04/04/2016 Nova poda reduz impacto ambiental em área de linha de transmissão de energia

Nova poda reduz impacto ambiental em área de linha de transmissão de energia

Um projeto-piloto desenvolvido pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) em parceria com a Copel no Parque Estadual do Rio Guarani, em Três Barras do Paraná, no Sudoeste do Estado, mostra que é possível garantir a preservação ambiental nas áreas onde há linhas de transmissão de energia. A parceria envolve a poda de árvores embaixo das linhas de transmissão com uma nova metodologia que garante a manutenção de corredores de biodiversidade para migração de espécies. Foto: IAP.

Um projeto-piloto desenvolvido pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP) em parceria com a Copel no Parque Estadual do Rio Guarani, em Três Barras do Paraná, no Sudoeste do Estado, mostra que é possível garantir a preservação ambiental nas áreas onde há linhas de transmissão de energia. A parceria envolve a poda de árvores embaixo das linhas de transmissão com uma nova metodologia que garante a manutenção de corredores de biodiversidade para migração de espécies.

Ele acrescenta que o projeto é colocado em prática em conjunto com as áreas de Transmissão, Distribuição e Meio Ambiente da Copel e consiste em um remanejamento da manutenção da área ambiental próxima às torres de energia.

“Usualmente, sob as linhas de transmissão, a vegetação sofre um corte padrão chamado de corte raso, quando é eliminada toda e qualquer vegetação existente. Além de se sentir afugentada pela ação humana, a fauna local sofre alteração em sua rotina o que chega a afetar, inclusive, a reprodução das espécies”, diz o gerente.

A solução encontrada para diminuir este impacto ambiental foi a utilização de um novo modelo de corte para a vegetação nessas áreas. A ideia é fazer a poda de árvores em uma altura que não influencie nas linhas de transmissão e ao mesmo tempo permita o deslocamento dos animais, trazendo benefícios para o meio ambiente.

“Assim, a vegetação, que por uma questão de segurança precisa estar a uma distância de seis metros dos cabos condutores de energia, deixa de ser desmatada e passa a ser cortada na altura de 1,5 metro de altura, preservando os exemplares de mata nativa que ainda não atingiram esse tamanho”, explica Nodari.

Dessa forma, o projeto garante a regeneração natural das espécies nativas. "Calculamos que se em 10 mil quilômetros de área de linha de transmissão esse método fosse aplicado em um período de até dois anos, aproximadamente 28 mil hectares de floresta seriam regenerados sem custo algum", estima.

Ainda segundo ele, técnicos da Copel que trabalham no parque agora têm maior facilidade de acesso até o local para fazer a manutenção da rede de energia em pontos estratégicos dentro da floresta.

RESULTADOS – Além de garantir a preservação da fauna e flora local, outros benefícios foram constatados na região. Desde o início do projeto, em 2011, até 2014, houve minimização dos impactos na área protegida, com redução na emissão de ruídos, movimentação humana, geração de odores e gás carbônico, geração de resíduos sólidos e consumo de combustível, entre outros.

Outra vantagem tem sido o aumento da demanda de pesquisadores com o objetivo de fazer teses e pesquisas sobre o menor impacto ambiental que torres de energia podem ocasionar à fauna e à flora no entorno. "Até então não havia pesquisas da influência ambiental nesses locais e depois do projeto aumentou a procura de pesquisadores sobre diversos temas", disse Nodari.

Saiba mais sobre o trabalho do Governo do Estado em: http:///www.facebook.com/governopr e www.pr.gov.br.

Fonte: Instituto Ambiental do Paraná (IAP).




Últimas notícias
Envio de Matérias
Portfólio editorial
Cadastro
Siga-nos no facebook

ENDEREÇO

Caixa Postal 21725
CEP 88058-970
Florianópolis - SC

CONTATO

expressao@expressao.com.br
Fone: (48) 3222-9000

Facebook Editora Expressão Twitter Editora Expressão SIGA-NOS NAS REDES SOCIAIS


Copyright © 2014 Editora Expressão. Todos os direitos reservados.