09/04/2014

Comitê da Rio 2016 vai aderir ao Pacto Empresarial contra a Corrupção

O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos na cidade do Rio de Janeiro vai aderir ao Pacto contra a Corrupção. A decisão foi tomada durante o processo de diálogo com organizações da sociedade civil sobre o Plano de Gestão da Sustentabilidade.

 

Lançado em 2006, o Pacto Empresarial pela Integridade e contra a Corrupção é uma iniciativa do Instituto Ethos e da Patri – Políticas Públicas, com o objetivo de estimular ações da iniciativa privada na prevenção à corrupção. Ao assinar o Pacto, a empresa se compromete a realizar uma série de ações no combate à corrupção, como criar ouvidorias internas para receber denúncias ou apoiar qualquer investigação de órgãos públicos.

 

O Rio 2016, nome dado ao Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos na capital carioca, também decidiu aderir a outras iniciativas do Instituto Ethos, como parte do processo de consulta.

 

Uma delas são os Indicadores Ethos para Negócios Sustentáveis e Responsáveis. O Rio 2016 já está coletando informações para produzir um relatório respondendo os Indicadores Ethos. A expectativa é que esse documento seja lançado em julho deste ano. Além disso, o comitê já incluiu nas suas regras para contratação o estímulo para que seus fornecedores produzam e divulguem relatórios de sustentabilidade, sejam eles no formato dos Indicadores Ethos, sejam no do GRI.

 

A área de recursos humanos do Rio 2016 já estuda como incluir nas suas políticas de contratação e de cuidado com o público interno as recomendações presentes na publicação O Compromisso das Empresas com os Direitos Humanos LGBT, manual do Instituto Ethos com orientações para o mundo empresarial em ações voltadas a lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. O Rio 2016 também está analisando sua adesão à Carta de Compromissos “Empresas pela Gestão Sustentável de Resíduos Sólidos e à Carta Aberta ao Brasil sobre Mudanças Climáticas.

 

Diálogo com a sociedade

 

Após o lançamento do Plano de Gestão da Sustentabilidade dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos em agosto do ano passado, o Rio 2016 começou a organizar rodadas de conversas com organizações da sociedade civil.

 

Tânia Braga, gerente-geral de Sustentabilidade, Acessibilidade e Legado do Rio 2016, explica que o documento lançado em outubro já tinha a intensão de incentivar o diálogo com outros atores. “Não adianta nada a gente trabalhar sustentabilidade sozinho, sem conversar com outras organizações que desenvolvem ações nesses temas”, afirmou.

 

Em dezembro de 2013 o comitê organizou uma oficina de três dias para debater sugestões para aprimorar o Plano de Gestão da Sustentabilidade. A equipe do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) ficou encarregada de conduzir a reunião e consolidar as sugestões. Ao todo, participaram representantes de 24 entidades, entre elas o Instituto Ethos, AACD, Childhood Brasil, Observatório de Metrópoles, Instituto Lagoa Viva e Rio Como Vamos.

 

Tânia Braga explica que essa oficina na verdade é a segunda rodada de consulta: “Antes mesmo de apresentar a candidatura para receber os Jogos Olímpicos, já havia sido feita uma consulta a algumas entidades”. A intenção do Rio 2016 é manter o canal de diálogo com a sociedade civil durante todo o processo de realização dos jogos.

 

Por sugestão do Pnuma, foi organizado um processo priorização das várias propostas que surgiram na oficina em dezembro do ano passado. Membros das entidades que participaram do debate puderam votar nas que eles consideravam mais importantes. Desse processo, realizado no mês de março, foi criada uma lista de 20 propostas priorizadas pela sociedade civil (veja a tabela abaixo).

 

Na avaliação preliminar da equipe de Sustentabilidade do Comitê Organizador da Olimpíada, 60% das propostas poderão rapidamente ser encaminhadas, enquanto outros 30% precisam de um debate interno maior para saber como acolhê-los.

 

Na avaliação do Rio 2016, menos de 10% das propostas priorizadas pelas organizações da sociedade civil não estariam dentro do escopo de trabalho do comitê. Esse é o caso da proposta para a criação de critérios para reassentamento ou realocação de pessoas por conta de obras ligadas ao Jogos Olímpicos. “Não somos responsáveis pelas obras, nem clientes do governo para poder garantir esse tipo de ação”, explica Braga. Segundo ela, o Rio 2016 trabalha em parceria com o poder público e vai encaminhar essa questão para os órgãos competentes.

 

Próximos passos

 

A segunda versão do Plano de Gestão da Sustentabilidade dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos deve ser lançada no segundo semestre. O novo documento já contemplará a maioria das sugestões apresentadas pela sociedade civil.

 

O documento trará também o acompanhamento das metas estabelecidas no primeiro relatório, que incluem questões como destinação do entulho de construções e redução das emissões de gases de efeito estufa.

Fonte: Pedro Malavolta/ Instituto Ethos.




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