12/01/2017 Crise hídrica no Distrito Federal acarreta em rodízios de racionamento

Crise hídrica no Distrito Federal acarreta em rodízios de racionamento

Com baixo nível dos reservatórios, Caesb autoriza racionamento de água na capital. Foto: Agência Brasil.

Apenas regiões abastecidas pela Barragem do Descoberto serão atingidas pela medida. De acordo com o cronograma divulgado pela Caesb, cortes começam pelas regiões de Ceilândia, Recanto das Emas e Riacho Fundo II

 

Autorizado desde novembro do último ano, o racionamento de água no Distrito Federal agora tem dia certo para começar. A partir da próxima segunda-feira (16), residências e comércios do DF terão interrupções no fornecimento de água. No entanto, será realizado um rodízio entre as regiões que são abastecidas pelo reservatório do Descoberto. Hoje (quinta, 12), o volume do reservatório chegou a 18,94% – o menor já registrado em toda a história do sistema.

 

Conforme informações da Companhia de Saneamento Ambiental (Caesb), o calendário dos cortes percorre um ciclo de seis dias: um dia com interrupção completa, dois dias de estabilização e três de fornecimento normal. No sétimo dia, o corte volta a acontecer. De acordo com o cronograma, os cortes começam pelas regiões de Ceilândia, Recanto das Emas e Riacho Fundo II.

 

A partir do cronograma de cortes divulgado pela Caesb, a previsão é que o corte seja efetuado ainda nas primeiras horas do dia 16. De forma gradual, o abastecimento será retomado na terça (17) e na quarta-feira (18). Entre quinta e sábado, o fornecimento será normal. Esse é também um exemplo de como funcionará nas demais regiões divulgadas no calendário da Companhia

 

Apesar de passados apenas 12 dias do primeiro mês de 2017, conforme informou o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o volume de chuvas contabilizado até agora esta bem abaixo do registrado em outros anos. Desde o dia 1º de janeiro até a última terça-feira (10), foram registrados apenas 19,9 milímetros de chuvas, valor que corresponde a apenas 8% da média geral contabilizada para todo o mês de janeiro, que chega a 247.4 milímetros.

 

As regiões abastecidas pelo Descoberto e que devem sofrer com o corte são: Ceilândia, Taguatinga, Vicente Pires, Águas Claras, Samambaia, Riacho Fundo, Recanto das Emas, Gama, Santa Maria, Núcleo Bandeirante, Park Way, Guará e Candangolândia. Já nas regiões abastecidas pelo reservatório de Santa Maria, a Caesb vai reduzir a pressão dos canos a partir do dia 30 de janeiro. O reservatório de Santa Maria está com 41,22% da capacidade máxima.

 

Tarifa de Contingência

 

A tarifa de contingência já é uma realidade. Implementada desde outubro de 2016, a Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico (Adasa) recorreu da liminar expedida pela Justiça do DF, que suspendia a cobrança, e a medida voltou a valer no dia 22 de dezembro.

 

Conforme resolução da Adasa, “a unidade usuária cujo consumo mensal de água ultrapassar 10m³ fica sujeita à Tarifa de Contingência”. Nestes casos, a fatura pode chegar com até 40% de aumento. De acordo com o órgão, a medida vale durante o período de escassez e busca estimular a redução no consumo em função da ameaça de desabastecimento.

 

A Caesb informou que a tarifa será cobrada na conta do usuário e incidirá exclusivamente sobre o valor faturado da água. As especificações virão separadas e detalhadas na conta. “Cada usuário saberá exatamente quanto está pagando”, explicou a companhia. O percentual ficou definido em 40% para a categoria residencial normal, 20% para os usuários da categoria residencial popular e 20% para as categorias não residenciais (comercial, industrial e pública).

Fonte: Joelma Pereira – Congresso em Foco.




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