14/04/2014

Mudança climática: novo relatório aponta para aumento das emissões e cobra ação urgente

Fábrica chinesa próxima ao rio Yangtzé. Apesar de diversos alertas sobre as consequências da mudança climática, emissão de gases poluentes segue em alta. Foto: High Contrast/Wikimedia Commons (CC BY 2.0 DE).

Segundo relatório divulgado neste domingo (13), em Berlim, pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), as emissões de gases do efeito estufa continuam aumentando em ritmo acelerado, tornando necessárias ações urgentes para barrar o aumento esperado de dois graus na temperatura média global.

 

“O ‘trem de alta velocidade’ da prevenção precisa partir o quanto antes, e toda a comunidade global deve estar a bordo”, concluiu o chefe do IPCC, Rajendra Pachauri. Já o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, emitiu uma declaração pedindo aos países “para que façam todo o possível para atingir um acordo ambicioso e global sobre o clima até 2015”.

 

Além de destacar opções de mitigação à mudança climática, o documento – penúltima parte do Quinto Relatório de Avaliação do IPCC (AR5) – descreve os requerimentos tecnológicos, econômicos e institucionais básicos para cada uma, incluindo os riscos, incertezas e fundamentos éticos para políticas em escalas global, nacional e subnacional.

 

“Este novo relatório desafia as autoridades ao apresentar alternativas futuras e os caminhos necessários para elas”, descreve Christiana Figueres, secretária-executiva da Convenção-Quadro da ONU sobre a Mudança do Clima (UNFCCC). “O único caminho seguro, porém, é chegar a um estado de emissões zero de carbono até a segunda metade deste século.”

 

Acesse o último relatório em ipcc.ch/report/ar5/wg3

 

Lançamento no Brasil

 

No início de abril, foi lançada na Academia Brasileira de Ciências, no Rio de Janeiro, a segunda parte do conjunto de relatórios, que também contou com a participação de cientistas brasileiros e previu consequências como escassez de água no Sudeste e Nordeste e o branqueamento de corais nas áreas costeiras nordestinas.

 

 

“Não existe uma fórmula mágica de adaptação”, disse José Marengo, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, sobre maneiras de amenizar ou se preparar para a mudança climática. “Cada lugar tem que desenvolver sua própria estratégia de adaptação territorial, o que também envolve fatores não climáticos como a vacinação ou o crédito agropecuário.”

Fonte: ONU Brasil.




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