10/09/2015 Lançamento da Estratégia ODS reuniu jornalistas em São Paulo

Lançamento da Estratégia ODS reuniu jornalistas em São Paulo

Foto: divulgação.

Nesta quarta-feira (9/9), organizações da sociedade civil apresentaram ações para o fortalecimento do compromisso com os ODS da ONU.

 

A Estratégia ODS, construída de maneira conjunta por governos locais, a sociedade civil e o setor privado, foi pautada nos três pilares fundamentais da sustentabilidade – social, ambiental e econômico – e tem como objetivo o fortalecimento do compromisso com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

 

Para a apresentação da plataforma e do conjunto de ações que fazem parte da Estratégia ODS, organizações da sociedade civil, dentre elas a Agenda Pública, o Instituto Ethos e a Rede Nossa São Paulo, realizaram um evento nesta quarta-feira (9/9), em São Paulo. O encontro visou também promover os ODS e criar possibilidades de pautar a imprensa com os temas relacionados às metas globais de desenvolvimento sustentável.

 

Sergio Andrade, diretor executivo da Agenda Pública, destacou a importância de canais de comunicação para mobilizar e engajar não somente as organizações, o poder público e a sociedade civil organizada, mas também os cidadãos que queiram fazer parte, como atores e promotores, da Estratégia ODS.

 

Segundo Andrade, as perguntas que devem ser respondidas de forma conjunta, pelos participantes da iniciativa, são:

 

- Como os arranjos de implementação da Estratégia ODS podem ser feitos?

 

- Como preparar o terreno para que todos os atores e setores envolvidos possam trabalhar com identificação e compromisso com os processos?

 

- Como criar incentivo para que governos, o setor privado e a sociedade civil se comprometam a integrar a Estratégia ODS?

 

“Por isto a criação desta Estratégia ODS, para que todos, juntos, possam trabalhar para a construção de uma sociedade mais justa e sustentável”, frisou Andrade.

 

Jorge Abrahão, diretor-presidente do Instituto Ethos, ponderou que qualquer processo de transformação na sociedade leva um tempo para acontecer. “Sobretudo processos que passam por interesses políticos e econômicos, como é o caso dos ODS”, avaliou ele, antes de complementar: “O caminho não é rápido nem tampouco os resultados”.

 

Para o diretor-presidente do Instituto Ethos, “indagarmos qual o tipo de desenvolvimento que queremos é o princípio da transformação”.

 

Sobre a Estratégia ODS

 

A sociedade civil, o setor privado e governos locais se uniram numa coalizão inédita para fortalecer o compromisso brasileiro com os ODS. Entre as finalidades da união estão promover avaliações críticas sobre a adoção dos objetivos, fomentar políticas públicas, articular atores-chave e mobilizar formadores de opinião, movimentos sociais e gestores para a urgência de atingir as metas que compõem os ODS.

 

Os ODS são 17 metas globais, com diversas submetas, que devem ser aprovadas em reunião plenária com status de Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Hoje, a sociedade civil brasileira assume seu pioneirismo e liderança na mobilização, lançando uma campanha para redes sociais, além da Plataforma ODS, que se propõe a ser um canal de informação profunda e precisa sobre o tema.

 

Com o mote “O Que Você Tem a Ver com Isso”, a campanha de redes sociais, com 17 peças (uma para cada ODS), busca, mais do que divulgar uma ideia, informar, qualificar o debate, mobilizar e mostrar que a implementação dos ODS no Brasil depende da participação da sociedade, dos governos e do setor empresarial de maneira crítica e propositiva.

 

Compõem a iniciativa a Associação Brasileira de ONGs (Abong), a Agenda Pública, a Fundación Avina, a Fundação Getúlio Vargas (FGV), a Frente Nacional de Prefeitos (FNP), a Fundação Abrinq, o Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (Gife), o Instituto Ethos e a Rede Nossa São Paulo.

 

“Os ODS têm capacidade de mobilizar os mais diversos atores sociais para uma agenda positiva, com horizonte mais amplo, até 2030. É uma agenda de oportunidades, fundamental no atual momento”, afirma Andrade. “Precisamos de uma agenda de país capaz de tratar dos desafios do desenvolvimento brasileiro, que trabalhe com o enfrentamento das desigualdades, passando pelo acesso a serviços públicos de qualidade, chegando às políticas de desenvolvimento econômico sob bases sustentáveis”, acrescenta.

 

Histórico e desafios

 

A negociação mundial para a construção dos ODS vem ocorrendo desde 2013. O Brasil participa das discussões e definições e tem como posição defender a erradicação da pobreza como prioridade nas iniciativas para o desenvolvimento sustentável.

 

Os ODS deverão constituir um conjunto integrado e indivisível de prioridades globais para o desenvolvimento sustentável. Os precursores dos ODS foram os oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), vigentes até este ano. Entende-se que os objetivos a serem aprovados agora em setembro avançaram muito para completar a missão dos ODM, enfocando os três pilares fundamentais da sustentabilidade.

 

A Estratégia ODS avalia ainda que a agenda atual é mais desafiadora que sua antecessora. Por isso, espera promover maior protagonismo dos governos locais, das organizações da sociedade civil e do setor privado na reflexão e na adoção de políticas alinhadas com os ODS.

 

Canais da Plataforma ODS

 

Site: http://plataformaods.org.br
Facebook: https://www.facebook.com/plataformaods

Fonte: Agenda Pública e Rede Nossa São Paulo.




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