107/01/2015 ICMBio recupera 130 tartarugas que seriam consumidas em ceia de natal

ICMBio recupera 130 tartarugas que seriam consumidas em ceia de natal

Foto: divulgação.

Todos os animais foram resgatados com vida. Quatro pessoas foram presas.

 

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) recuperou 130 tartarugas que seriam vendidas e consumidas em ceias natalinas em Boa Vista e Manaus. A operação, que foi coordenada pelo Parque Nacional do Viruá (RR), aconteceu nos dias 19, 20 e 24 de dezembro. A Companhia Independente de Policiamento Ambiental (Cipa) prestou apoio e prendeu quatro pessoas.

 

"Todos os animais foram recuperados com vida e soltos logo após a apreensão. Apenas nove tartarugas foram encaminhadas ao Centro de Triagem do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) para tratamento, porque ficaram com anzóis presos na garganta, mas ficaram bem", explicou a gerente de pesquisa da Unidade de Conservação (UC), Beatriz de Aquino Ribeiro Lisboa.

 

Entre as espécies resgatadas, estão 90 tartarugas-da-Amazônia (Podocnemis expansa), 33 tracajás (Podocnemis unifilis) e 17 iaçás (Podocnemis tuberculata). Desde o início das atividadades de proteção dos quelônios, ordem a que pertencem as tartarugas, em setembro de 2014, 256 animais adultos foram recuperados dos traficantes de animais silvestres.

 

"É justamente o período de reprodução quando as fêmeas vão depositar os ovos nas praias e viram alvos fáceis. Os traficantes estocam esses animais no meio do mato, em um tipo de curral, e quando acumulam uma boa quantidade de tartarugas fazem o transporte, momento em que conseguimos agir e impedir o andamento da ação ilícita", esclarceu o chefe do Parque Nacional, Antônio Lisboa.

 

Os animais são transportados vivos e vendidos em Boa Vista e Manaus. Geralmente, os traficantes cobram entre R$ 300 e R$ 500 por animal. Esta, segundo Lisboa, foi a maior apreensão do ano. "Os tartarugueiros, como são chamados, estavam aguardando nossa fiscalização sair do posto na barreira para fazer o transporte, mas foram surpreendidos pela nossa equipe", comemorou o chefe da UC.

 

A suspeita é de que as tartarugas estavam estocadas há alguns dias e que os traficantes de animais silvestres sabiam da fiscalização, mas estavam esperando e desmobilização das equipes para fazer o transporte. "Na verdade nós só mudamos a barreira de local e conseguimos surpreender os infratores e resgatar os animais na véspera do Natal, data limite para que eles conseguissem vendê-las a tempo de serem preparadas para a ceia", finalizou Lisboa.

 

Parcerias

 

De acordo com o chefe do Parque Nacional do Viruá, as operações só têm sido bem suceddidas porque o ICMBio conta com a parceria da Cipa e Ibama. "Sozinhos, não seria possível fazer nada disso. Essa é uma parceria que tem dado certo e conta com dedicação total dos nossos parceiros que, com inteligência e estratégia, garantem não apenas a proteção da nossa Unidade, mas de toda a região", afirmou Lisboa.

 

Além das operações de fiscalização, que ocorrem rotineiramente, o Ibama também vai monitorar 789 covas nas regiões de desova até março de 2015, quando se encerra o período de reprodução dos animais no baixo Rio Branco. O monitoramento conta com a proteção de policiais e apoio do ICMBio.

Fonte: ICMBio.




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