16/09/2016 ONU reconhece avanços na proteção da Camada de Ozônio, mas pede redução de gases do efeito estufa

ONU reconhece avanços na proteção da Camada de Ozônio, mas pede redução de gases do efeito estufa

Apesar de os HFCs serem amplamente adotados como alternativa a produtos que destroem a Camada de Ozônio, eles são potentes gases do efeito estufa. Foto: NASA.

O chefe da ONU afirmou que apesar de os hidrofluorcarbonetos (HFCs) usados em sistemas de refrigeração serem amplamente adotados como alternativa a produtos que destroem a Camada de Ozônio, foi provado que estes continuam sendo gases de efeito estufa extremamente potentes.

 

No Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, pediu que os países fortalecessem a proteção do clima reduzindo o uso de hidrofluorcarbonetos.

 

“O mundo mudou desde o último Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio”, disse Ban, citando a adoção da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e do Acordo de Paris para o clima.

 

“Agora, precisamos transformar a ambição em ação, e reforçar a proteção do clima, aproveitando o poder do Protocolo de Montreal [relativo às substâncias que destroem a Camada de Ozônio] e progredir ao desacelerar o aquecimento no curto prazo causado por hidrofluorcarbonetos [HFCs], o gás de efeito estufa que mais cresce”, acrescentou.

 

O chefe da ONU afirmou que apesar de os HFCs, utilizados em sistemas de refrigeração e ar condicionados, serem amplamente adotados como uma alternativa a produtos que destroem a Camada de Ozônio, estes continuam sendo gases de efeito estufa extremamente potentes.

 

Enfatizando que a redução do uso de HFCs traria benefícios consideráveis assim como apoiaria a implementação do Acordo de Paris, o secretário-geral pediu que os países aproveitassem a reunião do próximo mês em Ruanda, onde discussões serão realizadas para atingir um consenso global sobre a redução dos HFCs sob o Protocolo de Montreal.

 

Ele acrescentou que o uso do regime do Protocolo de Montreal para reduzir os HFCs complementam esforços para a redução da emissão de dióxido de carbono e outros gases do efeito estufa sob a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC).

 

“Neste Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio, vamos lembrar quanto já foi alcançado, e nos comprometer a fazer mais para proteger nossa atmosfera”, disse. “Trabalhando juntos, podemos construir um mundo mais seguro, saudável, próspero e resiliente para todas as pessoas enquanto protegemos nosso planeta, nossa única casa”, concluiu.

 

Em 1994, a Assembleia Geral da ONU proclamou 16 de setembro como o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio, lembrando a data da assinatura, em 1987, do Protocolo de Montreal para Proteção da Camada de Ozônio, que protege a Terra da radiação ultravioleta.

 

Como resultado dos esforços internacionais, a Camada de Ozônio está se refazendo e se espera que esteja recuperada até meados deste século. Além disso, o Protocolo de Montreal tem contribuído significativamente para a mitigação da mudança do clima, evitando a emissão de mais de 135 bilhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente na atmosfera por meio da eliminação progressiva de substâncias danosas à Camada de Ozônio.

 

Sobre os HCFs

 

Os HFCs são substâncias sintéticas que não destroem a Camada de Ozônio, mas contribuem para o aquecimento global. São utilizados em aparelhos de ar condicionado, refrigeração, espumas e aerosol, e foram introduzidos no mercado como substitutos de algumas substâncias que destroem a Camada de Ozônio, como os HCFCs.

 

Desde 2015, as partes do Protocolo de Montreal iniciaram negociações de uma emenda ao tratado para controlar a produção e o consumo dos HFCs. Um acordo no marco do Protocolo de Montreal para reduzir o consumo dessas substâncias poderia evitar a emissão para a atmosfera de aproximadamente 150 gigatoneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2 eq) até 2050 e impedir o aumento de até 0,4º Celsius na temperatura média da Terra até o fim do século, sem deixar de proteger a Camada de Ozônio.

Fonte: ONU Brasil.




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