03/10/2014 ICMBio incentiva a produção de mel de abelhas silvestres

ICMBio incentiva a produção de mel de abelhas silvestres

A comercialização do mel aumenta a renda de famílias que vivem em Unidades de Conservação.

Comemora-se no dia 3/10 (sexta-feira) o Dia Nacional das Abelhas. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) desenvolve, junto a parceiros, ações de incentivo à meliponicultura (ou apicultura), ou seja, a criação de abelhas sem ferrão. Em pelo menos 15 Unidades de Conservação (UCs) há produção independente do mel de abelhas. As comunidades tradicionais que vivem em Reservas Extrativistas e Florestas Nacionais desenvolvem a atividade para complementar a renda familiar.


Um exemplo disso é a Reserva Extrativista Rio Ouro Preto (RO). "A produção acontece de maneira independente. Cada família produz o mel e vende nas cidades próximas", explicou João da Mata, coordenador substituto de Produção e uso sustentárvel do ICMBio.


Na Floresta Nacional do Amapá (AP), os moradores participaram de uma atividade para começar a trabalhar com a criação de abelhas sem ferrão. Na Reserva Extrativista Marinha Lagoa do Jequiá (AL), há produção de própolis, substância obtida pelas abelhas com propriedades antibióticas e fungicidas. Além disso, a apicultura na região contribui para a conservação da mata nativa.


As abelhas


As abelhas são importantes porque contribuem para a produção de sementes e reprodução das plantas. "Isso ajuda na manutenção de uma maior variabilidade gênica dentro das populações de plantas. Todos esses fatores contribuem para a conservação de plantas nativas", explicou o professor da Universidade Federal de Minas Gerais, Fernando Silveira, especialista em abelhas.


Além disso, as abelhas são fundamentais para a conservação de outras espécies. "Na medida em que as abelhas contribuem para uma maior produção de frutos e sementes, elas também contribuem com a alimentação de outros animais, como mamíferos e aves", concluiu.


Outras atividades


O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade do Cerrado e Caatinga (Cecat/ICMBio) desenvolve, desde 2007, ações no Projeto Polinizadores. "Estudamos os efeitos da alteração da paisagem e padrões de uso da terra nos serviços de polinização de plantas cultivadas", explicou o coordenado do Centro, Onildo João Marini Filho.


No projeto ainda são avaliados o estado de conservação de mais de 180 espécies de abelhas do grupo Meliponinae (abelhas sem ferrão) e a relação entre o estado de conservação de 28 espécies de plantas do gênero Passiflora (maracujás) ocorrentes no Cerrado e na Caatinga e seus principais polinizadores (abelhas, mariposas e beija-flores).

Fonte: Régia Vitória / ICMBio.




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