07/12/2015 Cinco parques estaduais paranaenses têm planos de manejo atualizados

Cinco parques estaduais paranaenses têm planos de manejo atualizados

Foto: Arnaldo Alves/ANPr.

Para desenvolver atividades de turismo, lazer e educação ambiental aliadas à conservação da natureza e novas tecnologias de gestão, cinco parques estaduais tiveram os planos de manejo constituídos e atualizados em 2015. São os parques de Amaporã, na região Noroeste do Estado; Ibicatu e Ibiporã, no Norte; Mata São Francisco, no Norte Pioneiro; e Rio da Onça, no Litoral.

Os planos de manejo reúnem estudos que orientam o planejamento das atividades que podem ser desenvolvidas dentro das Unidades de Conservação e no entorno. Eles são reavaliados para se manter ajustados às realidades de cada época. Os documentos não se restringem apenas às áreas dos parques, mas avançam para a vizinhança, prevendo parcerias com prefeituras, organizações da sociedade civil, moradores e empresas para a proteção ambiental das áreas naturais.

"Eles estabelecem o zoneamento e as normas para uso e ações de manejo nas unidades de conservação, indicando, inclusive, a implantação de estruturas físicas para a unidade, regularização fundiária e restauração ecológica", explica o presidente do Instituto Ambiental do Paraná, Luiz Tarcísio Mossato Pinto.

Antes de serem homologados, os estudos para a elaboração dos planos de manejo são debatidos e aprovados pela sociedade, principalmente pela comunidade científica e pelos moradores do entorno das Unidades de Conservação.

Os planos de manejo para essas unidades de conservação foram homologados pelas portarias nº 126, 230 e 231 do IAP. O objetivo da publicação dos estudos é contribuir para que as Unidades de Conservação exerçam seus papéis protegendo seus ecossistemas.

REVISÃO - As Unidades de Conservação que tiveram planos de manejo revisados foram dos parques estaduais de Amaporã, cuja primeira edição é de 1991 e a primeira revisão de 1996, Ibiporã, criado em 1998, e Ibicatu, criado em 1991. Por isso, surgiu a necessidade de se fazer a reavaliação, como forma de manter os estudos atualizados e ajustados às mudanças que ocorreram ao longo dos anos.

De acordo com a gerente do Parque de Ibicatu, Raquel Fila Vicente, o plano de manejo precisava ser revisado para atualizar as prioridades e as necessidades do parque. "O objetivo foi adaptar o planejamento para o contexto atual, tanto social quanto legislativo", explica Raquel. Além da mudança nas ações, o plano foi alterado para contemplar toda a área atual, já que a unidade foi ampliada nos últimos anos, passando de 57,1 para 302,74 hectares.

Um fator que contribuiu para o detalhamento dos estudos foi o uso de novas informações geográficas, que usam tecnologias atuais. "O conhecimento científico aumentou e durante a revisão do plano tivemos a oportunidade de usar novas ferramentas para detalhar ainda mais o plano de manejo", afirma Raquel.

Além disso, a atualização do documento teve participação de várias entidades, envolvendo grande parte da sociedade civil da região. "Essa metodologia participativa contribuiu para o estabelecimento de ações e estratégias que otimizam o gerenciamento e o cuidado das unidades de conservação."

As entidades interessadas poderão continuar acompanhando o trabalho do parque por meio do Conselho Consultivo que será formado nos próximos meses. "A participação popular é essencial para uma maior transparência e proximidade com a sociedade", afirma Raquel.

Para o gerente do Parque Estadual de Amaporã, José Nelson Campana, a atualização dos planos era necessária, já que os documentos contribuem com o planejamento e a gestão ambiental das unidades, garantindo a educação ambiental dos visitantes e um melhor aproveitamento das áreas de conservação. "As normas e as metas facilitam o gerenciamento do parque e ainda ajudam na prevenção de impactos ambientais de todo o entorno", explica Campana.

OS PARQUES

IBICATU - Com 300 hectares, na divisa dos municípios de Porecatu e Centenário do Sul, no Norte do Paraná, o Parque Estadual de Ibicatu guarda uma floresta com espécies de flora e fauna diversificadas, amostras da riqueza biológica que havia na região em passado recente. Além da biodiversidade, o parque oferece duas trilhas, atividades de educação ambiental e realização de pesquisas científicas. O visitante pode conhecer a floresta nativa Estacional Semidecidual (uma das florestas que compõem o bioma de Mata Atlântica) e também um riacho, conhecido como Ribeirão Tenente, cercado por mata ciliar com águas rasas e fundo rochoso.

AMAPORÃ - Criado em 1956, o Parque Estadual de Amaporã, foi criado como Reserva Florestal de Jurema para atividades de turismo ecológico e a produção de mudas para a recomposição florestal da região. Com 198 hectares, a unidade de conservação preserva um dos últimos remanescentes de Mata Atlântica, sendo uma opção de lazer de educação para a população local.

IBIPORÃ - Criado em 1980, no Norte do Estado, o Parque Estadual de Ibiporã, tem área de 74 hectares, sendo 60 cobertos pela Floresta Nativa Estacional Semidecidual. A unidade preserva uma nascente e possui diversos exemplares de flora nativa, como a peroba rosa e o cedro. A fauna é representada por animais de pequeno porte como gambás, tatu-galinha e roedores.

MATA SÃO FRANCISCO – Criado em 1994, o Parque Estadual Mata São Francisco, em Cornélio Procópio, preserva um dos poucos remanescentes de floresta Atlântica da região e está inserido dentro das áreas prioritárias de conservação ambiental. Com pouco mais de 814 hectares, o local possui um lago artificial e uma trilha de 1.650 metros de extensão que passa dentro da mata e por dois córregos. O local também tem centro de visitantes, alojamentos apara brigar estudantes e cientistas, quiosques e outras estruturas para atender a população.

RIO DA ONÇA - Entre os balneários Riviera e Praia Grande, em Matinhos, no Litoral do estado, fica o Parque Estadual Rio da Onça. O local é repleto de bromélias, orquídeas de rara beleza e outras espécies da vegetação típicas da região, que atraem aves e diversos animais silvestres. Para conhecer o parque de 118 hectares, o visitante precisa percorrer cinco trilhas, num circuito de 1,5 quilômetro, sem voltar pelos mesmos lugares. Todas as trilhas são bem demarcadas, acessíveis e planas, fazendo do parque um local apropriado para qualquer perfil de visitante.

Fonte: Instituto Ambiental do Paraná - IAP.




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