09/10/2015 Aberta temporada de reprodução das tartarugas

Aberta temporada de reprodução das tartarugas

Tamar monitora 1.100 km de praias para proteger fêmeas e ninhos.
Foto:
divulgação.

Está aberta a temporada 2015-2016 de reprodução das tartarugas marinhas no Brasil, informa o Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Tartarugas Marinhas (Tamar), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). De agora até março, as fêmeas visitam a costa brasileira para desovar.

 

“O momento é de muito trabalho, principalmente para as equipes de campo que realizam diversas tarefas, além de monitorar e cuidar dos ninhos, até que os filhotes possam alcançar o mar em segurança”, diz o chefe do centro, o analista ambiental João Carlos Thomé.

 

Segundo ele, além dos servidores do ICMBio, cerca de 60 estagiários e trainees foram selecionados para reforçar as equipes das bases do Tamar espalhadas pela costa brasileira e realizar ou acompanhar, junto com 100 pescadores-tartarugueiros e agentes locais, o monitoramento diurno e noturno das praias.

 

Durante o dia, o trabalho é feito para localizar e marcar os ninhos no local original de postura pela fêmea. Quando necessário, em função de ameaça humana ou da natureza, as desovas são transferidas para locais seguros (outros trechos de praia ou cercados de incubação situados nas bases do Tamar).

 

Já o monitoramento noturno busca flagrar fêmeas em ato de postura de ovos, observar o comportamento do animal durante a desova, registrar dados morfométricos (tamanho, caracteres etc) e coletar material biológico para posterior análise genética.

 

Vinte e cinco localidades

 

O Tamar protege cerca de 1.100 quilômetros de praias e está presente em 25 localidades, em áreas de alimentação, desova, crescimento e descanso das tartarugas marinhas, no litoral e ilhas oceânicas dos estados da Bahia, Sergipe, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina.

 

O centro mantém programas permanentes de sensibilização, educação ambiental e inclusão social, como o “Nossa Praia É a Vida” http://www.tamar.org.br/noticia1.php?cod=414 e o “Nem Tudo que Cai na Rede É Peixe”http://www.tamar.org.br/interna.php?cod=348 , informando usuários de praias, moradores, empresários, funcionários de condomínios e hotéis, pescadores e turistas sobre a importância da colaboração de todos para que as tartarugas possam dar continuidade ao seu ciclo de vida. Graças a esse trabalho cerca de 80% dos ninhos permanecem em seu local original.

 

De acordo com João Carlos Thomé, as tartarugas marinhas que hoje se reproduzem no Brasil precisam prosseguir em um mundo cheio de perigos, e por isso esses animais ainda ameaçados de extinção precisam do apoio de toda a sociedade, principalmente pelo fato de cumprirem importantes funções ecológicas.

 

Ainda de acordo com Thomé, redes de pesca, anzóis, fotopoluição e a poluição dos oceanos, além das mudanças climáticas, são seus principais inimigos e podem interromper a chance de recuperação das cinco espécies que ocorrem no país.

 

Saiba mais:

 

No Brasil, é possível encontrar cinco espécies de tartarugas marinhas, das sete existentes no mundo. Todas são consideradas vulneráveis pela União Internacional para Conservação da Natureza (UICN), sendo que duas estão em risco de extinção.

 

Tartaruga Cabeçuda ou Mestiça (Caretta caretta):

Essa espécie pode chegar até 136 cm de comprimento e seu peso varia de 100 a 180 kg. A Tartaruga Cabeçuda recebe esse nome devido ao tamanho de sua cabeça e por sua uma mandíbula extremamente forte. Sua população estimada é de 60 mil fêmeas em idade reprodutiva. As principais áreas de desova da Tartaruga Cabeçuda no Brasil são no norte da Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Sergipe.

 

Tartaruga Verde ou Aruanã (Chelonia mydas):

A Tartaruga Verde pode chegar até 143 cm de comprimento e pesa por volta de 200 kg. Seu habitat é em águas costeiras com muita vegetação. São raramente vistas em alto-mar. A população estimada é de 203 mil fêmeas em idade reprodutiva. As desovas acontecem principalmente na Ilha da Trindade (ES), no Atol das Rocas (RN) e em Fernando de Noronha (PE).

 

Tartaruga de Pente ou Legítima (Dermochelys coriácea):

A Tartaruga de Pente é apontada pela IUCN como a espécie que está em situação mais arriscada de extinção. As principais causas são a exploração de seus ovos nas praias, as perdas e a degradação de seu habitat, a captura e o fato de ficarem presas em redes de pesca. Seu comprimento pode chegar até 114 cm e pode pesar até 150 kg. A desova é mais comum no litoral norte da Bahia e Sergipe e no litoral sul do Rio Grande do Norte.

 

Tartaruga de Couro ou Gigante (Eretmochelys imbricata):

A Tartaruga de Couro é a maior de todas as espécies e também corre risco de extinção. No Brasil já foram registrados animais com até 182 cm de comprimento. Seu peso pode chegar até 700 kg. A população estimada é de 34 mil fêmeas em idade reprodutiva e suas desovas regulares ocorrem no litoral norte do Espírito Santo.

 

Tartaruga Oliva (Lepidochelys olivacea):

A Tartaruga Oliva é a menor das espécies encontradas no Brasil. Seu comprimento pode chegar até 82 cm e pesar em média 40 kg. A população estimada mundialmente é de 800 mil fêmeas em idade reprodutiva. A área de desova está localizada entre o litoral sul do estado de Alagoas e o litoral norte da Bahia.

Fonte: Comunicação ICMBio.




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