11/04/2017 Manter combate ao Aedes aegypti é grande desafio para o Brasil, afirma Ministro da Saúde à ONU

Manter combate ao Aedes aegypti é grande desafio para o Brasil, afirma Ministro da Saúde à ONU

Mosquito Aedes aegypti é principal vetor do vírus da dengue, zika e chikungunya. Foto: UNICEF/BRZ/Ueslei Marcelino.

Em visita à sede da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), em Washington, o ministro da Saúde do Brasil, Ricardo Barros, apresentou um panorama da rede pública e destacou os esforços de prevenção do país para lidar com ameaças como o zika e a febre amarela. Segundo o dirigente, 70% da população brasileira recebe atendimento de saúde do Estado.

 

Gestão, transparência, eficiência e financiamento são os principais desafios do sistema de saúde do Brasil. A avaliação é do próprio ministro da Saúde, Ricardo Barros, que apresentou na segunda-feira (10) um panorama da rede pública à Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). Em encontro com a diretora do organismo, Carissa Etienne, na sede da agência, em Washington, o chefe da pasta federal afirmou que 70% da população brasileira recebe atendimento do Estado.

 

Barros também chamou atenção para os esforços de imunização do governo. Atualmente, o Brasil fornece 300 milhões de doses de vacinas por ano contra 20 doenças.

 

O país intensificou a campanha de prevenção da febre amarela, disponibilizando 21,6 milhões de doses extras da vacina, segundo o ministro. A nação passa por um surto do tipo silvestre da doença, que foi identificada em dez estados e no Distrito Federal. De acordo com dados apresentados por Barros, as unidades federativas afetadas confirmaram 604 casos da patologia e 202 mortes como associadas à arbovirose.

 

O Brasil também adotou a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) de aplicação da dose única da vacina para a febre amarela e está se preparando para o fracionamento das doses do tratamento, se necessário. O Ministério da Saúde se uniu à pasta da Educação para ampliar a imunização nas escolas, incluindo o fornecimento da vacina contra o HPV para adolescentes.

 

Segundo Barros, a manutenção do combate ao mosquito Aedes aegypti é um grande desafio, embora tenha havido reduções significativas nos casos de dengue, chikungunya e zika. O Brasil foi o epicentro de um surto de zika que teve início em 2015 e se espalhou para outros países, com cerca de 207 mil casos confirmados nas Américas. Entre mulheres grávidas, 24 nações e territórios do continente relataram episódios confirmados da síndrome congênita do vírus.

 

Em resposta à epidemia, o governo lançou uma campanha de limpeza semanal, chamada “Sexta-Feira Sem Mosquito”, na qual os moradores dedicam o último dia útil da semana para eliminar os habitats dos mosquitos próximos às suas casas.

 

Conquistas e desafios de saúde

 

Durante o encontro, Barros lembrou ainda que o Brasil está empenhado em reduzir obesidade na população até 2019. O país tem a meta de reduzir em 30% o consumo de bebidas açucaradas.

 

Outras ações do governo incluem o fortalecimento da prevenção de doenças através de melhorias nos sistemas de informação. O uso de registros eletrônicos de saúde tem sido ampliado para evitar a duplicação de exames diagnósticos e monitorar os medicamentos prescritos.

 

O ministro também pontuou que o Brasil possui o maior sistema de transplantes de órgãos do mundo, com cerca de 24,9 milhões de transplantes realizados ao ano.

 

O Brasil também quer aumentar o número de médicos brasileiros no programa “Mais Médicos”, segundo Barros. A iniciativa conta com 18 mil médicos que trabalham em mais de 4 mil municípios para prestar cuidados básicos de saúde a cerca de 63 milhões de brasileiros, lembrou o dirigente.

 

Etienne elogiou os “altos níveis de cooperação” do Brasil com a OPAS e observou que o país foi um dos membros fundadores da Organização, em 1902. A diretora também elogiou o país por sua sólida resposta ao surto do vírus zika.

Fonte: ONU Brasil.




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