13/03/2014

9 cidades onde o arpocalipse chinês dá medo

Elas têm o ar mais tóxico que a capital Pequim, que já foi considerada um lugar impróprio para a vida devido aos altos níveis de poluição. Foto: divulgação.

Quando se pensa na poluição na China, uma das imagens que logo vem à mente é, provavelmente, a da Praça da Paz Celestial, também conhecida por Praça Tiannamen, coberta por uma névoa cinza de poluição, no centro de Pequim.

 

Mas de acordo com uma análise feita pelo Energydesk e o Greenpeace China, com base em dados oficiais do país, outras nove cidades chinesas tiveram mais dias extremamente poluídos em 2013 do que a capital, que já foi considerada um lugar impróprio para viver.

 

Encabeçando a tabela, aparece Xingtai, uma cidade fortemente industrial, a sudoeste de Pequim. Seus cerca de 700 mil habitantes enfrentaram 129 dias de ar “muito nocivo à saúde” no ano passado.

 

Isso é mais do que o dobro da quantidade de dias com poluição em nível de emergência registrados em Pequim, que ficou em 60.

 

A exemplo de Xingtai, a maior parte das cidades com o maiores níveis de poluição encontram-se na província chinesa de Hebei, que é o lar de um grande número de usinas de energia movidas a carvão e indústrias, incluindo de aço e cimento, que queimam ao monte esse combustível de origem fóssil.

 

Veja a tabela das 10 cidades chinesas com mais dias de ar “nocivo à saúde”, em 2013:

 

Cidades
Dias com ar
“muito nocivo”
Dias com ar
“bom”
População
Xingtai
129
0
7 milhões
Shijiazhuang
119
1
2,4 milhões
Baoding
99
0
1,1 milhão
Handan
95
0
1,6 milhão
Hengshui
94
0
423 mil
Langfang
87
4
810 mil
Jinan
76
0
2,8 milhões
Tangshan
75
0
1,7 milhão
Zhengzhou
66
0
2,6 milhões
Pequim
60
13
11 milhões

 

O principal vilão do ar são as chamadas PM2,5, micropartículas de poeira que medem apenas 0,0025mm, resultantes da combustão incompleta de combustíveis fósseis utilizados pelos veículos automotores e das usinas a carvão.

 

Essas micropartículas são pequenas o suficiente para penetrar nos pulmões, e uma exposição de longo prazo pode levar a doenças cardíacas, derrames e doenças pulmonares, incluindo câncer, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Elas também podem desencadear ataques de asma em curto prazo.

 

A matriz energética chinesa, aliás, é um dos maiores vilões da qualidade do ar em todo o país. Segundo um estudo feito pelo World Resources Institute, os chineses queimam anualmente 3,3 bilhões de toneladas do mineral, o que supre 79% de sua demanda de energia. (Veja os 10 países mais famintos por carvão).

Fonte: Exame.com




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