14/11/2013

CNI conhece cases catarinenses de geração de energia e gestão de resíduos

Conselho Temático de Meio Ambiente discutiu geração de energia e resíduos sólidos.
Foto:
Filipe Scotti

A geração de energia norteou os debates do Conselho Temático de Meio Ambiente da Regional Sul-Sudeste, iniciativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em encontro realizado nesta quinta-feira (14) na sede da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), em Florianópolis. Conduzida pelo secretário executivo do conselho temático da CNI, Shelley Carneiro, e pelo presidente da Câmara de Qualidade Ambiental da FIESC, José Lourival Magri, a reunião abordou cases como a maior usina solar fotovoltaica do País, que será instalada em Tubarão.

O projeto é da Tractebel Energia, executado em parceria com a Weg e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), indústria de Jaraguá do Sul, e pretende gerar 3 megawatts de energia a partir de painéis fotovoltaicos. Serão investidos R$ 56,3 milhões para a instalação de 19 mil painéis em dez hectares. A expectativa é de que a usina comece a operar no primeiro trimestre de 2014. "Estamos aprendendo a usar os processos industriais em prol de um País mais sustentável", avaliou Carneiro.

A Eletrosul mostrou o sucesso de um projeto de geração de energia a partir da biodigestão de dejetos suínos, realizado em parceria com produtores de Itapiranga. Pelo menos 1,6 milhão de metros cúbicos de gás metano deixou de ser emitido na atmosfera e passou a gerar energia. Além disso, a ação permitiu a produção de 90 mil litros de biofertilizantes.

Da Tupy veio o exemplo de como aproveitar resíduos sólidos gerados pelo processo produtivo. A indústria utiliza a areia descartada na fundição para fabricar blocos de concreto, os chamados pavers, utilizados na construção de muros, casas e calçadas. A fundição, que chega a produzir seis mil peças por dia, doa os pavers para entidades da região de Joinville.

A Associação Catarinense de Empresas Florestais mostrou como funciona um projeto para geração de energia a partir de biomassa florestal e o SENAI do Rio de Janeiro falou sobre o uso de resíduos sólidos para a valorização da energia.

O encontro abordou ainda perspectivas e desafios na gestão de resíduos. Um estudo da Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) mostrou que um terço do nosso lixo é potencialmente reciclável, mas apenas 4% é efetivamente tratado dessa forma. "Com apenas R$500 milhões de reais é possível adequar a coleta de lixo e o destino correto dos resíduos sólidos urbanos no Brasil", salientou Carlos Silva Filho, diretor executivo da Abrelpe.

Fonte: Elida Hack Ruivo / Assessoria de Imprensa da FIESC




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