05/05/2017 Trump coloca defensores do clima em uma encruzilhada

Trump coloca defensores do clima em uma encruzilhada

Presidente Donald Trump completa 100 dias de mandato. Foto oficial da Casa Branca. Foto: Shealah Craighead.

O debate sobre a adesão dos Estados Unidos ao acordo climático de Paris teve um rumo estranho esta semana. Na ânsia de manter o governo de Donald Trump à frente das discussões, figuras-chave do governo americano reforçaram que o presidente tinha o direito legal de diluir o compromisso dos EUA.

 

Os ex-negociadores dos EUA, Todd Stern e Susan Biniaz, têm dito a quem queira ouvir que, embora o Acordo de Paris incentive os países a aumentar sua ambição de cumprir as metas, não proíbe movimentos em outra direção. Eles já sabiam disso e imaginavam um cenário como o atual quando ainda discutiam o acordo. O comissário do clima da UE, Miguel Arias Cañete, falou sobre isso quando disse ao Financial Times que os EUA poderiam “traçar seu próprio caminho”. Foi deixado ao ex-diplomata francês Laurence Tubiana lembrar a todos do espírito do acordo: não retroceder.

 

Isso tudo acontece em resposta à persistência dos conselheiros anti-Paris de Trump. O chefe do Meio Ambiente, Scott Pruitt, argumenta que ficar no acordo pode dar munição àqueles que se opõem a uma revisão das regras climáticas dos países. O ponto que ele reforça é que grupos “verdes” prometem lutar contra a agenda de Trump, reconhecidamente favorável ao carvão, por meio dos tribunais.

 

A incoerência entre a política dos EUA e o seu compromisso com o Acordo de Paris é inevitável. Em um movimento extraordinário de apontar o argumento de Pruitt, o Sierra Club, uma associação ambiental das mais importantes dos Estados Unidos, vazou um trabalho de consultoria jurídica que diz que seria improvável o ganha de causas contra Trump no sentido de enfraquecer as promessas do clima dos EUA.

 

O ponto positivo desta disputa prolongada na Casa Branca é que os mais ferozes detratores consideram o Acordo de Paris um pacto muito sério. Ao contrário do que dizem alguns comentaristas, não o descartam como um gesto simbólico vazio. As implicações políticas do Acordo têm algum peso para eles. Mas se o preço de manter os EUA na mesa é dar a Trump um passe livre sobre as emissões, será que vale a pena?

Fonte: Megan Darby - Climate Home.




Últimas notícias
Envio de Matérias
Portfólio editorial
Cadastro
Siga-nos no facebook

ENDEREÇO

Caixa Postal 21725
CEP 88058-970
Florianópolis - SC

CONTATO

expressao@expressao.com.br
Fone: (48) 3222-9000

Facebook Editora Expressão Twitter Editora Expressão SIGA-NOS NAS REDES SOCIAIS


Copyright © 2014 Editora Expressão. Todos os direitos reservados.