13/04/2017 Brasil é emergente que mais contribui para iniciativa da ONU sobre produção e consumo sustentáveis

Brasil é emergente que mais contribui para iniciativa da ONU sobre produção e consumo sustentáveis

Conferência em Brasília reuniu cerca de 150 representantes e especialistas de mais de 40 países da África, América Latina e Caribe.
Foto:
ONU Meio Ambiente.

O Brasil é o país em desenvolvimento que mais contribuiu com o Quadro Decenal de Programas sobre Padrões de Consumo e Produção Sustentáveis (10YFP) da ONU, disponibilizando recursos para iniciativas na África do Sul, Uruguai, Colômbia, Quênia, Nepal e Burkina Faso. A informação foi divulgada na semana passada pelo ministro brasileiro do Meio Ambiente, Sarney Filho, durante conferência em Brasília.

 

O Brasil é o país em desenvolvimento que mais contribuiu com o Quadro Decenal de Programas sobre Padrões de Consumo e Produção Sustentáveis (10YFP) da ONU, disponibilizando recursos para iniciativas na África do Sul, Uruguai, Colômbia, Quênia, Nepal e Burkina Faso. A informação foi divulgada na semana passada pelo ministro brasileiro do Meio Ambiente, Sarney Filho, durante conferência em Brasília.

 

Realizado nos dias 6 e 7 de abril no Palácio Itamaraty, evento reuniu cerca de 150 representantes de mais de 40 países da África, América Latina e Caribe para discutir a importância da cooperação Sul-Sul na promoção da sustentabilidade. Encontro foi organizado pela pasta federal e pela ONU Meio Ambiente.

 

“A cooperação Sul-Sul é um instrumento de capacitação de instituições e indivíduos. Por meio do compartilhamento de experiências e boas práticas em processos horizontais de intercâmbio, ela promove o empoderamento de todas as partes envolvidas”, afirmou o embaixador João Almino, diretor da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), em participação na reunião.

 

O diplomata lembrou que o Brasil tem parcerias com países emergentes nas áreas de segurança alimentar, combate às mudanças climáticas e produção de algodão.

 

ONU em defesa da sustentabilidade

 

O 10YFP é dividido em sete programas, todos voltados para tornar comportamentos e áreas da atividade econômica mais sustentáveis. Iniciativas se dividem nas categorias compras públicas, turismo, sistemas alimentares, edifícios e construção, estilos de vida e educação, informação ao consumidor e projetos em larga escala.

 

“A conferência mostrou que a cooperação Sul-Sul é um mecanismo novo e muito poderoso para nos ajudar globalmente na implementação do 10YFP, envolvendo ampla iniciativa pública e privada, assim como bancos e agências de cooperação para o desenvolvimento”, avaliou a diretora da Divisão de Economia da ONU Meio Ambiente, Ligia Noronha.

 

A especialista lembrou também que é essencial conectar a agenda do Quadro Decenal com os principais acordos ambientais assinados pelos Estados-membros da ONU, como o Acordo de Paris, a Convenção sobre Diversidade Biológica e a Nova Agenda Urbana.

 

Papel do setor privado

 

Também presente na conferência, o diretor superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), José Guilherme Ribeiro, lembrou que existem 11 milhões de corporações desses portes no Brasil — 99% do universo empresarial nacional. Juntas, essas companhias respondem por 52% dos empregos formais e 27% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

 

“A sustentabilidade é transversal às pequenas e grandes empresas, os micros e pequenos empresários devem ser os protagonistas deste processo para mudar a maneira como a sociedade inteira pensa”, enfatizou o dirigente.

 

Ligia Noronha destacou necessidade de alinhar o 10YFP a outros acordos globais sobre meio ambiente, mudanças climáticas e biodiversidade. Foto: ONU Meio Ambiente
Ligia Noronha destacou necessidade de alinhar o 10YFP a outros
acordos globais sobre meio ambiente, mudanças climáticas
e biodiversidade. Foto: ONU Meio Ambiente

 

De acordo com uma pesquisa realizada pelo SEBRAE, quase 60% dos pequenos empresários já consideram a sustentabilidade uma oportunidade de negócio. O levantamento também identificou que subsistem grandes barreiras à prática sustentável — a falta de informação sobre o assunto, a falta de parceiros ou pessoal qualificado.

 

O 10YFP está procurando romper essas barreiras por meio de projetos, políticas e parcerias que mobilizem recursos estatais e privados.

 

Cecília Guerra, diretora corporativa de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas do Banco de Desenvolvimento da América Latina, disse que a sustentabilidade tem sido uma questão-chave na agenda da instituição ao longo dos últimos cinco anos. Segundo ela, a meta até 2020 é ter 30% de suas operações verdes e, em 2030, 50%.

Fonte: ONU Brasil. 




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