04/10/2013

Municípios catarinenses podem gerar até 870 MW de energia eólica

Rodrigo dos Santos, da RDS Energias Renováveis. Foto: Filipe Scotti

Os municípios de Água Doce, Bom Jardim da Serra e Laguna concentram os principais pontos para geração de energia eólica no Estado de Santa Catarina, segundo estudo da RDS Energias Renováveis. Usinas instaladas nessas regiões são capazes de gerar juntas até 870 MW de energia. O assunto foi um dos temas abordados nesta sexta-feira (4), durante reunião da Câmara de Assuntos de Energia da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC).

"Investir em fontes renováveis é um passo importante na busca por mais eficiência energética", disse o presidente da câmara, Otmar Müller, que fez um balanço das principais atuações da câmara ao longo deste ano. Segundo o diretor executivo da RDS, Rodrigo dos Santos, cerca de R$ 1 bilhão já foi investido no Estado para a geração de energia eólica. As estações já instaladas geram atualmente 232 MW de energia. "Nosso Estado possui ainda 150 MW cadastrados em leilões no País", contou. Além de Santa Catarina, a costa do Rio Grande do Sul também é outra região com potencial para instalação de usinas eólicas.

Outra fonte renovável que foi apresentada durante a reunião, realizada em Florianópolis, é a fotovoltaica, com tecnologia europeia exportada pela empresa Lica, de Joinville. Ela consiste na instalação de placas de silício que captam a radiação solar e envia a um aparelho chamado de inversor, responsável por converter a radiação em energia. Com projetos em Navegantes, Itajaí, Guaramirim e Curitibanos, a empresa relatou que os custos com energia podem ser reduzidos em até 70%. "Além de gerar energia limpa, é uma fonte confiável e tem baixa manutenção", explicou Eduardo Barjona, diretor comercial da Lica. De acordo com ele, Curitibanos é um dos municípios catarinenses que apresenta maior índice de radiação solar.

Além das energias renováveis, um balanço sobre a situação da energia no Estado foi apresentado pela Secretaria de Planejamento. O estudo, realizado em parceria com a UFSC e a Fapesc, mapeou as matrizes energéticas e identificou as principais fontes de energia de cada setor econômico. Um dos destaques é o crescente uso de biomassa para a geração de energia. O Instituto SENAI de Inovação em Automação e Tecnologia da Informação e Comunicação também foi apresentado como um dos principais responsáveis pelo fomento de tecnologias voltadas a promoção da eficiência energética.

Fonte: Elida Hack Ruivo / Assessoria de Imprensa da FIESC




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