10/12/2014 Artigo: Descarte de peixes em Santa Catarina

Artigo: Descarte de peixes em Santa Catarina

Praia da Armação, localizada em Penha, Santa Catarina.
Foto:
praias-360.com.br.

Domingo, ultimo dia do mês de novembro, Praia de Armação, Penha, Santa Catarina. O sol brilhava, as ondas estourando na praia, tudo maravilhoso e divino. Mas, eis que me deparo com dezenas de peixinhos de porte pequeno a médio de diferentes espécies agonizando na praia. Resolvi agir rapidamente e devolver as criaturas ao seu habitat, pegando uma a uma e adentrando o mar para tentar salvá-las, sabendo que cada minuto a mais fora d’água diminuiria sua chance de sobrevivência. A praia em toda sua extensão mais parecia um campo de extermínio. O público não parecia se abalar com a situação, continuavam sentados na areia bebendo sua cerveja e jogando as latas vazias na areia, indiferentes àquela cena macabra. Somente duas crianças, uma de seis e outra de quatro anos, vieram ajudar, me indicando os peixes que ainda se mexiam.

 

Apenas alguns poucos banhistas pareciam se importar com o sofrimento dos pobrezinhos. Perguntei a um morador local o que ocasionou este cenário. Sua resposta foi direta e desprovida de emoção: “descarte, senhora. Os pescadores jogam a rede em alto mar e os peixes pequenos ficam presos na malha demasiado pequena, sendo que os filhotes, não tem valor comercial”. Me pergunto: estes peixinhos um dia não teriam ficado adultos? Como pode um “ser humano” ser tão insensível a ponto de deixar morrer centenas de criaturas indefesas, desafiando a natureza e a própria Criação?

 

Os mesmos pescadores recebem do governo proventos em dinheiro durante a época do defeso, em que não podem obter renda da pesca por impedimento legal, o que não impede alguns de continuarem agindo ilegalmente. Nesta mesma época aproveitam para massacrar os bois doados a eles por vereadores das cidades praianas, num ritual macabro intitulado de Farra do Boi e convencem os incautos que o mesmo se trata de alguma tradição.

 

Ficamos de mãos atadas sem saber a quem recorrer e como fazer para evitar novos episódios como este que acabo de descrever. Peço que alguma autoridade se empenhe neste caso e que estes pescadores sejam orientados e advertidos para que parem de cometer crimes ambientais desnecessários.

Fonte: Barbara Lebrecht / voluntária da Aprablu – Associação Protetora de Animais de Blumenau.




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