09/12/2013

Corrupção tira até 40 bilhões de dólares de países em desenvolvimento todo ano, alerta ONU

A ONG Rio de Paz, em parceira com os organizadores da Marcha Contra a Corrupção, fincou 594 vassouras verde-amarelas na Esplanada dos Ministérios, em frente ao Congresso Nacional, como ato público contra a corrupção. Foto de setembro de 2011. Foto: Antonio Cruz/ABr

“Para alcançar um futuro mais justo, inclusivo e próspero para todos, precisamos estimular uma cultura de integridade, transparência, responsabilidade e boa governança”, afirmou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon em sua mensagem para o Dia Internacional contra a Corrupção, celebrado nesta segunda-feira (9/12).


Ban ressaltou que a corrupção impede o alcance das metas globais antipobreza conhecidas como Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e precisa ser levada em conta na definição e implantação de uma agenda robusta de desenvolvimento pós-2015.


“Boa governança é decisiva para o desenvolvimento sustentável”, destacou o secretário-geral.


O impacto da corrupção no mundo é devastador. O Banco Mundial estima que a cada ano entre 20 e 40 bilhões de dólares são perdidos nos países em desenvolvimento devido à corrupção e ao suborno, mas a prática também afeta economias desenvolvidas.


O Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) lançaram esta semana a campanha “Zero Corrupção – 100% Desenvolvimento”, criada por e para jovens para aumentar a conscientização sobre a corrupção.


A campanha foca nos efeitos corrosivos da prática no desenvolvimento, ressaltando que o crime enfraquece a democracia e o estado de direito, conduz a violações dos direitos humanos, distorce mercados, corrói a qualidade de vida e permite que o crime organizado e outras ameaças à segurança prosperem, de acordo com o site da ação.


Para destacar o impacto da corrupção no mundo do esporte e dos negócios, o Pacto Global das Nações Unidas – em colaboração com o PNUD – lançou um “Chamado à Ação” para mobilizar parceiros públicos e para participar de aquisições transparentes.


A ONU também desenvolveu diretrizes para ajudar empresas a lutar contra a corrupção no patrocínio esportivo e hospitalidade, destacou o secretário-geral em sua mensagem.


O primeiro instrumento global juridicamente vinculativo de combate à corrupção internacional foi a Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, que completa nesta segunda-feira (9/12) seu décimo aniversário. Ela foi adotada pela Assembleia Geral em 2003, mesmo ano que foi designado 9 de dezembro como Dia Internacional contra a Corrupção para aumentar a conscientização sobre o problema e o papel da Convenção em combatê-lo e preveni-lo.


Pelo menos 171 dos 193 Estados-membros da ONU já ratificaram a Convenção até agora, que inclui um mecanismo de revisão permitindo aos países que avaliem seus pares em um processo de parceria.


Em seu quarto ano, o mecanismo já ajudou 35 Estados a melhorar suas leis anticorrupção e levou ao treinamento de 1.400 especialistas, observou Yury Fedotov, diretor executivo do UNODC, agência que abriga a Secretaria da Convenção.


“Este espírito de cooperação é necessário”, afirmou Fedotov. “Corrupção não é simplesmente um problema de nações desenvolvidas ou em desenvolvimento, é um desafio de cada pessoa e cada nação. O mecanismo de revisão reflete esse fato intragável.”



Para marcar a data, uma cerimônia foi realizada em Brasília, onde o UNODC e a Controladoria Geral da União (CGU) distribuíram prêmios e lançaram um novo selo postal dos Correios. Além disso, a Associação Nacional dos Auditores Federais de Controle Interno (Anafic) entregará uma placa ao ex-ministro da CGU, Waldir Pires, em reconhecimento ao trabalho realizado por ele à frente do órgão.

Fonte: ONU Brasil




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