14/08/2018 Pacto Global divulga plataforma para o setor privado sobre adaptação às mudanças climáticas

Pacto Global divulga plataforma para o setor privado sobre adaptação às mudanças climáticas

Projeto em Minas Gerais visa reduzir as emissões de gases de efeito estufa do setor de ferro e aço no estado. Foto: Banco Mundial/L. Aliu.

Em evento que reuniu lideranças empresariais e gestores de sustentabilidade na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), a Rede Brasil do Pacto Global da ONU apresentou neste mês (10) a Plataforma AdaptaClima. O projeto do Ministério do Meio Ambiente difunde informações sobre o combate às mudanças climáticas, conscientizando sobre riscos aos negócios e novas oportunidades produtivas

 

Em evento que reuniu lideranças empresariais e gestores de sustentabilidade na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), a Rede Brasil do Pacto Global da ONU apresentou neste mês (10) a Plataforma AdaptaClima. O projeto do Ministério do Meio Ambiente difunde informações sobre o combate às mudanças climáticas, conscientizando sobre riscos aos negócios e novas oportunidades produtivas.

 

No Plano Nacional de Adaptação (PNA), lançado em 2016 pela pasta federal, o governo define estratégias em diversos eixos da sociedade — Agricultura, Cidades, Zonas Costeiras, Saúde —, com base em previsões científicas para as próximas décadas. A alteração gradual e permanente no regime de chuvas, por exemplo, poderá provocar mudanças nos ecossistemas, bem como desastres naturais, incluindo inundações. Consequências poderão variar da sobrecarga do sistema público de saúde até migrações forçadas.

 

“Os estudos que reconhecem as regiões mais vulneráveis às mudanças climáticas são importantes na alocação dos recursos federais”, afirmou a coordenadora-geral substituta da Secretaria de Mudança do Clima do Ministério, Nelcilandia de Oliveira Kamber.

 

A Plataforma AdaptaClima funciona como um canal para o setor privado, que sofre com problemas no acesso a dados e também com a falta de articulação com outros empresários e gestores públicos. As orientações disponíveis no site permitem às companhias traçar seu próprio plano de adaptação.

 

“Com o nosso mapeamento da realidade brasileira, percebemos que os dados não chegavam àqueles que tomam decisões, limitando o alcance das ações ou até levando-as a se sobrepor”, avalia Mariana Nicolletti, pesquisadora no Centro de Estudos em Sustentabilidade da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP).

 

A especialista integra a Iniciativa Empresarial em Clima (IEC), uma coalizão de redes empresariais que promove webinars e palestras sobre mudanças climáticas. A secretaria executiva do organismo, que promoveu o evento em São Paulo, é da Rede Brasil do Pacto Global.

 

Empresas preparadas para um clima em transformação

 

Entre as signatárias do Pacto Global da ONU, a EDP Brasil, do setor de geração e distribuição de energia, já deus os primeiros passos para adaptar seus negócios às mudanças climáticas. Preocupada com o aumento na frequência e na intensidade de tempestades, a empresa desenvolveu um sistema de monitoramento que incorpora dados meteorológicos em tempo real. O projeto foi executado em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

 

Conhecendo as previsões para 2030 de que haverá um aumento médio de 30% na incidência de raios na região coberta pela companhia, a EDP está preparando equipes e veículos de manutenção. A instituição também planeja ajustes de escalas de trabalho e elabora informes para os consumidores.

 

Outra integrante da Rede Brasil do Pacto Global, a Braskem investiu 150 mil reais para identificar a curto, médio e longo prazo potenciais oportunidades e riscos em suas usinas. Com estimativas para 2040, a avaliação analisou futuros impactos físicos, regulatórios, reputacionais e na cadeia de valor para todas as 36 instalações da empresa no Brasil, Estados Unidos e Alemanha.

 

De acordo com o levantamento, o maior risco físico nos Estados Unidos está associado ao provável aumento da intensidade de furacões. Na Alemanha, as chuvas com potencial de inundação são o maior fator de preocupação. No Brasil, a maior frequência de secas severas é a principal vulnerabilidade para as operações. Para cada situação, o plano da Braskem aponta recomendações que vão de projetos de engenharia a campanhas de conscientização.

Fonte: ONU Brasil.




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