05/08/2016 Degelo pode liberar dejetos radioativos norte-americanos enterrados sob gelo da Groelândia

Degelo pode liberar dejetos radioativos norte-americanos enterrados sob gelo da Groelândia

Um iceberg flutua próximo ao Eriks Fjord, perto da cidade de Narsarsuaq, Groelândia, em foto de arquivo26/07/2009. Foto: REUTERS/Bob Strong/File Photo.

OSLO (Reuters) - O aquecimento global pode liberar dejetos radioativos armazenados em um acampamento militar dos Estados Unidos da época da Guerra Fria sob as calotas de gelo na Groelândia, caso o degelo continue a se alastrar pelas próximas décadas, disseram cientistas nesta sexta-feira.

 

O acampamento Century foi construído na Groelândia em 1959 como parte de uma pesquisa norte-americana sobre a viabilidade de locais para lançamentos de mísseis nucleares no Ártico, informou a Universidade de Zurique em comunicado.

 

Equipes deixaram galões de combustível e uma quantidade desconhecida de líquido de refrigeração de baixo teor radioativo quando a base foi fechada em 1967, na presunção de que ficariam enterrados para sempre, de acordo com a universidade.

 

Tudo está atualmente a 35 metros de profundidade. Mas a parte de gelo que cobre o acampamento pode começar a derreter até o final do século, mantidas as tendências atuais, acrescentaram os cientistas.

 

"A mudança climática pode mover os resíduos perigosos abandonados, que se acreditava estarem para sempre em baixo do gelo na Groelândia", informou a universidade sobre descobertas publicadas nesta semana no jornal acadêmico Geophysical Research Letters.

 

O estudo, liderado pela York University, no Canadá, em colaboração com a Universidade de Zurique, estima que poluentes no acampamento incluem 200 mil litros de diesel e o líquido de refrigeração de um gerador nuclear usado para produzir energia.

 

As autoridades norte-americanas fizeram comentários de imediato.

 

"Se o gelo derreter, a infraestrutura do campo, incluindo qualquer resíduo biológico, químico e radioativo, pode reentrar no meio ambiente e pode potencialmente prejudicar os ecossistemas próximos", disse a Universidade de Zurique.

Fonte: Reuters.




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