10/12/2014 Cidades-ícone globais têm planos ousados de sustentabilidade

Cidades-ícone globais têm planos ousados de sustentabilidade

Bicicletas em Paris. Foto: divulgação.

Duas grandes cidades globais e que são ícones de beleza histórica e charme, como Paris, ou de beleza contemporânea e cosmopolitismo, como Nova York, têm planos para liderar numa revolução urbana em busca da sustentabilidade. O prefeito Bill de Biasio está pondo no lugar as últimas peças que permitem implementar o ousado plano Nova York 50. O prefeito anterior, Bloomberg, implementou o plano Nova York 30. Há muito, a mais importante cidade dos Estados Unidos, olha para a frente, para o futuro. Em Paris, a prefeita Anne Hidalgo, tem planos para banir o diesel dos veículos de todos os tipos, até 2020, e reestruturar vários bairros, principalmente no centro da cidade, para torná-los bairros de pedestres, sem carros.

 

Bill de Blasio acaba de reestruturar o setor de sustentabilidade, que conta com três braços, para implementar o programa que pretende fazer com que a cidade não só se torne líder em sustentabilidade urbana, mas melhore significativamente a qualidade de vida na cidade. O programa prevê uma ousada e revolucionária redução nas emissões de gases estufa, redução de poluição e melhoria da qualidade do ar, até 2050.  O centro dessa nova investida serão os prédios da cidade. Os táxis já estão com a frota eletrificada. A ciclovia que circunda Manhattan inteira já está pronta. O espaço para pedestres aumentou em mais de 30%. Agora a ideia é reforma os prédios da cidade, para aumentar significativamente a sua eficiência energética, no uso de água e no processamento de resíduos. Essa reforma dos prédios e a mudança na organização dos bairros terá investimento de um bilhão de dólares, um sistema de incentivos para construtores e proprietários privados e um novo código de obras de licenciamento ambiental de prédios.

 

Todo o sistema logístico da cidade será revisto para mudar a cultura da cidade. E as rotinas organizacionais que regulam a circulação de bens e serviços diariamente terão seus fluxos mudados também para aumentar a eficiência energética e a sustentabilidade em geral. Além disso estão sendo investidos 20 bilhões de dólares na faixa litorânea e ribeirinha da cidade, para torna-la resistente a eventos naturais extremos como a supertempestade Sandy.

 

Em Paris, a prefeita Anne Hidalgo, tem um plano abrangente e ousado também de combate à poluição e às emissões de gases estufa. Ela quer acabar com o diesel até 2020. Perguntada se esse plano é viável, ela disse que a cultura do parisiense ajudará. Hoje, 60% não tem carros, eram 40%, em 2001. A mudança está sendo rápida, diz a prefeita. Ela também pretende eletrificar o transporte veicular e investir no metrô e em veículos leves sobre trilhos. O plano também prevê banir os caminhões a diesel que cortam a cidade, limitar ônibus para turistas e introduzir vans elétricas ao esquema de compartilhamento de veículos que já existe para carros de pequeno porte e para bicicletas, ambos em rápida expansão. A cidade tem, segundo a prefeita, verdadeiros “corredores de poluição”, como o Champs Elysées e a rue de Rivoli, que precisam acabar. Esse plano de reestruturação urbana de Paris tem o centro na logística e começou com o prefeito anterior, Bertrand Delanoe. A ideia da prefeita é que bairros inteiros da cidade sejam fechados à circulação de veículos privados, sendo servidos pelo metrô e por veículos elétricos compartilhados, de aluguel, veículos leves sobre trilhos e bicicletas. Serão os bairros de pedestres. Ela quer que a vida na cidade se torne mais agradável.

 

Em ambos os casos os moradores apoiam majoritariamente os projetos de combate à poluição e à mudança climática e as administrações que se sucedem são marcadas pela continuidade dos planos anteriores e sua ampliação para a frente, para o futuro. Nova York mudou o horizonte de 2030 para 2050. Paris tem metas para 2020 e 2040. A ideia da prefeita é que bairros inteiros da cidade sejam fechados à circulação de veículos privados, sendo servidos pelo metrô e por veículos elétricos compartilhados, de aluguel, veículos leves sobre trilhos e bicicletas. Serão os bairros de pedestres.

 

Duas outras cidades com características similares estão no mesmo caminho: Londres e Roma.

Fonte: Sérgio Abranches / Ecopolítica.




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