13/09/2013

Meta global de redução de dois terços da mortalidade infantil não deve ser atingida até 2015, prevê ONU

Mortalidade infantil diminuiu, mas mais esforços são necessários. Foto: UNICEF

Os esforços globais e nacionais para acabar com as mortes evitáveis de crianças menores de cinco anos salvaram cerca de 90 milhões de vidas nas últimas duas décadas, mas no ritmo atual, a promessa de reduzir a mortalidade infantil em dois terços até 2015 não será atingida, afirmou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

 

A agência da ONU lançou o “Relatório sobre o Progresso do Compromisso com a Sobrevivência Infantil: Uma Promessa Renovada” nesta sexta-feira (13/9). Segundo o documento, o número de mortes caiu de 12,6 milhões em 1990 para 6,6 milhões em 2012.

 

As reduções aconteceram por causa do aumento de tratamentos mais eficazes e acessíveis, melhorias na nutrição e educação das mães, inovações em serviços para os pobres e excluídos e aumento do compromisso político.

 

Porém, se esse progresso não for acelerado, o mundo só vai atingir o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM) de redução da mortalidade infantil em 2028, e não em 2015, como previsto. Durante esse tempo, cerca de 35 milhões de crianças podem morrer, alertou o UNICEF.

 

O relatório destaca ainda que pneumonia, diarreia e malária continuam sendo as principais causas de morte de crianças no mundo, matando cerca de seis mil delas a cada dia. A desnutrição também contribuiu para quase metade de todas as mortes de crianças menores de cinco anos.

 

Brasil como exemplo – Na divulgação do relatório pelo UNICEF em Nova York, o Brasil é apresentado como um dos países que têm conseguido reduzir de forma significativa a taxa de mortalidade na infância por meio de estratégias efetivas.

 

O Brasil conseguiu atingir o ODM 4 em 2012, três anos antes do prazo estabelecido. A taxa de mortalidade de menores de 5 anos no país caiu 77% entre 1990 e 2012 graças a uma combinação de estratégias: a criação de um Sistema Único de Saúde com foco na atenção primária de saúde, melhoria no atendimento materno e ao recém-nascido e esforços para prestar assistência à saúde no nível comunitário, melhoria das condições sanitárias, aumento do conhecimento das mães, promoção do aleitamento materno, expansão da imunização e criação de iniciativas de proteção social como o programa de transferência de renda Bolsa Família.

 

Para os países como o Brasil, cuja taxa da mortalidade na infância está abaixo de 20/1000, o desafio agora é reduzir essa taxa nas populações mais vulneráveis.

Fonte: ONU Brasil




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