11/11/2016 Iniciativas inovadoras de proteção das florestas ganham impulso na COP22

Iniciativas inovadoras de proteção das florestas ganham impulso na COP22

Uma torneira da água em Ruanda. Foto: Banco do mundo / A’Melody Lee.

Entre as iniciativas apresentadas, Colômbia anunciou planos florestais ligados ao processo de paz, incluindo uma iniciativa para colocar grandes áreas de floresta sob o controle dos povos indígenas. Autoridades marroquinas, por sua vez, anunciaram a iniciativa para florestas na região do Mediterrâneo e do Sahel, que busca ajudar países da região a cumprir os compromissos multilaterais no tema.

 

Os esforços globais para gerenciar de forma sustentável as florestas e cumprir os objetivos relacionados às mudanças climáticas tiveram grande impulso na quarta-feira (9) durante a Conferência das Partes sobre o Clima (COP22), em Marrakesh, no Marrocos. Diversos projetos para proteção dessas áreas foram anunciados por países da Ásia, África e América do Sul.

 

Entre as iniciativas apresentadas, a Colômbia anunciou planos florestais ligados ao processo de paz, incluindo uma iniciativa para colocar grandes áreas de floresta sob o controle dos povos indígenas.

 

Autoridades marroquinas, por sua vez, anunciaram a iniciativa “ação reforçada em favor das florestas na região do Mediterrâneo-Sahel”, que visa a ajudar países da região a cumprir os compromissos multilaterais para as áreas florestais.

 

“Nós sabemos que a perda líquida de florestas anuais está diminuindo, uma diminuição de 25% em 2015 em relação a 2000. Mas isso diz respeito à restauração, regeneração e ao reflorestamento. O desmatamento da floresta tropical, no entanto, infelizmente continua”, alertou a negociadora do Acordo de Paris e embaixadora do clima Laurence Tubiana.

 

“O Acordo de Paris está ajudando. Mas nós temos de melhorá-lo se quisermos realmente ser consistentes com as metas”, continuou Tubiana.

 

Também presente na conferência, o diretor-geral assistente para florestas da Organização da ONU para a Alimentação e Agricultura (FAO), René Castro Salazar, alertou para a complacência.

 

“Florestas ainda estão desaparecendo a cerca de três milhões de hectares por ano, especialmente as naturais. Esperamos que os quatro bilhões de hectares de floresta restantes sejam geridos de forma sustentável, pois é a única maneira de preservar os recursos. O combate às mudanças climáticas não pode ser feito sem um programa de gerenciamento florestal sustentável”, ressaltou.

 

De acordo com o Salazar, florestas saudáveis ajudam a combater as mudanças globais do clima e também contribuem para muitas outros objetivos de desenvolvimento global ao fornecerem alimentos, renda, combustível e abrigo.

 

“As florestas são uma das maiores e mais rentáveis respostas que temos para a mudança climática”, acrescentou a administradora mundial do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), Helen Clark.

 

Nos esforços para combater as mudanças climáticas, as florestas desempenham um papel importante, pois absorvem e armazenam carbono, eliminando as emissões na atmosfera.

 

No entanto, o desmatamento e a degradação florestal têm o efeito oposto. Atualmente, o desmatamento e a degradação florestal são responsáveis por 12% das emissões globais de carbono.

 

COP22 destaca a água como primeira vítima das mudanças climáticas

 

Durante encontro da COP22 realizado na quarta-feira (9), participantes também destacaram a necessidade de reconhecer a água como a primeira vítima da mudança climática, bem como a importância de gerenciar de maneira integrada e sustentável esse recurso.

 

“A água é um dos recursos mais impactados pela mudança climática, mas esse recurso também oferece solução para os desafios relacionados ao clima”, disse o presidente do Conselho Mundial da Água, Benedito Braga.

 

“A água e o clima estão relacionados. Na escola, todos nós estudamos os ciclos da água. A água conecta tudo. Alguns países têm 97% da energia renovável gerada a partir desse recurso. Ela é fundamental para o desenvolvimento humano; para a educação; para a saúde; e para a estabilidade e segurança alimentar”, acrescentou a ministra encarregada do meio ambiente no Marrocos, Hakima El Haité.

 

Haité disse que ela e Laurence Tubiana vão trabalhar juntas para facilitar o diálogo entre as partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) e os interessados.

 

 

Coleta de água potável em Badnoogo, Burkina Faso. Foto Banco Mundial / Dominic Chavez
Coleta de água potável em Badnoogo, Burkina Faso
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Foto: Banco Mundial / Dominic Chavez.

 

 

“A água não é apenas um problema, é parte da solução e fator-chave para o desenvolvimento humano”, disse o ministro da água do Marrocos, Charafat Afailal.

 

Durante o encontro, o governo marroquino também lançou a iniciativa “Água para a África”, com apoio do Banco Africano para o Desenvolvimento.

 

O projeto quer adotar um plano de ação específico para mobilizar diferentes parceiros políticos, financeiros e institucionais de todo o mundo a melhorar a gestão dos serviços de água e saneamento para os mais afetados pelas mudanças climáticas.

 

Sete dos dez países mais ameaçados pelas mudanças climáticas estão na África, e a água é o primeiro setor que mais afeta a população da região devido à mudança do clima.

Fonte: ONU Brasil.




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