01/10/2013

FIESC vai acompanhar cronograma de obras de prevenção a cheias

(da esq. p/ a direita) Vice-presidente regional da FIESC, Jorge Strehl; presidente da FIESC, Glauco José Côrte, e o secretário Milton Hobus.
Foto:
Heraldo Carnieri

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) vai cobrar a execução do cronograma de obras de prevenção às cheias no Vale do Itajaí, informou nesta terça-feira, dia 1º/10, o presidente da entidade, Glauco José Côrte, durante reunião com empresários e representantes do governo em Blumenau. No encontro, o secretário de Defesa Civil, Milton Hobus, se comprometeu com as obras e foi taxativo: "Sou empresário. Gosto de dar e cumprir metas", afirmou. "Em 2015 teremos as primeiras barragens prontas e em 2016 estará pronta toda a primeira fase (do programa de obras de prevenção)", acrescentou. Estão programados investimentos de R$ 609 milhões.

"As cheias são uma rotina com a qual não vamos nos conformar", disse Côrte, ao final do encontro. "Estaremos permanentemente em contato com a Secretaria, buscando e passando informações. Conte conosco para ajudarmos a fazer com que as coisas de fato aconteçam", afirmou, dirigindo-se a Hobus.

Informações apresentadas pela FIESC mostram que de 1990 a 2013 ocorreram nove enchentes (em média uma a cada três anos), com registro de 300 mortes e prejuízos econômicos estimados em R$ 1,5 bilhão. Os dados são da Furb e da Defesa Civil (Atlas dos desastres naturais em SC).

No encontro a FIESC também exibiu pesquisa com 936 empresas do Alto Vale do Itajaí, mostrando que os prejuízos causados pelas recentes chuvas que afetaram a região somaram R$ 99,4 milhões. Desse total, R$ 27,6 milhões são relativos à perda de mercadoria e estoque; R$ 13,2 milhões de danos com equipamentos e reformas que precisam ser feitas; e R$ 58,5 milhões foram perdas com lucro cessante, decorrente da paralisação das atividades. O levantamento também mostrou que foram atingidos 6.160 trabalhadores das empresas pesquisadas e que as companhias ficaram paradas, em média, por 5,68 dias. 

Em função das cheias, os Portos de Itajaí e Navegantes fecharam por nove dias e sete navios ficaram parados. Por causa dessa paralização, só uma empresa da região Norte registrou receita 34,6% menor que o previsto para setembro. "Muitas empresas não puderam exportar ou importar, sofrendo prejuízos. Imediatamente, no decorrer da enchente, contatamos o governador por carta e pessoalmente. Precisamos postergar o recolhimento dos tributos e também das faturas da Celesc e da Casan para que as empresas possam ter um fôlego em razão dos prejuízos que sofreram", relatou Côrte, que coordenou a reunião ao lado do vice-presidente regional da FIESC, Jorge Strehl.

O secretário de Defesa Civil detalhou os projetos para prevenção das cheias."Temos R$ 600 milhões assegurados e todas obras previstas com as licitações encaminhadas. Neste mês de outubro serão dadas as ordens de serviço para iniciar as primeiras obras de fato, que são as elevações das barragens de Taió e Ituporanga, que permitirão ampliar a proteção em 35 milhões de metros cúbicos de água, ou quase 20%", afirmou Hobus, confirmando a conclusão para 2015.

Ele ainda assegurou que todas as licitações para as demais obras já foram lançadas, bem como ordens de serviço para os projetos de licenciamento ambiental. "As que faltam serão entregues em outubro. Antes do primeiro semestre do ano que vem teremos licitado todo o conjunto de obras das oito novas barragens do canal do rio Taió e da grande obra de retificação do canal do Itajaí-Mirim na cidade de Itajaí", afirmou. Cálculos feitos com base nos últimos 50 anos, informou Hobus, permitem estimar que, com esse conjunto de obras, o Alto Vale terá até 5 metros a menos de água nas cidades. "Significa dizer que não teremos mais grandes enchentes", anunciou. (Veja abaixo as obras programadas).

A bacia hidrográfica do Rio Itajaí é uma das principais de Santa Catarina. A área corresponde a 16,5% do território do Estado, onde vivem atualmente 1,5 milhão de pessoas e estão instalados 55 mil estabelecimentos. O Produto Interno Bruto é de R$ 44,5 bilhões.

As obras planejadas

1) Sistemas de alerta/alarme de desastres de escorregamentos e enchentes bruscas com intuito de priorizar o salvamento de vidas humanas;

2) Obras de sobrelevação da Barragem Oeste, localizada em Taió, e sobrelevação do vertedouro da Barragem Sul, localizada em Ituporanga, incluindo a melhoria de operação das suas comportas;

3) Medidas de prevenção de escorregamento em rodovias com a finalidade de garantir acessibilidade à região em casos de enchentes;

4) Construção de comportas e diques no canal antigo do Rio Itajaí-Mirim, no município de Itajaí, e melhoramento fluvial do rio;

5) Construção de sete barragens de pequeno porte nos rios tributários, na porção da bacia de Rio do Sul (bacias dos rios Itajaí do Sul e Itajaí do Oeste);

6) Construção de uma barragem de médio porte no Rio Itajaí-Mirim, em região montanhosa de Botuverá;

7) Obras de melhoramentos no canal do rio em Taió, com alargamento da calha do rio, combinado com a construção de diques, além da reconstrução de cinco pontes existentes em função das obras de melhoria fluvial;

8) Obras de melhoramentos no canal dos rios em Rio do Sul, com alargamento da calha, combinado com a construção de diques e reconstrução de cinco pontes existentes em função das obras de melhoria fluvial;

9) Obras de melhoramentos no canal dos rios em Timbó, com alargamento da calha, combinado com a construção de diques e a reconstrução de uma ponte;

10)  Obras de melhoramentos no canal do rio em Blumenau, para melhoria fluvial e aumento do escoamento da água, com a necessidade de reconstrução de uma ponte;

11) Obras de melhoramentos nos canais dos ribeirões Garcia e Velha em Blumenau, que são ribeirões urbanos e necessitam de diversos tipos de intervenções;

12) Obras de melhoramentos do canal do rio em Ilhota, com a construção de um dique em anel rodeando a cidade, para sua proteção contra inundações;

13) Construção de canal extravasor no Rio Itajaí-Açu (desde o cruzamento com a BR-101 até a praia de Navegantes), e de obras de melhoramento no canal do Rio Itajaí-Açu.

Fonte: Elmar Meurer / Assessoria de Imprensa da FIESC




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