09/08/2013

Industriais debatem a educação como fator de competitividade

Movimento A Indústria pela Educação já alcançou a marca de mil adesões em todo o Estado.
Foto: Marcelo Miyashita

A educação como fator de competitividade será tema de evento promovido pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), na próxima terça-feira, dia 13 de agosto. O encontro marca o lançamento do Movimento A Indústria pela Educação em Concórdia. Lideranças de sindicatos de indústria e demais convidados reúnem-se no Clube 29 de Julho, na rua Getúlio Vargas, 112, a partir das 19 horas. A conversa será conduzida pela conferencista Andrea Bergamaschi, gerente de projetos estratégicos do Movimento Todos pela Educação.

Entre as deficiências observadas em relação à educação no Brasil estão a baixa escolaridade dos trabalhadores e a falta de formação técnica. Segundo pesquisa realizada em 2011 pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), estes problemas afetam 69% das empresas do país. Além de gerar dificuldades de contratação, a questão também compromete a capacidade das empresas brasileiras de enfrentar seus concorrentes internacionais, devido à produtividade do trabalho.

Outro aspecto influenciado pela formação é a renda. No Brasil, um ano a mais de escolaridade aumenta, em média, o salário de uma pessoa em 15%. O impacto é de apenas 6% quando essa pessoa tem formação primária e de 47% após o primeiro ano de pós-graduação, de acordo com dados da Fundação Getúlio Vargas. "Há uma relação direta entre educação, produtividade e capacidade de inovar", afirma o presidente da FIESC, Glauco José Côrte. Além dos aspectos relacionados ao trabalho, Côrte também ressalta os benefícios que a educação proporciona em relação à cidadania, qualidade de vida e bem-estar social das pessoas que se qualificam.

O Movimento
Para contribuir com a melhoria do quadro educacional do Estado, SESI, SENAI e IEL - entidades integrantes da Federação das Indústrias - ampliaram a oferta de serviços nas áreas de educação básica, continuada, profissional, executiva e em programas de estágio. Juntas, as entidades investirão R$ 300 milhões em infraestrutura e na realização de 800 mil matrículas até 2014. 

Além das ações da FIESC, as indústrias da região de Concórdia serão estimuladas a fazerem sua parte, tornando-se signatárias do Movimento e apoiando ações de educação relacionadas a seus trabalhadores. A iniciativa liderada pela Federação está ancorada na necessidade de contribuir para superar a fragilidade da educação nos aspectos relacionados à escolaridade, à qualificação profissional e à qualidade do ensino.

As indústrias podem cooperar, por exemplo, oferecendo infraestrutura necessária para a realização de formação dentro da empresa, promovendo o acesso a cursos de educação básica e profissional e premiando os trabalhadores que continuam seus estudos. Mais de mil adesões já foram registradas em todo o Estado. 

Fonte: Elida Hack Ruivo / Assessoria de Imprensa da FIESC




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