15/04/2015 Ararinhas-azuis: nascimentos superam a meta

Ararinhas-azuis: nascimentos superam a meta

LEGENDA. Foto: divulgação.

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) comememora o nascimento da centésima ararinha-azul, em cativeiro. O filhote Centurion, nasceu na sede da Al Wabra Wildlife Preservation, organização não-governamental (ONG), no Catar. A espécie é considerada extinta na natureza, desde o ano 2000, e os animais existentes estão todos em cativeiro, no Brasil, Alemanha e Catar.

 

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A Al Wabra é parceira do ICMBio no Projeto do Projeto Ararinha na Natureza, que conta com parceiros governamentais e não-governamentais de vários países. O objetivo do Projeto é aumentar a população em cativeiro para que seja viável fazer a reintrodução na natureza. Em 2011, foi lançado o Plano de Ação Nacional para a Conservação da Ararinha-azul – PAN Ararinha-azul, coordenado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres - CEMAVE, do ICMBio.

 

Uma das ações do PAN é o Programa de Cativeiro. Os animais são mapeados geneticamente para a formação de casais que tenham maior probabilidade de gerar filhotes saudáveis. "As restrições genéticas da espécie são um desafio. Nossos parceiros tem superado os obstáculos, o que nos faz acreditar que conseguiremos, em breve, retornar a espécie ao seu local de origem: a caatinga baiana", avalia a veterinária do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave/ICMBio), Camile Lugarini.

 

Com o nascimento de Centurion, o décimo do ano, a meta de crescimento da população foi ultrapassada. "Para garantir um crescimento sustentável da população, é necessário um aumento de 10% ao ano no número de aves", explica o diretor da Al Wabra, Cromwell Purchase. "Alcançamos este número pela primeira vez, em 2015. Estamos muito animados. É um marco para o Programa", comemora Purchase.

 

Para os parceiros do Programa, este foi mais um importante passo para a recuperação da espécie e permite que o cronograma para a reintrodução da espécie seja mantido. "As conquistas reforçam a esperança de voltar a ver as aves voando livres, novamente", declarou em nota, a Al Wabra.

 

Mas, para que a soltura das aves seja bem sucedida, ainda é necessário recuperar o habitat natural das ararinhas-azuis e fazer um trabalho de educação ambiental com a população local. "A perda de habitat e o tráfico levaram a ararinha-azul a desaparecer da natureza. Se as pessoas não caçarem, não comprarem e denunciarem o tráfico de animais silvestres, seguramente teremos um número menor de espécies em risco de extinção no Brasil", destaca o diretor de Pesquisa, Avaliação e Monitoramento da Biodiversidade do ICMBio, Marcelo Marcelino.

 

Saiba mais sobre as ararinhas-azuis.

 

Conheça o PAN Ararinha-azul.

 

Projeto Ararinha na Natureza

 

O Projeto Ararinha na Natureza, coordenado pelo Cemave, faz parte do Plano de Ação Nacional para a Conservação da Ararinha-azul. Além dos criadouros – Association for the Conservation of Threatened Parrots (ACTP), na Alemanha; Al-Wabra Wildlife Preservation, no Catar; Nest e Fundação Lymington, no Brasil –, que trabalham para garantir a reprodução da espécie em cativeiro, o projeto conta com a parceria da Vale e de organizações da sociedade civil sem fins lucrativos, como o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e a Sociedade para a Conservação das Aves do Brasil (SAVE Brasil).

Fonte: ICMBio.




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