07/07/2017 México vai usar golfinhos treinados pela Marinha dos EUA para salvar botos em extinção

México vai usar golfinhos treinados pela Marinha dos EUA para salvar botos em extinção

Governo do México anunciou que vai usar golfinhos treinados para encontrar botos no oceano. Foto: PAULA OLSON.

O governo do México planeja usar golfinhos treinados pela Marinha americana para tentar salvar populações de botos-do-pacífico, o mamífero marinho mais raro do mundo e que está à beira da extinção.

 

Rafael Pacchiano, ministro de Meio Ambiente do México, explicou que os golfinhos serão usados para localizar grupos de botos em pontos escondidos no oceano.

 

Esses grupos serão então capturados e transportados a um santuário que o governo mexicano promete criar no mar de Cortés, no oeste do país, para que os animais se reproduzam sem a ameaça de predadores.

 

Cientistas estimam que haja menos de 40 desses mamíferos ainda vivos em seu habitat natural, no Golfo da Califórnia.

 

Pacchiano diz que o projeto com golfinhos deve começar em setembro.

 

"Passamos o último ano trabalhando junto à Marinha americana com um grupo de golfinhos treinados para encontrar áreas inexploradas", afirmou o ministro à rádio Fórmula, do México. "Vamos capturar o maior número de botos possível para ter a oportunidade de salvá-los."

 

Boto morto em rede de pesca
FLIP NICKLIN / MINDEN PICTURES. A proibição das redes
de pesca pode ajudar a salvar os botos

 

Esses golfinhos já estão capacitados para encontrar mergulhadores perdidos no mar e agora praticarão a busca de seus "primos" botos.

 

Na semana passada, o governo mexicano também anunciou o veto permanente ao uso de redes de pesca em uma área de mil quilômetros do Golfo da Califórnia. As redes - usadas sobretudo na pesca de camarões e do peixe totoaba - são a principal causa de morte dos botos-do-pacífico, conhecidos localmente como vaquitas.

 

O ator americano Leonardo DiCaprio, que criou uma campanha para salvar os botos, elogiou o veto pelo Ttwitter e agradeceu o presidente do México, Enrique Peña Nieto.

 

Uma proibição temporária, que vigorava desde 2015, foi considerada ineficaz, o que levou a organização ambiental WWF a pedir que ela fosse estendida e devidamente aplicada.

Fonte: BBC Brasil.




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