07/08/2013

Paraná tem 100 queimadas por dia e alerta bombeiros e defesa civil

Clima seco, somado aos ventos fortes e à vegetação ressecada pelas fortes geadas e a neve, contribui para a propagação do fogo.
Foto: Divulgação/AEN

O Corpo de Bombeiros registrou 594 incêndios em vegetação no Paraná apenas nos primeiros seis dias de agosto. Quase 100 queimadas por dia. Em julho, foram atendidas 694 ocorrências. O clima seco, somado aos ventos fortes e à vegetação ressecada pelas fortes geadas e a neve, contribui para a propagação do fogo e preocupa órgãos do Governo do Estado, que começam a discutir ações para prevenir danos.

As regiões com maior incidência de geadas são a dos Campos Gerais (19%), seguida da Região Metropolitana de Curitiba (17%), Norte Pioneiro (11%) e Noroeste (10%). As regiões Central e Oeste também têm 9,6% cada uma. O capitão Eduardo Pinheiro, da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil do Paraná, informa que os locais onde há maior probabilidade de incêndios são zonas rurais e margens de rodovias, além de terrenos baldios nas áreas urbanas.

PREVENÇÃO NO OESTE – O Instituto Ambiental do Paraná (IAP), o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil, com o apoio da prefeitura de Toledo, promoveram, nesta terça-feira (6), reunião técnica para definir estratégias e ações de prevenção e combate a incêndios ambientais no Oeste do Estado. O encontro, aberto à comunidade, reuniu 22 municípios da região e contou com a participação de mais de 80 membros de cooperativas, sindicatos rurais e membros da sociedade civil organizada.

O encontro debateu a criação de sistemas de prevenção e rápida resposta de todos os órgãos ao surgimento de incêndios em áreas urbanas e rurais dos municípios. “As ações de prevenção e combate a incêndios ambientais nas áreas rurais e urbanas dependem da participação de todos”, defende a chefe do Escritório Regional do IAP em Toledo, Maria Gloria Genari Pozzobon.

Para o presidente do IAP, Luiz Tarcísio Mossato Pinto, é importante conscientizar a população, principalmente nos locais onde o risco de incêndios é maior. “Nossa intenção é fazer com que as pessoas entendam o risco que a combinação de fatores apresenta para todos nós, não só o meio ambiente sai prejudicado em incêndios florestais, mas os seres humanos também podem ter sérios problemas de saúde”.

As palestras foram dadas pelo capitão do Corpo de Bombeiros de Toledo, Rogério Lima de Araújo; pelo engenheiro florestal do IAP em Toledo José Volnei Bisognin; pelo gerente de Unidades de Conservação na região, Norci Nodari; e pela bióloga Maria Lúcia Dalla Costa.

PREVENÇÃO – O Plano “Mata Viva” é composto por mais de 20 órgãos estaduais e criou o Conselho “Mata Viva”, que prevê ações regionalizadas, como a que aconteceu em Toledo, e estaduais que deverão acontecer na próxima semana.

O capitão Rogério Lima de Araújo destaca que 90% dos incêndios florestais são provocados pela ação do homem. Provocar queimadas, sem a autorização do IAP ou Corpo de Bombeiros, é considerado crime ambiental passível de prisão e multa. A multa varia de acordo com a gravidade e vai de R$ 500 a R$ 10 milhões.

Mesmo com a legislação, o capitão Eduardo Pinheiro explica que a maioria das ocorrências registradas foi causada por pessoas que usam o fogo para limpar seus terrenos. “Essa é uma questão cultural que precisamos mudar. Nossa maior preocupação é sensibilizar as pessoas que ainda fazem esse tipo de queimada e as demais para que denunciem o crime ao Corpo de Bombeiros e outras autoridades”.

UNIDADES DE CONSERVAÇÃO – O IAP é responsável por 68 unidades de conservação em todo o Estado e para diminuir o número de ocorrências por incêndios em vegetação, os parques estaduais contam com o “Plano de Prevenção e Combate ao Fogo”. Esse plano envolve funcionários do IAP, Polícia Ambiental, Corpo de Bombeiros e iniciativa privada.

“É necessário o envolvimento de moradores e produtores rurais do entorno das unidades de conservação para que ao perceber qualquer princípio de fogo comuniquem imediatamente ao representante da Defesa Civil do município, ao IAP ou Corpo de Bombeiros. Tal estratégia já trouxe resultados na proteção, uma vez que não houve mais registros de incêndios nas unidades de conservação na regional de Toledo após a adoção deste procedimento”, explica o presidente do IAP.

Fonte: Instituto Ambiental do Paraná - IAP




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