05/07/2016 Reintrodução do papagaio-de-peito-roxo é destaque

Reintrodução do papagaio-de-peito-roxo é destaque

Foto: Instituto Espaço Silvestre.

Projeto realizado no Parque Nacional das Araucárias é escolhido como uma das 50 melhores iniciativas socioambientais da América Latina.

 

Brasília (06/07/2016) – O projeto de reintrodução do papagaio-de-peito-roxo no Parque Nacional das Araucárias, no oeste de Santa Catarina, foi selecionado pelo Premios Latinoamérica Verde como um dos 50 melhores projetos socioambientais da América Latina na categoria Biodiversidade e Fauna. Ao todo, foram analisados 1.407 casos de 25 países e 513 cidades.

O projeto, realizado em parceria com o Instituto Espaço Silvestre, é responsável pela preparação, soltura e monitoramento de 83 papagaios-de-peito-roxo no interior do parque, administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), nos municípios de Ponte Serrado e Passos Maia.

A espécie, que foi extinta do local devido às ações humanas, hoje é protegida pelas ações do projeto. Além de estudos científicos sobre a variabilidade genética dos papagaios reintroduzidos no parque, são realizadas atividades de educação ambiental e de geração de trabalho e renda em mais de 15 comunidades no entorno da unidade de conservação (UC), em Itajaí e em Florianópolis.

Análises genéticas

No momento, estão em andamento análises genéticas dos papagaios-de-peito-roxo reintroduzidos no parque. O estudo da genética das populações, segundo os pesquisadores, é importante para a conservação das espécies e do ambiente em que vivem. Isso porque a natureza está em constante mudança e, para se adaptar a essas modificações, uma espécie e/ou uma população precisa ter variabilidade genética (os indivíduos precisam ser diferentes geneticamente). Mas para garantir essa variabilidade genética, é necessário inicialmente conhecê-la.

Além disso, ainda segundo os pesquisadores, será possível, através da genética, auxiliar programas de reprodução em cativeiro, com a escolha do melhor par genético, ou seja, aqueles indivíduos que apresentam menor chance de parentesco. Com as análises em mãos, será melhor conhecida a dinâmica dos casais soltos no parque. Por exemplo: ao analisar um filhote nascido em ninho natural, será possível prever quais seriam os possíveis casais pais daquele ninhego.

As análises estão sendo realizadas na Universidade Estadual Paulista (Unesp), Campus de Botucatu, com financiamento da Fundação Grupo Boticário pela bióloga Flavia Torres Presti e pela estudante de biologia Paula Akkawi de Freitas. No momento, todas as amostras já foram recebidas e estão sendo processadas para posterior análise. O DNA de cada indivíduo já foi obtido e, agora, estão sendo estudadas as porções do material genético (DNA) que irão auxiliar na obtenção das respostas desejadas no estudo.

Educação ambiental

As ações de educação ambiental do projeto são dirigidas à população do entorno do parque com o objetivo de educá-la sobre a importância do papagaio-de-peito-roxo para a região e as principais ameaças que sofre por conta das ações humanas.

Além de visitas às propriedades rurais, palestras são ministradas mensalmente em escolas e empresas em todas as comunidades de Passos Maia e Ponte Serrada, municípios abrangidos pelo parque.

Para reforçar esse trabalho, o projeto desenvolve campanha de proteção ao papagaio-de-peito-roxo por meio da distribuição de panfletos explicativos, histórias em quadrinho, adesivos, imãs de geladeira e calendários anuais. Esses materiais estão disponiveis em formato digital e podem ser usados livremente

Geração de trabalho e renda

O projeto de geração de trabalho e renda para a comunidade local estimula o desenvolvimento econômico, inclusão social e conservação do papagaio-de-peito-roxo, além de outras espécies ameaçadas de extinção.

Iniciado em 2013, essa atividade visa agregar valor econômico à presença dos papagaios em vida livre, através da criação de peças artesanais com o tema "papagaio-de-peito-roxo e araucária", gerando assim uma oportunidade de trabalho e renda extra para as mulheres que vivem no entorno no Parque Nacional das Araucárias.

O grupo do município de Passos Maia, conhecido como "Amigas dos Roxinhos", produz camisetas, aventais, bolsas, lixinhos para carro e peças variadas. Os produtos já estão disponíveis e todo o valor é revertido para as artesãs e associações locais. Clique aqui para visitar a lojinha virtual.

O projeto

Até 2009, era comum se avistar grupos de papagaios-de-peito-roxo sobrevoando as matas do Parque Nacional das Araucárias. No entanto, as ações humanas, como desmatamento e captura de animais para o comércio ilegal, reduziram drasticamente o número dessas aves, que levou à extinção da espécie no local.

Com o intuito de mudar esta realidade, foi iniciado em 2010 o projeto de reintrodução da espécie no parque, oferecendo suporte necessário para a formação de uma população viável a longo prazo. Até o momento, 83 papagaios foram soltos no local, sendo 13 em janeiro de 2011, 30 em setembro de 2012, 33 em junho de 2015 e 7 em março de 2016 .

Todas as aves passam por um rigoroso processo de reabilitação, que incluem exames clínicos e laboratoriais, análise genética, além de treinamentos comportamentais que os preparam para a vida na natureza.

Após um período de ambientação no parque, os papagaios são soltos e monitorados mensalmente pela equipe do projeto e por membros da comunidade.

Serviço:

. Para informações técnicas sobre o projeto, confira as publicações e acompanhe o dia-a-dia do projeto nas redes sociais.

Comunicação ICMBio
(61) 2028-9280

Fonte: Comunicação ICMBio.




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