09/06/2014

ICMBio participa de convenção para proteger tartarugas marinhas

Encontro aconteceu na Flórida, EUA, para discutir resultados de conservação da espécie. Foto: divulgação.

O coordenador Nacional do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Tartarugas Marinhas (Tamar/ICMBio), João Carlos Alciati Thomé, participou da 7ª Reunião do Comitê Consultivo da Convenção Interamericana para a Proteção e Conservação das Tartarugas Marinhas (CIT), na Flórida (EUA), de 4 a 6 de junho. O representante brasileiro é vice-presidente do Comitê Consultivo.


O objetivo da convenção foi avaliar o cumprimento das resoluções pelos 15 países membros, analisar o status de conservação de algumas espécies que são compartilhadas por estes países e preparar os dados para a Reunião das Partes, que ocorrerá em 2015 no México.


Entre as discussões específicas e emergenciais, Thomé destacou que a espécie tartaruga-de-couro (Dermochelys coriacea), no Oceano Pacífico, é a mais crítica. O número de ninhos caiu de 9 mil para 90 em apenas dez anos. "No Atlântico, essa espécie está em melhor situação, com a maior população do mundo no Gabão e África. No caso do Brasil, a região norte do Espírito Santo, onde a espécie desova regularmente, encontra-se em processo de recuperação", relatou o coordenador do projeto Tamar/ICMBio.


Até a década de 1980, eram 14 ninhos por ano. De acordo com os estudos realizados pelo projeto Tamar, nos dez anos seguintes o número subiu para 24. Em 2001, subiu para 51 e atualmente são, em média, 97. O recorde foi em 2013, quando 30 fêmeas realizaram 150 desovas – cada desova tem cerca de 100 ovos e gera em torno de 70 filhotes por desova.


Saiba mais sobre a tartaruga-de-couro


Além disso, o Comitê também debateu acordos de cooperação com outras entidades e convenções para troca de informações, principalmente no que diz respeito à situação e às providências para a recuperar a tartaruga-de-pente (Eritmochelys imbricata), no Caribe. "Acredito que o mais importante é que estamos conseguindo agrupar a informação de todos os países, padronizando-as para que falemos a mesma linguagem e possamos comparar os dados. Isso é fundamental para conservação de espécies migratórias, cujas populações são compartilhadas entre os países, nas diferentes fases do ciclo de vida. Também estamos apoiando e estimulando países que estão começando o trabalho de pesquisa e conservação, como Guatemala, Panamá e outros", afirmou Thomé, ressaltando que a reunião terminou com todas as metas atingidas. Após o encerramento do encontro, os participantes visitaram o centro de conservação e reabilitação de tartarugas marinhas do Aquário de Tampa.

Saiba mais sobre o Tamar


Sobre a Convenção Interamericana para Proteção e Conservação das Tartarugas Marinhas

A Convenção Interamericana para a Proteção e Conservação das Tartarugas Marinhas (CIT) foi criada em 1996 para executar medidas comuns entre as nações, coordenar ações multilaterais para a conservação e proteção das tartarugas marinhas e assegurar a implementação de uma agenda regional para conduzir a recuperação dessas espécies. Aplica-se às áreas marítimas do Oceano Atlântico, do mar do Caribe e do Oceano Pacífico, onde cada uma das partes exerce soberania, direitos de soberania ou jurisdição em relação aos recursos marinhos vivos.


Das sete espécies de tartarugas marinhas existentes no mundo, cinco ocorrem em águas jurisdicionais brasileiras e todas elas estão relacionadas ao risco de extinção, tanto na lista oficial brasileira quanto na chamada Lista Vermelha, da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).


Doze países estiveram representados – dez participaram presencialmente e dois por teleconferência –, além de representantes da sociedade civil, científica, organizações não governamentais, setor pesqueiro, dezenas de observadores de entidades e estudantes de Direito da Universidade de Stetson, sede da reunião. Além de João Carlos Alciati Thomé, a coordenadora nacional de conservação e pesquisa do Projeto Tamar/Fundação Pró-Tamar, a oceanógrafa Neca Marcovaldi, também representou o Brasil.


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Fonte: ICMBio.




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