03/03/2014

Dia Mundial da Vida Selvagem chama atenção para espécies ameaçadas

Você já ouviu falar do cachorro-vinagre (Speothos venaticus)? Considerado vulnerável à extinção, este canídeo tem corpo atarracado, orelhas, pernas e cauda bem curtas. O comprimento médio da cabeça e do corpo é de 74,3 cm, o da cauda 12,3 cm em média e o peso fica entre 5 e 7 kg. É uma espécie altamente social, até mesmo com caçada grupal, com um rico repertório de vocalizações, vivendo em grupos familiares pequenos, nos quais apenas o casal dominante reproduz. A espécie é encontrada em áreas de florestas do Norte do Brasil. Um grupo deste mamífero foi encontrado em Nova Xavantina (MT), onde é realizado um projeto de pesquisa há dez anos sobre o animal, com apoio da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza. Foto: Criadouro Onça Pintada.

São 5,6 mil espécies de animais e 30 mil tipos de plantas protegidos pela Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies Ameaçadas da Flora e da Fauna, Cites. E nesta segunda-feira, essa imensa variedade de animais e plantas está sendo reconhecida e celebrada, no primeiro Dia Mundial da Vida Selvagem.

 

A data foi criada pela Assembleia Geral das Nações Unidas e 3 de março foi escolhido por ser o aniversário da adoção da Cites. O Secretário-Geral Ban Ki-moon lembra que os povos do mundo utilizam plantas e animais na produção de alimentos, roupas e medicamentos.

 

Valor

Ban destaca que a vida selvagem é essencial para a ciência, a tecnologia e a recreação. Apesar do seu valor para o planeta, o Secretário-Geral lamenta que várias espécies estão ameaçadas, até correndo risco de extinção. Uma razão é a perda de habitat e a outra, o aumento do tráfico ilegal de animais e plantas.



Segundo Ban, as consequências para o meio-ambiente e a economia são profundas. Uma das preocupações é com o impacto do tráfico na paz e na segurança de vários países onde há crime organizado e terrorismo.

 

Cultura

O chefe da ONU afirma ser possível reduzir as ameaças à vida selvagem e neste primeiro dia mundial, ele pede a todos os setores da sociedade que ajudem a acabar com o tráfico das espécies.



Já o Secretário-Geral da Cites, John Scanlon, nota que muitas pessoas têm uma ligação cultural com a vida selvagem.

 

Elefantes

Ele relembrou a infância na Austrália, onde há forte presença de coalas, cangurus e cobras. Scanlon cita que a ligação ocorre em várias regiões, como na África, onde vários países se beneficiam das receitas geradas com o turismo de safáris, por exemplo.



Mas o representante da Cites observa o aumento da caça ilegal de elefantes e de rinocerontes para o tráfico do marfim. Segundo Scanlon, o comércio ilegal de espécies selvagens gera, por ano, mais de US$ 19 bilhões de dólares.



Para comemorar o primeiro Dia da Vida Selvagem, a ONU em Genebra inaugura a exposição de fotos "Selvagens e Preciosos" e em Nova York, será realizado um debate sobre a contribuição dessas espécies para o desenvolvimento sustentável.

Fonte: Leda Letra / Rádio ONU em Nova York.




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