10/11/2016 Municípios paranaenses se unem e criam soluções para o lixo

Municípios paranaenses se unem e criam soluções para o lixo

Um grupo de 33 municípios da região de Cianorte e Umuarama se uniu para resolver um problema comum, o lixo. Depois de um ano trabalhando juntos eles conseguem sem muitos custos ganhar escala e destinar para reciclagem toneladas de isopor, pneus, embalagens de agrotóxico e aparelhos eletrônicos. Foto: Divulgação SEMA.

Um grupo de 33 municípios da região de Cianorte e Umuarama se uniu para resolver um problema comum, o lixo. Depois de um ano trabalhando juntos eles conseguem sem muitos custos ganhar escala e destinar para reciclagem toneladas de isopor, pneus, embalagens de agrotóxico e aparelhos eletrônicos.

Gestores da área ambiental desses municípios e técnicos do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) reuniram-se nesta quinta-feira (11) na sede da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, em Curitiba, para apresentar os resultados dessa união no R-20, grupo de âmbito estadual formado por representantes dos 86 municípios responsáveis por 90% dos resíduos gerados no Paraná.

“Temos que criar consciência e bons hábitos para atingirmos melhores resultados em menor tempo. As fiscalizações e multas são necessárias, mas muitas vezes não surte o efeito como parcerias e participação”, destacou o secretário estadual do Meio Ambiente Antonio Carlos Bonetti.

A iniciativa de unir os municípios partiu dos escritórios regionais do IAP de Umuarama e de Cianorte que depois de muitas fiscalizações e autuações resolveram unir os gestores para ações mais efetivas. “Percebemos que precisávamos quebrar a distância entre o IAP e as Prefeituras e fomos atrás de outros parceiros para fortalecer a iniciativa”, disse o técnico do IAP Cidnei Aparecido da Silva.

Ministério Público e cooperativas de catadores foram chamados para compor o grupo, que ficou conhecido com GT 33. Antes disso, foi feito um seminário sobre o tema.

RESULTADOS - O Grupo atacou os principais problemas para ambos, destinar corretamente o isopor, pneus, embalagens de agrotóxico e aparelhos eletrônicos que se acumulavam em aterros, terrenos e fundos de vale. Para os pneus, a solução encontrada foi dar escala para facilitar a logística reversa, devolver o produto usado e sem serventia para as indústrias destinarem.

Um município menor recolhe os pneus e entrega para o maior e assim por diante até formar uma carga grande. “Quando chegamos a um número grande, acionamos a Recilanip (organização formada por fabricantes e importadores de pneus, responsável pela coleta e destinação final dos pneus inservíveis) e ela passa para recolher”, explica o diretor de Meio Ambiente de Umuarama, Rubens Sampaio.

O resultado dos pneus foi tão positivo que em um ano, desde que começou o GT33, o número de focos de dengue em pontos de descartes de pneus na região zerou, e o número de pneus recolhidos em mutirões das equipes de combate ao mosquito caiu de 600 para 10 pneus.

ISOPOR - A distância entra a Capital do estado e o Interior era a principal barreira para destinar o isopor. “Ninguém quer sair da Capital para recolher isopor numa distância de quase 600 quilômetros”, afirmou Sampaio.

A solução encontrada pelo GT33 foi estimular que empresas de reciclagem da região se interessem pelo produto pós-consumo. Hoje, são três empresas com máquinas que prensam ou picam o material que os municípios entregam. O Isopor hoje sai de lá e vem para Curitiba para ser usado como matéria-prima.

E-LIXO - O lixo eletrônico também teve uma solução. O GT33 procurou as universidades da região e alunos de cursos da área de tecnologia treinaram catadores das cooperativas a desmontarem e separarem cada componente dos equipamentos. “Tem catador que hoje sabe o que é uma placa-mãe, sabe testar e dizer se as peças funcionam. Foi muito interessante esse projeto”, avalia Sampaio.

Saiba mais sobre o trabalho do Governo do Estado em: http://www.facebook.com/governopr e www.pr.gov.br

Fonte: Instituto Ambiental do Paraná (IAP).




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