06/04/2018 Curitiba espalha canteiros de hortaliças nas escolas

Curitiba espalha canteiros de hortaliças nas escolas

Hortas de escolas são laboratório vivo e estimulam a alimentação saudável. Foto: CicloVivo.

A Prefeitura de Curitiba está espalhando canteiros repletos de hortaliças pela rede municipal de educação. Entre as 87 unidades com atividades de cultivo para os estudantes, 25 escolas e Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) contam com o apoio dos técnicos da Secretaria Municipal de Agricultura e Abastecimento (Smab). São 6,6 mil crianças beneficiadas.

 

“As hortas são espaços que tornam possível uma alimentação saudável e criam ou resgatam os elos com o ciclo da natureza”, afirma o secretário municipal de Agricultura e Abastecimento, Luiz Gusi. No caso da experiência escolar com hortas, acrescenta a superintendente educacional da SME, Elisangela Mantagute, ainda é uma oportunidade para alunos e professores observarem e vivenciarem muitas das aprendizagens sobre os seres vivos, a sustentabilidade e a coletividade.

 

Laboratório vivo

 

Na Escola Municipal Curitiba Ano 300, no Bairro Alto, o espaço reservado para o cultivo de legumes, verduras e temperos serve como uma espécie de “laboratório vivo” para as turmas do 1º ao 5º anos do ensino fundamental. “As atividades na horta têm impacto dentro das salas, melhorando a apresentação das aulas de ciências e abrindo a possibilidade do desenvolvimento de conteúdos interdisciplinares ligados a uma alimentação saudável e a temas relacionados à sustentabilidade”, explica a professora Maria Cristiane Zem, articuladora pedagógica da escola e responsável pela horta da escola.

 

Quase todos os dias, estudantes da Curitiba Ano 300 vão aos canteiros, junto à área de atividades pedagógicas, para ver o crescimento da pequena lavoura. As crianças, de 5 a 8 anos de idade, preparam a terra, plantam mudas, regam as plantas e, periodicamente, retiram ervas daninhas que nascem ao redor das hortaliças, garantindo o bom desenvolvimento do canteiro.

 

Além disso, avalia a professora, as atividades na horta contribuem para tornar os pequenos mais organizados e cuidadosos porque trabalham a interação e a cooperação. “Eles se ajudam muito. Há uma mudança, sim, do comportamento, e as crianças também começam a se alimentar melhor”, garante Maria Cristiane.

 

A estudante Julia Rodrigues, 8 anos, não gostava de comer muito alface e tomate. “Depois que comecei a experimentar a comida da horta, passei a gostar. Sempre peço para minha mãe também lá em casa”, conta a menina. Seu colega, Enzo Daniel Lepchak, 7 anos, afirma que gosta tanto de comer as hortaliças colhidas na horta como cultivar as mudas. “A gente vem sempre ver como está, põe água e fica acompanhando crescer. É muito legal”, justifica.

 

Apoio

 

Responsável pelo acompanhamento das hortas nas 25 escolas e CMEIs que têm apoio da Smab, o engenheiro agrônomo da Unidade de Agricultura Urbana da secretaria, Mário Takashima, conta que a ação conjunta com a Secretaria da Educação começa ainda no planejamento dos espaços. “Orientamos sobre os melhores locais para a implantação dos canteiros, levando em consideração a necessidade de luz, sombra e água, e também damos apoio periódico, inclusive, fornecendo as mudas necessárias nos períodos de replantio, como está ocorrendo agora em abril”, enumera o especialista.

 

Takashima participa, periodicamente, de atividades com os estudantes das escolas e CMEIs parceiros. “Eu estimulo as crianças a mexer com a terra, a plantar as mudas e a cuidar das plantas. Além disso, falo com os alunos sobre alimentação saudável e eles ficam muito encantados. É uma forma muito lúdica de estimulá-las a experimentar coisas novas”, avalia ele.

 

O engenheiro agrônomo da Smab ressalta que, além da questão do estímulo da alimentação saudável, outros aspectos ligados ao cultivo são postos em prática, como a produção do próprio adubo. “As crianças também aprendem como aproveitar melhor restos de alimento, como cascas de frutas, que iriam para o lixo e são usadas na compostagem (produção de adubo orgânico a partir de sobras), o que reduz impactos ambientais e dá novas perspectivas para a alimentação”, completa Takashima.

Fonte: Redação CicloVivo.




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