10/05/2018 Lançado Guia para Produtor Rural de Controle de Javalis

Lançado Guia para Produtor Rural de Controle de Javalis

Elaborar guia é uma ação prevista no Plano Nacional de Prevenção, Controle e Monitoramento do Javali no Brasil. Foto: Acervo/ICMBio.

Material traz modelos de construção de jaula curral.

 

Já está disponível para download o Guia Para o Produtor Rural: Controle de Porcos Ferais- Javalis. O guia traz o modelo de jaula curral para captura e manejo do javali. A jaula foi desenvolvida em 2017 pela equipe da Área de Proteção Ambiental do Ibirapuitã e foi testado e aprovado pelo Grupo Javali no Pampa, combinando baixo custo e facilidade de construção. Além disso, a jaula evita maus-tratos ao animal e a captura de outras espécies.

A jaula é feita com malha POP, amplamente utilizada na construção civil para lajes em concreto. Ela é fixada por mourões como estacas, dispensando a necessidade de covas, assim, pode ser construída em questão de horas. Como o ambiente é em formato circular, aumenta a sensação de ampliação do espaço e sua tela permite o contato visual com o exterior. Também há espaço para bebedouro e sombra, contribuindo para a termorregulação. Deste modo, o animal fica menos estressado, diminuindo as chances de fuga e permite um abate com menos sofrimento.


Javali no Brasil

O javali (Sus scrofa) é uma espécie nativa da Europa largamente introduzida em outros continentes para finalidade alimentícia, segundo informações da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), os animais só são nativos na Malásia e na Espanha. Como possui uma grande capacidade de adaptação a habitats, é possível ver javalis em várias paisagens: savanas, campos, florestas de faias e mesmo em áreas úmidas.

Os javalis amadurecem sexualmente por volta dos 8 meses. A fêmea fica prenhe durante, aproximadamente, 112 dias. Podem nascer por volta de 6 filhotes, mas, a depender da disponibilidade de alimentos, algumas ninhadas podem ter até 10 leitões. Os javalis podem se reproduzir também com porcos domésticos, principalmente perto de aglomerações de pessoas.

Por ser um animal onívoro, possui dieta extremamente flexível. São maiores e mais agressivos que outros suídeos nativos, como a queixada e o cateto, por vezes, deslocando esses animais de seu território.

Por fim, eles são capazes de alterar até a paisagem por onde passam. Chafurdando na vegetação, eles conseguem destruir plantas nativas.

O animal foi introduzido no Sul do país em meados da década de 90 com a finalidade de exploração comercial. No entanto, a prática não se desenvolveu, resultando na soltura por parte dos criadores dos animais, que, aos poucos, se tornaram asselvajados. Com a rápida expansão dos javalis, o governo começou a organizar práticas de controle e manejo. Uma delas é a Instrução Normativa nº03/2013 (IBAMA), regulamentando o manejo de javalis, inclusive, com previsão de abate. Hoje, a criação é proibida.

“A presença do javali já é conhecida em 27 UCs federais, e em outras 7 UCs já sabemos que a espécies está no entorno próximo, por isso, já consideramos a presença dentro da UC e estão nas regiões sul, sudeste e centro-oeste. No entanto, o javali já ocorre em quase todas as regiões do país, sendo uma das espécies exóticas invasoras de maior preocupação”, destaca a analista ambiental Tainah Guimarães, autora de um estudo recente sobre a presença de espécies exóticas e invasoras em UCs e revisora do guia.

Segundo Tainah, além das características biológicas que elevam o potencial invasor do javali, está a contribuição humana. “A relação entre o criadouros e dispersão da espécie é conhecida (ou seja, principais focos de dispersão e invasão são onde tem criação do javali, mesmo que em pequenas propriedades rurais). Por isso, a criação de javalis deve ser combatida”, ressalta. A elaboração deste guia é uma ação prevista no Plano Nacional de Prevenção, Controle e Monitoramento do Javali no Brasil (publicado em novembro de 2017). Em junho deste ano ocorre a primeira reunião do Grupo de Assessoramento Técnico responsável pela implementação do Plano.

Fonte: Ramilla Rodrigues – ICMBio.




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