11/04/2014

Greenpeace diz que energia renovável gera esperança na luta pelo clima

As pequenas ilhas do Pacífico, como Tuvalu (foto), podem desaparecer do mapa com o aumento do nível dos mares. Foto: Alastair Grant/AP.

O crescimento do uso das energias renováveis se mostra como uma esperança para reduzir as emissões de CO2 no mundo todo, segundo um estudo do Greenpeace apresentado em Berlim dois dias antes da divulgação do novo relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática das Nações Unidas (IPCC).

"A revolução energética começou... e não só na Alemanha", é o título do estudo apresentado nesta sexta-feira por Sven Teske, responsável pelo Greenpeace International, a poucos metros do hotel onde os analistas do IPCC estão reunidos desde segunda-feira na capital alemã.

O otimismo do Greenpeace com relação ao futuro das energias renováveis se baseia, antes de tudo, na redução dos preços, que faz com que o fator econômico já não seja um obstáculo, mas um estímulo para seu desenvolvimento.

"A tendência em relação às energias renováveis indica uma notável redução dos preços. A energia solar passou de uma das energias mais caras para ser a mais barata, depois da eólica", disse Teske.

Segundo ele, esse fator faz com que as economias emergentes recorram cada vez mais às renováveis para satisfazer sua crescente demanda energética.

Em outro relatório, também apresentado hoje, a organização ambientalista cita que há muitos indícios de que o crescimento do uso do carvão na China estaria próximo de seu fim.

"Há pouco tempo, o rápido crescimento do uso do carvão na China ameaçava desencadear um desastre climático. No entanto, os elevados índices de poluição no país apontam que essa tendência se romperá", assinalou o analista em clima do Greenpeace para a Ásia, Li Shuo.

De acordo com o analista, "nos próximos anos, muitas províncias chinesas passarão do rápido crescimento do uso do carvão para uma rápida redução".

As medidas adotadas por várias províncias para diminuir a utilização do carvão levarão a uma redução de 700 milhões de toneladas de CO2 até 2017 e 1,3 bilhão de toneladas até 2020, quantidade esta última que se iguala às emissões do Canadá e Austrália juntas.

A reunião do denominado terceiro grupo de trabalho de analistas da ONU deve pactuar para o próximo domingo um resumo executivo da análise de 2 mil páginas elaboradas por 200 analistas durante os últimos quatro anos, o qual é centrado em como diminuir a mudança climática.

O texto pactuado será o terceiro capítulo do Quinto Relatório de Avaliação (AR5), o documento científico sobre o qual serão baseadas as discussões da cúpula do Clima de Paris de 2015. A partir desse encontro, os envolvidos devem definir o acordo que substituirá o Protocolo de Kyoto.

Em janeiro passado, o primeiro grupo de trabalho publicou suas conclusões sobre as mudanças climáticas e certificou que o ser humano causou o aquecimento global. Já em março, o segundo grupo de trabalho analisou seu impacto, a vulnerabilidade e as possibilidades de adaptação.

Fonte: UOL Notícias/ Meio Ambiente.




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