14/02/2014

Aumento da pobreza está ligado ao desperdício de alimentos, avalia especialista do Banco Mundial

Dourados (MS). Foto: Valter Campenato/ABr.

O desperdício de alimentos e o aumento da pobreza têm relação direta, afirma o especialista Banco Mundial na área de pobreza, José Cuesta. Quanto mais comida as pessoas jogam fora, mais caros ficam os alimentos, o que obriga as famílias a gastarem mais com comida e menos com outras atividades, como educação e previdência.

 

“Não há muito nível de consciência, nem sequer nos países mais ricos. Há consciência para produzir mais alimentos mas não para melhorar a tendência de perdas de alimentos na região, sobretudo em conscientização e educação”, afirma Cuesta.

 

Apesar de ser a região que menos desperdiça no mundo, 6%, a América Latina perde todos os anos 80 milhões de toneladas, o que representa 15% de sua produção anual, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Do ponto de vista nutricional, isso significa que se desperdiça um quarto dos componentes energéticos de que uma pessoa precisa diariamente para viver.

 

“O desperdício de alimentos supõe terríveis perdas no investimento em agricultura e nos insumos de energia necessários para produzir comida”, explica o especialista do Banco Mundial e autor da publicação Food Price Watch, que monitora o preço mundial dos alimentos e seus efeitos socioeconômicos.

 

No continente latino-americano, o desperdício nas etapas da produção e do consumo representa, em cada uma, 28% do total de perdas. Fatores como a data de validade contribuem para as perdas no consumo familiar, enquanto na produção o desperdício se deve, principalmente, à colheita ineficiente ou prematura e às condições excessivas de chuva ou de seca, frequentes no Brasil e na Argentina. As perdas também são atribuídas às fases de armazenamento (22%), de distribuição e mercado (16%) e de processamento (6%).

 

Algumas medidas técnicas podem ajudar a frear o desperdício, explica Cuesta, como usar recipientes de plástico, em vez de sacas, para depositar a fruta que se coleta, ou melhorar os sistemas de refrigeração para evitar perdas durante o armazenamento.

Fonte: ONU Brasil




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