HISTÓRICO DE NOTÍCIAS

05/05/2017 Não fossem as eólicas, o Nordeste estaria enfrentando racionamento de energia

Não fossem as eólicas, o Nordeste estaria enfrentando racionamento de energia

Usina eólica no Nordeste. Foto: Divulgação - Abeeólica.

Em 2016, o Brasil instalou 81 usinas eólicas, com 2 GW de potência

 

A Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica) publicou nesta quinta-feira (4) seu boletim anual sobre a atual situaçao das energias dos ventos no Brasil. Os números são animadores. A eólica, uma fonte renovável e não poluente, cresce consistentemente nos últimos anos e hoje representa 7% da energia instalada no Brasil. O país já colhe os frutos desse investimento. Segundo Elbia Gannoum, presidente executiva da ABEEólica, foi graças à energia gerada pelos ventos que a Região Nordeste do país, que sofre com forte seca, não precisou decretar racionamento de energia. ÉPOCA conversou com Elbia, que apresentou um balanço sobre o números divulgados.

 

>> Energia eólica decola no Brasil; solar continua engatinhando

 

ÉPOCA - O relatório divulgado nesta quinta-feira mostra que, em 2016, o Brasil instalou 81 usinas, com 2 GW de potência. Qual o balanço que podemos fazer desses números? Eles estão acima ou abaixo do esperado?
Elbia Gannoum -
Os números estão dentro do esperado. De 2009 para cá, a média de contratação foi de 2,1 GW por ano. Não surpreende porque, quando falamos de infraestrutura, o planejamento nos permite saber o que vai acontecer. Agora, alguns números nos deixam felizes. Por exemplo, em 2012, o Brasil era a 15ª economia em capacidade instalada de eólica. Aumentamos essa capacidade de ano a ano e, em 2016, chegamos à nona posição. Hoje nós somos a nona economia do mundo em capacidade de eólica. É um número que nos deixa feliz, isso surpreendeu um pouco.

 

ÉPOCA - Considerando o potencial do Brasil e a trajetória da energia eólica no país, estamos atingindo todo o nosso potencial? Ou ainda falta muito a ser feito?
Elbia Gannoum -
Houve um relativo retrocesso por causa da economia. Mas a energia eólica já desempenha um papel muito importante para o país. Nossa participação da capacidade instalada hoje é 7% da matriz elétrica nacional. Em termos de geração, atingimos patamares superiores. Tivemos um recorde nacional em que alcançamos uma geração de 15% da energia consumida em todo o país, no dia 2 de outubro. Isso é um indicador importante. O Brasil, nos últimos anos, não discute mais escassez de energia e risco de suprimento. Não fossem as eólicas, poderíamos estar enfrentando o racionamento de energia, principalmente no Nordeste. O próprio governo confirma essa informação. A energia eólica se tornou fundamental no sistema. E é um recurso limpo, renovável e altamente competitivo.

 

>> Eólica fornece mais de 50% da eletricidade do Nordeste em alguns dias de 2016

 

ÉPOCA - O retrocesso, imagino, é a falta de leilão de energia em 2016, já que o governo cancelou uma contratação de energia eólica. Qual o impacto que essa mudança de política pode causar no desenvolvimento da indústria eólica brasileira?
Elbia Gannoum -
Não foi uma mudança de política, foi uma questão pontual, que refletia uma conjuntura. Mas agora o governo está dando sinais de que fará novos leilões para contratar energia eólica. Claro, há muita coisa para melhorar, mas houve uma sinalização positiva do governo.

 

ÉPOCA - Ainda há críticas de que a eólica não conseguiria suprir a demanda porque depende do clima. A eólica está mais competitiva em relação a outras fontes?
Elbia Gannoum -
A fonte eólica, como provem de recursos da natureza, é variável. Isso não é um defeito, não é um problema. É uma característica da fonte renovável. Toda fonte renovável é assim. O Brasil precisa aprender a lidar com essas variações. É preciso ter uma matriz diversificada. As fontes renováveis são variáveis, mas elas também têm uma caracteristica interessante que é de sazonabilidade. Quando falta uma, tem outra. Faltou chuva, tem vento. Isso é um benefício que o Brasil pode aproveitar e usar para construir uma matriz futura com grande participação de fontes renováveis. Uma matriz que também terá um pouco de energias fósseis, como um mecanismo de segurança do sistema, mas com uma grande participação das renováveis.

Fonte: Bruno Calixto - ÉPOCA | Blog do Planeta.




Últimas notícias
Envio de Matérias
Portfólio editorial
Cadastro
Siga-nos no facebook

ENDEREÇO

Caixa Postal 21725
CEP 88058-970
Florianópolis - SC

CONTATO

expressao@expressao.com.br
Fone: (48) 3222-9000

Facebook Editora Expressão Twitter Editora Expressão SIGA-NOS NAS REDES SOCIAIS


Copyright © 2014 Editora Expressão. Todos os direitos reservados.