12/11/2013

Quarenta escolas já aderiram ao projeto Lixo Orgânico Zero, da Udesc Lages

Foto: Divulgação

Quarenta escolas de Lages, das quais 25 da rede estadual, já aderiram ao projeto Lixo Orgânico Zero, idealizado pelo professor Germano Güttler, do curso de Agronomia do Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV), da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).


O projeto Minicompostagem Ecológica quer deixar a cidade de Lages livre de resíduos orgânicos, que são transformados em húmus para cultivo de plantas ou hortaliças. Nas escolas, o lixo é separado pelos alunos e professores em lixeiras diferenciadas para ser utilizado nos canteiros.

Um grupo de seis bolsistas, quatro da Secretaria Municipal de Educação e dois da Udesc Lages, já está visitando instituições da cidade para mostrar a viabilidade do projeto e convencê-las a aderirem ao método de eliminação do lixo orgânico.

Recursos
A 13ª Promotoria de Justiça de Meio Ambiente de Lages, do Ministério Público do Estado de SC, destinou R$ 150 mil do Fundo para Reconstituição de Bens Lesados (FRBL) para ser utilizado na divulgação do projeto da Udesc Lages. O fundo é constituído por receita de condenações e acordos, doações e multas aplicadas no descumprimento de decisões judiciais.

Parte desse valor foi usada para a contratação da pedagoga Silvia Alves e da bióloga Márcia Spiller, que já começaram a visitar as instituições, principalmente a rede publica de ensino de Lages e região. Elas terão 18 meses para expor as vantagens da adoção do projeto Lixo Orgânico Zero.

O dinheiro será usado também para a compra de um automóvel. Depois de concluído o trabalho pelas duas profissionais, o veiculo será doado à Secretaria Municipal de Meio Ambiente, para continuar a divulgação do projeto idealizado pelo professor Güttler.

Encontro
A Gerência Regional de Educação de Lages, que engloba 12 municípios, está organizando um encontro em novembro com a presença de gerentes regionais de todo o Estado para "mostrar a importância do projeto da Udesc para as escolas estaduais", disse a gerente regional Fátima Ogliari.

Segundo ela, a Gerência Regional de Educação de Itajaí já manifestou interesse em participar do encontro, que ainda não tem data definida.

"Todas as escolas estaduais de Lages já aderiram ao projeto. Nenhuma delas deposita o lixo em frente ao estabelecimento. Os alunos e professores se encarregam de eliminar o lixo orgânico seguindo os passos estabelecidos pelo programa da Udesc", explica ela. "Esse projeto deu um salto de qualidade na região."

Ela destacou também que algumas residências de Lages já adotaram o sistema. "Os moradores estão se transformando em verdadeiros multiplicadores dessa ação", afirmou.

Como fazer
Germano Güttler, professor de Horticultura do curso de Agronomia, explica como fazer para transformar o lixo em matéria orgânica pronta para ser utilizada:

1.Separar em recipiente o lixo orgânico, como restos de comida, cascas de frutas e papel toalha usado;
2.Depositar uma camada de 20 centímetros de lixo sobre a terra;
3.Para evitar moscas, cobrir o lixo com cepilho ou grama;
4.Oxigenar a área;
5.Após 35 dias, o material orgânico estará pronto para ser utilizado.

Segundo ele, o lixo orgânico gerado em Lages representa em torno de 60% do volume total do resíduo urbano, enquanto que o lixo potencialmente reciclável (papel, papelão, plásticos, metais e vidros) chega a 35%.

"Esse material se perde porque os moradores e o processo de coleta misturam os dois tipos de lixo". A solução é a separação e a destruição total do lixo orgânico no local onde ele é gerado, como prevê o projeto. O professor calcula que Lages economizaria, com adoção do método, em torno de R$ 2,6 milhões por ano, valor que a prefeitura gasta na coleta do lixo.

Fonte: Valmor Pizzetti / Udesc




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