva Salto Morato, em Guaraqueçaba, litoral paranaense, e a liderança à frente das questões ambientais no âmbito empresarial no Paraná. |
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Fonte: Anuário Expressão de Ecologia 2007
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